Ação Civil Pública pede condenação de Paulo Reis

Além de Reis, a ação acusa o chefe de gabinete do parlamentar, Ivan Menezes Teixeira, que também está preso preventivamente na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba

Arquivo DA


O ex-vereador de Ipatinga, Paulo Reis, esteve foragido por 42 dias

Nessa terça-feira (8), o Titular da 7ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Ipatinga, o promotor Fábio Finotti, também ajuizou uma Ação Civil Pública contra o ex-vereador Paulo Reis (Pros), que se entregou às autoridades depois de 42 dias foragido.

Além de Reis, a ação acusa o chefe de gabinete do parlamentar, Ivan Menezes Teixeira, que também está preso preventivamente na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba. Ambos são acusados de praticar atos ilícitos na Câmara de Ipatinga.

Conforme a ação, o esquema criminoso ficou comprovado por meio da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que comprovou que os acusados exigiam de servidores municipais indicados para nomeação, pelo então vereador Paulo Reis, parte da remuneração deles.

“De fato, servidores que ocupavam cargo na Prefeitura de Ipatinga, por indicação de Paulo Reis, eram obrigados a lhe repassar parte do salário, que era entregue, em espécie, a Ivan", diz a ação.

Com isso, o promotor Fábio Finotti pediu na ação a condenação de Paulo Reis e Ivan Menezes pela prática de ato de improbidade administrativa. Além disso, o promotor pediu a “condenação do ex-parlamentar pelos danos morais causados ao município de Ipatinga e a população, em 100 vezes o valor percebido ilicitamente, ou em valor arbitrado pelo Juízo. Por fim, o MP estima o valor da causa em R$ 1.017.590,15”. Na semana que passou, outro vereador investigado, Antônio Rogério Bento, Rogerinho, também foi denunciado, conforme noticiado pelo Diário do Aço.

Nessa segunda-feira mais um vereador, alvo da operação Dolos, foi preso pelo Gaeco. O vereador Osimar Barbosa, o Masinho (PSC), e seu chefe de gabinete, Rodrigo Vieira Ramalho, foram presos preventivamente e encaminhados para o presídio em Ipaba. Esse é foi o sexto vereador preso, no âmbito da operação que apura o mau uso do dinheiro público nos gabinetes dos vereadores, com o recolhimento de parte dos salários pagos aos assessores nomeados.

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