Wôlmer Ezequiel
Vereador foi denunciado em ação ajuizada na segunda-feira (22)
O vereador Osimar Barbosa Gomes, o Masinho (PSC), foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio do Ministério Público de Minas Gerais. De acordo com a denúncia ajuizada na segunda-feira (22), pelo Ministério Público de Minas Gerais, desde o início do mandato o vereador também exigia a devolução de parte de salários dos assessores parlamentares e pessoas indicadas para cargos da administração municipal.
Na denúncia, além de Masinho, foram denunciados Rodrigo Vieira Ramalho, então chefe de gabinete de Masinho e Samuel Melo Cunha, assessor parlamentar. Outros cinco políticos são investigados: Paulo Reis (Pros), Antônio Rogério Bento (Rogerinho), sem partido, Luiz Márcio (PTC), Wanderson Gandra (PSC) e José Geraldo Andrade (Avante). Dos seis, apenas Andrade está solto depois de pagar fiança e assinar um acordo para pagamento de multa. Entre outros delitos, os parlamentares são acusados de desviar dinheiro público recolhendo de volta parte dos salários pagos aos seus assessores de gabinete.
Masinho foi
preso preventivamente no dia 8 de abril no âmbito da Operação Dolos, realizada pelo Gaeco. Na ocasião, Rodrigo Ramalho também foi preso.
As acusações que recaem sobre Masinho são da mesma origem das ajuizadas anteriormente contra os vereadores da Câmara de Ipatinga: Rogério Antônio Bento (ex-PSL), Luiz Márcio Rocha Martins (PTC), Paulo Cézar dos Reis (PROS), Wanderson da Silva Gandra (PSC) e José Geraldo Andrade (Avante). Ao todo, nove testemunhas afirmaram que foram constrangidas a repassar parte do vencimento para o gabinete do vereador.
De acordo com os depoimentos, o repasse variava de R$ 500 a R$ 4.500. O recolhimento mensal do gabinete girava em torno de R$ 12.000. Segundo a ação, as quantias eram entregues diretamente para as mãos do vereador ou do chefe de gabinete.
A denúncia ainda aponta que o vereador fez por duas vezes graves ameaças a uma ex-assessora parlamentar. Por meio de uma tia da testemunha, Masinho disse que a ex-assessora deveria se "lembrar de Marielle", em alusão à vereadora Marielle Franco, da cidade do Rio de Janeiro, executada a tiros em 2018, possivelmente por combate à corrupção.
O assessor Samuel Melo Cunha também intimidou uma das indicadas do vereador que ocupava um cargo na administração de Ipatinga. De acordo com a denúncia, o assessor ameaçou a vítima afirmando que ela nunca mais conseguiria um emprego na cidade.
Na denúncia ajuizada também está relacionada uma série de itens de papelaria que foram desviados da Câmara de Ipatinga para a residência do então chefe de gabinete do vereador, Rodrigo Ramalho. O material foi recolhido pelos policiais do Gaeco.
Relatório final da CP é aprovadoO relatório final da Comissão Processante a respeito da quebra de decoro do ex-vereador Wanderson Gandra (PSC) foi aprovado em plenário na tarde de terça-feira (23). Na reunião de segunda-feira (22), a carta de renúncia do vereador foi lida em plenário.
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