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A vítima acreditava, o tempo todo, que estava falando com o filho, que mora no Sul de Minas e também trabalha em outro estado
Uma mulher, de 55 anos, moradora de Coronel Fabriciano, transferiu R$8 mil acreditando que estava realizando as transações bancárias para o filho. Na verdade, a mulher estava sendo vítima de um golpe e não percebeu. Um estelionatário, que conversava por WhatsApp com ela, se passava pelo filho.
M.A.C. conta que um homem, utilizando um outro número de telefone, se passou pelo filho dela no WhatsApp. O criminoso disse à mulher que precisava de dinheiro para pagar uma conta e que a quantia de R$8 mil seria usada para compra de um celular.
A moradora de Coronel Fabriciano não suspeitou que estava caindo em um golpe, uma vez que os argumentos apresentados pelo criminoso, segundo ela, tinham compatibilidade com a vida pessoal do filho. J.C. vive em Pouso Alegre, no Sul de Minas, e também trabalha no estado de Goiás.
Desde o início da conversa, o estelionatário chamou a vítima por mãe e a pediu que ela salvasse aquele novo número de telefone, pois ele queria separar o contato pessoal do número do trabalho.
A promessa do suspeito, que estava do outro lado da tela, se passando pelo filho da vítima, era que na manhã seguinte ele já devolveria o dinheiro emprestado. Alegava que estava com problemas na conta bancária e que logo o resolveria. Essa declaração também fez com que a vítima não suspeitasse do golpe, pois dias antes, o filho dela contou que estava com problemas na conta do banco.
Ao todo, a vítima teve um prejuízo de R$8.053. Para fazer as transferências, ela teve a ajuda de uma filha, que chegou a perceber que aquela situação poderia ser um golpe. Quando notou, já era tarde demais. Foram feitas tentativas de cancelamento das operações, mas o dinheiro já havia sido descontado da conta.
A moradora de Coronel Fabriciano já procurou a Polícia Militar (PM) e registrou o boletim de ocorrência, fornecendo aos militares todos os dados bancários da pessoa que recebeu as transferências. A vítima foi orientada pela PM a bloquear conta e cartões bancários e ir até a uma delegacia especializada com toda a documentação que conseguir reunir para comprovar o crime.
Alerta A Polícia Civil de Minas Gerais, diariamente, registra casos de pessoas que foram vítimas de golpes diversos. Desde o início do isolamento social, em decorrência da pandemia de covid-19, os criminosos aprimoraram suas atividades, reformulando golpes antigos. Pensando nisso, a corporação tem uma cartilha que pode ajudar a alertar a população sobre as modalidades mais comuns praticadas atualmente. Ela pode ser acessa no site da PCMG, no link:
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