Desvios no gabinete do vereador Masinho podem passar de R$ 240 mil

O vereador Osimar Barbosa Gomes, o Masinho (PSC), e o então chefe de gabinete, Rodrigo Vieira Ramalho foram presos na segunda-feira (8) e recolhidos para a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba


As investigações apontam até o momento que o vereador Masinho recolheu, aproximadamente, R$ 240 mil de quatro assessoras

Os integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ipatinga explicaram, na tarde desta terça-feira (9), a prisão do vereador Osimar Barbosa Gomes, o Masinho (PSC), e do então chefe de gabinete, Rodrigo Vieira Ramalho. Ambos foram presos na segunda-feira (8) e recolhidos para a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC), em Ipaba. Além disso, eles ficaram em silêncio durante depoimento no Gaeco.

Em entrevista à imprensa, o delegado de Polícia Civil, Gilmaro Alves, afirmou que durante as investigações de desvio de dinheiro público na Câmara de Ipatinga, foi possível recolher provas em relação ao vereador Masinho e seu chefe de gabinete (que foi exonerado), o que motivou o mandado de busca e apreensão, além do pedido de prisão preventiva, que foram cumpridos na segunda-feira (8).

"Durante as buscas, encontramos na casa do chefe de gabinete objetos e equipamentos, que em tese, pertencem à Câmara de Ipatinga. Só para se ter uma ideia, são mais de quarenta pacotes com papel tamanho A4 da marca Chamex. E no próprio pacote já consta que esses pacotes são objetos de licitação e tem a venda proibida. Encontramos também mais de dois mil copos descartáveis na residência desse indivíduo, além de outros objetos. Ouvimos alguns funcionários do próprio gabinete, que relataram desconhecer qualquer desaparecimento de objetos", informou.

Prisão
Segundo o delegado, os pedidos de prisão preventiva contra o vereador Masinho e Rodrigo Vieira foram expedidos na quinta-feira (4). 'Então nós procuramos pelo o vereador entre quinta-feira e domingo, e ele não foi encontrado em sua residência e em outros locais. Contudo, dias atrás, por solicitação da Câmara de Ipatinga, por meio da Mesa Diretora, na qual Masinho faz parte, foi pedida uma reunião com o Gaeco para tratar desses assuntos relacionado às investigações. E para nossa surpresa, Masinho veio participar dessa reunião na sede do Gaeco. Claro que ele não pôde participar e foi cumprido o mandado de prisão contra Masinho. Já o então chefe de gabinete foi preso na Câmara de Ipatinga', explicou.

Vítimas
Conforme delegado Gilmaro, as vítimas do esquema de recolhimento de parte dos salários no gabinete são, até o momento, seis mulheres, que confirmaram esse repasse, além de outras condutas delitivas, que estão sendo investigadas. 'Algumas dessas condutas estão relacionadas, inicialmente, com assédio moral, mas que podem chegar à assédio sexual', alerta Gilmaro.

O promotor de Justiça, Francisco Ângelo, também ressaltou que há informações de que o vereador fez ameaças contra algumas assessoras para que não denunciassem o esquema. 'Por meio de relatos, tivemos a convicção de que essas vítimas estariam em risco e entendemos que isso também era motivo para fundamentar a prisão. Em um dos casos, o vereador falou que se a assessora não colaborasse de alguma forma, ela poderia ser mais um exemplo do que ocorreu com a vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro', detalhou.

Desvio e outros vereadores

Conforme o promotor de Justiça, Bruno Schiavo, as investigações apontam, até o momento, que o vereador Masinho recolheu, aproximadamente, R$ 240 mil de quatro assessoras ao longo do mandato parlamentar. O promotor também afirmou na entrevista à imprensa que mesmo com as operações e prisões de vereadores, há suspeitas de que o recolhimento de parte do salário de assessores ocorre na Câmara de Ipatinga.

'Nós temos outras notícias de que outros vereadores praticam esses atos ilegais e temos também investigações que envolvem outros crimes praticados por vereadores já presos. Então estamos dando continuidade para que tudo possa ser apurado', concluiu. Veja, abaixo o vídeo com a entrevista.

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Gaeco explica prisão do vereador Masinho e seu chefe de gabinete
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Comentários

Anônimo 10 de Abril, 2019 | 12:42
Fora o fato de o vereador falar que elas não irão conseguir mais empregos em Ipatinga. Isso vocês não falaram. Hoje elas fazem entrevista de emprego e não são chamadas por que o nome tá sujo. Um absurdo. Imagina o que elas estão passando.
Lais 10 de Abril, 2019 | 09:11
Daquele tamanho, e ainda faz ameaças? kkkkkkkkkkkkk
A Oliveira 10 de Abril, 2019 | 08:26
"Deus acima de tudo", menos meu bolso!!!
Cid 09 de Abril, 2019 | 22:33
Essa nossa direita honesta e cristã dá orgulho. Um abraço aos irmãos assembleianos que elegeram esse senhor. Um abraço pra turma reaça que vota em PSC, PSL, PTC... e agora fingem de mortos. "Eu voto no Ladrãozinho, no Ladrãozinho eu vou votar. É 20020, é 20020 que se elege pra roubar!" HAHAHAHAHAHAHAHAHA

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