Alex Ferreira
Na manhã desta quinta-feira começou a faltar combustíveis em alguns postos do Vale do Aço, em função da paralisação dos tanqueiros
Os transportadores de combustíveis, chamados de tanqueiros, entram hoje no segundo dia de paralisação em Minas Gerais e já provoca desabastecimento em alguns postos no Vale do Aço.
Veja a atualização:
Greve dos tanqueiros é suspensa em Minas GeraisA reportagem do Diário do Aço circulou por alguns postos e confirmou com frentistas, que, caso não cheguem novos carregamentos, os reservatórios dos postos ficarão vazios.
Em um dos postos, no bairro Veneza, pela manhã acabou a gasolina e só era possível abastecer com etanol, mesmo assim, segundo o frentista, o estoque só dá para hoje. Por volta das 10h, entretanto, chegou um caminhão carregado com gasolina vinda de Governador Valadares.
O movimento foi iniciado na manhã dessa quinta-feira (21) por iniciativa do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sinditanque).
Conforme nota da entidade, a paralisação continua por tempo indeterminado, até que os governos federal e estadual abram negociação com o setor.
Do governo de Minas Gerais, o Sinditaque quer que o governador Romeu Zema reduza o ICMS cobrado sobre os preços dos combustíveis. O governador tem se defendido afirmando que o imposto estadual não teve reajuste em sua gestão e que uma redução só seria possível por decisão unânime das secretarias estaduais de Fazenda. A alíquota do ICMS mineiro para a gasolina é 31%, para o etanol 16% e para o diesel, 15%.
Na esteira da paralisação dos tanqueiros, também os caminhoneiros autônomos anunciam para o dia primeiro de novembro, uma paralisação nacional. Eles cobram redução no preço do diesel e cumprimento da tabela com preço mínimo do frete, acertada na greve de 2018.
Novo aumento é iminente, diz BolsonaroEm sua transmissão ao vivo na noite de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro alertou que
novo reajuste nos preços dos combustíveis vem pela frente, em função da alta do dólar e do preço internacional do petróleo.
Política de preços regida pelo PPIA atual política de preços da Petrobrás foi colocada em vigor durante o governo de Michel Temer, que estabeleceu a chamada a política de paridade internacional (PPI), repassando os aumentos dos preços do petróleo no mercado internacional e também do dólar, modelo que foi mantido pelo governo de Jair Bolsonaro.
Só a moeda subiu quase 30% em 2020 e acumula alta de 5% neste ano. Ainda há a disparada no preço do barril do petróleo, que nesta sexta-feira (22/10) era negociado a US$ 85,15,por volta de 11h. A título de comparação, em dezembro de 2020 o barril custava US$ 47,4.
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