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Criminosos se passam por funcionários de bancos para dar golpe em correntistas
Uma mulher foi vítima de uma quadrilha de estelionatários e teve prejuízo com transferências não autorizadas em sua conta bancária. Os golpistas fizeram transferências diárias, de pequenos valores, de 11 a 22 março deste ano. O rombo na conta foi descoberto quando estelionatários aplicaram o golpe final e “limparam” a conta da vítima, levando até o limite do cheque especial, conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço.
A vítima foi uma mulher de 70 anos, moradora de Ipatinga. Ela relatou que recebeu uma ligação telefônica de uma atendente que se identificou como funcionária do banco Sicoob, que perguntou se a cliente tinha feito uma transferência via Pix no valor de R$ 1.200. A idosa informou que não era do seu conhecimento e foi orientada a entrar no aplicativo do Sicoob e “seguir as orientações”.
Sem saber que conversava com uma golpista, a idosa foi orientada a transferir todo o dinheiro de sua conta e ainda o limite do cheque especial para a “conta do gerente”, para evitar que os golpistas retirassem mais dinheiro.
Dessa forma, a vítima transferiu o saldo no valor de R$ 2.947,86 via Pix ao suposto gerente. Também transferiu o valor da reserva do cheque especial, totalizando as transferências em R$ 4.897.
A vítima também procurou a sua agência bancária e descobriu que em sua conta havia movimentações não reconhecidas, ao longo do mês de março, com transferências não autorizadas de valores que vão de R$ 40 a R$ 110 praticamente todos os dias.
Todos os nomes, contas de destino, agências e números de telefone usados pelos golpistas foram registrados em ocorrência policial, para as providências legais cabíveis.
Outra vítima perde cerca de R$ 3.500 em golpe
Outro golpe com o mesmo procedimento foi aplicado em uma mulher de 29 anos, também moradora de Ipatinga. Ela relatou para a Polícia Militar que foi procurada por uma suposta atendente do banco Nubank, com um alerta que golpistas tentavam clonar seu cartão de crédito. Para evitar que o golpe fosse aplicado, a cliente deveria fazer alguns procedimentos no aplicativo.
A exemplo do golpe aplicado na idosa esta semana, durante o passo a passo no aplicativo, a vítima foi orientada a transferir o saldo da conta para outra conta, em nome de uma mulher. Sem saber que tratava ao telefone com uma cibercriminosa, a vítima remeteu via Pix o valor de R$ 3.479,71. Somente alguns dias depois a vítima desconfiou que tinha caído em um golpe e foi orientada a registrar a ocorrência policial.
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