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Estelionatário enganou vendedor e comprador interessado em Fiat Siena; Golpe poderia ser evitado, se as pessoas conversassem mais sobre o negócio e intermediadores
Noticiados semanalmente, os casos de vítimas de golpistas que agem a partir de anúncios de vendas de veículos nas mídias sociais não param. Os golpes seriam facilmente evitados se comprador e vendedor conversassem mais, inclusive, sobre algum eventual mediador da compra, via telefone. Também precisa ser conferida, de forma presencial, a conta bancária antes de qualquer transferência.
Quem não observa procedimentos simples como esses, acaba no prejuízo, como relatado em um novo caso, registrado na rua Sempre Viva, no bairro Bom Jardim, na terça-feira (9). A vítima, L.R.L., de 29 anos, acionou a Polícia Militar para informar que foi vítima de um criminoso, por ocasião de um negócio de compra de veículo. O jovem só descobriu que caiu no golpe quando foi à casa do proprietário, no bairro Bom Jardim, após fazer três transferências bancárias, tudo negociado via aplicativo de celular.
A exemplo de vários outros golpes aplicados com essa mesma modalidade, um criminoso copiou os dados do anúncio real de venda de um carro, republicou essa informação e “vendeu” o carro que não era dele para a vítima.
O verdadeiro dono, S.A.C., de 43 anos, informou que na primeira semana de junho anunciou a venda de um Fiat Siena, ano 2011 pelo valor de R$23.500.
No dia 4 de junho, uma pessoa que se apresentou como advogado e disse se chamar Moacir, entrou em contato e informou que tinha um cliente de seu escritório com interesse em comprar o veículo anunciado.
O bandido ainda pediu ao vendedor a retirada do anúncio do ar, para que a negociação fosse adiante, no que foi atendido pelo proprietário do Siena.
Com isso, o estelionatário fez outro anúncio do mesmo veículo oferecendo o bem pelo valor de R$19.500. A vítima, L.R.L. viu o anúncio no dia 6 de junho e passou a negociar a compra do carro com o criminoso, sem saber que estava a caminho de um golpe.
Ele negociava com o golpista por um número de WhatsApp. O suposto advogado inventou uma história e passou a negociar, ao mesmo tempo com o verdadeiro dono do carro e com a vítima interessada no negócio.
O golpista chegou a agendar um encontro entre vendedor e comprador. Foi feito até um teste de mecânica e funcionamento do carro. Entretanto, hora alguma nem o vendedor nem o comprador interessado trocaram informações sobre o suposto advogado que intermediava a negociação. E assim a vítima aprovou a compra do carro e transferiu parte do valor acertado na conversa pelo WhatsApp, em montantes divididos em três contas bancárias (duas no Banco do Brasil e uma no Sicoob).
Depois de transferir um total de R$ 9.900, o jovem percebeu que o número do WhatsApp do suposto vendedor Moacir tinha sido bloqueado. Desconfiado, voltou à casa do vendedor, no bairro Bom Jardim e somente então os dois comentaram sobre o advogado Moacir e descobriram o golpe. Policiais militares registraram a ocorrência e encaminharam o caso para a Delegacia de Polícia Civil.
Alerta De tanto divulgar os golpes, o Diário do Aço já publicou a entrevista:
“Despachante aponta cuidados para evitar golpes no OLX” com orientações para não cair na lábia dos criminosos.
A principal delas é, antes de efetuar qualquer transferência de valores, as contas bancárias sejam conferidas de forma presencial. Caso haja uma terceira pessoa intermediando a negociação, isso deve ser informado entre vendedor e comprador.
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