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Timoteense alega que foi vítima de golpe ao arrematar essa motocicleta, em um site de leilões online
Sob o argumento que, com a pandemia todo o procedimento para a realização de leilões é feito de forma online, estelionatários estão aplicando golpes, por meio de supostos leilões virtuais de motocicletas, carros, imóveis, entre outros bens. Eles anunciam os bens a serem leiloados por financeiras em sites e prometem entregar o que for arrematado após o pagamento do valor do arremate. No entanto, a “facilidade” tem se configurado como mais um golpe, dentre tantos outros já noticiados.
Morador do bairro Limoeiro, em Timóteo, o eletricista H.S.M., de 23 anos, procurou a redação do Diário do Aço para relatar que precisava comprar uma motocicleta e entrou em um site de leilões a procura de um veículo que lhe atendesse. Rapidamente encontrou uma Honda XRE-300 e entrou em contato com os promotores do leilão, via WhatsApp. A página Parvi Leilões tinha marcas da Prefeitura de São Paulo e até o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, que geraram confiança para que prosseguisse com o negócio.
E dessa forma, H.S. informa que participou de um certame, por meio do qual comprou a XRE 300 ano 2017. O veículo foi arrematado por R$ 6.061, mas somadas as despesas como comissão e taxa de pátio a conta saiu por R$ 7.000.
Conforme constava na descrição, a motocicleta estava sob alienação fiduciária de uma financeira e a quitação se daria com o pagamento do lance mínimo alcançado no leilão.
O arrematante recebeu um "termo de arrematação" com os dados da transação e ficou acertado que faria a transferência do valor para prosseguir com o negócio. Com isso, transferiu para uma conta indicada no banco Santander, em nome de F.E..M., a quantia de R$ 7 mil, no dia 7 de julho passado.
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Veículo arrematado em site de leilões, de São Paulo, não foi entregue
A partir daí começou a enrolação para liberar o envio da motocicleta adquirida. "Eu consegui o contato do dono da conta e esse homem está desconversando. Ficou claro que é o integrante de uma quadrilha, que está enganando as pessoas", afirma.
A empresa de leilões tem uma página na internet e alega que está localizada na Rodovia Dom Pedro I, bairro Ponte Alta, na cidade de Jarinu, no Estado de São Paulo. Somente depois de perder os R$ 7 mil reais, o jovem chegou a conclusão que caiu em um golpe. "O procedimento deles é simples. Eles lançam o leilão, as pessoas participam, dão lance nos carros, motos e outros bens e, quando percebe que não recebe o bem adquirido e a vítima vai comprar, eles bloqueiam no whatsapp", relata ao Diário do Aço.
H.S. acrescenta que o dono da conta, com quem conversou, ainda riu dele. "Disse que eu fiz um investimento, paguei um valor e não vou ter retorno. Ou seja, não tem interesse algum em resolver essa situação criada", concluiu.
Somente depois que se viu como vítima do golpe, H.S. foi pesquisar os nomes dos envolvidos e descobriu que, pelo menos o dono da conta tem várias passagens pela polícia e já respondeu por crimes de estelionato e golpe aplicado via páginas de vendas como o OLX.
Para a surpresa do jovem, enquanto fazia o relato do caso ao Diário do Aço, nesse fim de semana, descobriu que a mesma motocicleta ofertada a ele no leilão fora levada novamente a pregão em São Paulo e outra pessoa tinha caído no golpe arrematando pelo lance de R$ 5.500.
A reportagem tentou contato com a empresa Parvi Leilões. Pelo WhatsApp, ao ser informado que se tratava de um jornalista em busca de resposta, o contato foi bloqueado na hora. Já, por telefone fixo, um atendente desligou sem dar qualquer resposta.
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Localização da empresa em São Paulo e marcas de instituições como TJSP geram confiança nas vítimas
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Como evitar ser vítima de um golpe? Resposta do TJSP Procurado pela reportagem, a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou por meio de nota que tanto o nome do Tribunal quanto de outras instituições são comumente utilizados em golpes contra a população.
“Por isso, o cidadão deve ficar atento para não cair em armadilhas. Criminosos se utilizam de vários meios para praticar fraudes, como telefonemas, cartas, e-mails e falsos sites de leilão. Em caso de suspeita de irregularidades, basta enviar e-mail para
[email protected]. Em fraudes já consumadas, é importante que as vítimas informem o fato em uma delegacia de polícia para que a polícia investigue o caso”.
Pontualmente sobre os sites de leilões que se apresentam como “Homologados pelo TJSP” a orientação do Tribunal é que o usuário pode verificar no portal do TJSP se o site do leiloeiro foi realmente homologado pela Corte. O endereço para consulta pública é www.tjsp.jus.br/auxiliaresjustica/auxiliarjustica/consultapublica.
Mesmo que o leiloeiro seja homologado, é fundamental que o usuário também verifique se o endereço do site ao qual teve acesso corresponde ao endereço do leiloeiro, pois, em algumas situações, os criminosos podem usar uma URL muito similar.
“Outro item importante é que, ao clicar no bem que está em leilão, os sites idôneos apresentam informações sobre o processo ao qual aquele objeto ou imóvel está relacionado. Geralmente há o número da ação, a vara e alguns documentos”, conclui a nota.
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