Um caso de estelionato foi registrado na avenida Colatina, bairro Caravelas, em Ipatinga. Os envolvidos foram identificados como R.A.S., de 40 anos, mototaxista de Ipaba, e F.A.S., de 34 anos, assistente administrativo, morador de Ipatinga.
Segundo relatos, R.A.S. viu um anúncio de venda de um veículo Toyota/Corolla em um perfil no Facebook. Ele entrou em contato com um indivíduo chamado Arthur, que afirmou estar vendendo o veículo para um "compadre". Estava armado um golpe que levaria prejuízos ao Ipabense.
Por telefone vítima e estelionatário chegaram a um acordo para que R.A.S. ficasse com o veículo e realizasse o pagamento de R$ 9.000, dividido em duas transferências via PIX: uma de R$ 7.000 e outra de R$ 2.000. No entanto, quando R.A.S. foi à residência de F.A.S. para pegar o veículo, ele se recusou a entregá-lo, alegando não ter recebido nenhum pagamento.
Por outro lado, F.A.S. afirmou ter anunciado o veículo para venda por R$ 32.000 em um grupo de vendas no Marketplace do Facebook. Ele recebeu uma ligação de um indivíduo chamado Arthur, que disse querer ficar com o veículo e passá-lo para um conhecido, pois estava negociando um lote em Ipaba, e R.A.S. havia se interessado pelo veículo.
Quando R.A.S. foi à sua residência para pegar o veículo, o dinheiro não havia caído em sua conta. F.A.S. ligou para Arthur para solicitar o pagamento, mas foi informado que haviam caído em um golpe e não conseguiram mais contato.
Prejuízo irrecuperável Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, as vítimas deste tipo de golpe não recuperam o dinheiro perdido. Conforme relatou uma fonte policial à reportagem, ainda que seja dado andamento a uma investigação criminal, os estelionatários transferem o dinheiro recebido das vítimas para diferentes contas, em diferentes cidades.
A manobra dificulta o rastreamento do dinheiro e, para cada banco transferido o dinheiro, é necessário atender a uma burocracia legal, para a quebra do sigilo bancário em diferentes comarcas. Isso demanda um processo demorado e, no fim, nem sempre o estelionatário é encontrado. Quando é encontrado dificilmente é condenado a reembolsar a vítima.
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