Autores de homicídio em Mesquita são condenados a 15 anos de prisão

Alex Ferrreira / Arquivo DA /Reprodução


Luiz Flávio Pereira, o Nego Lú e Delvanin Lopes Ferreira, o Vanim, pegaram, cada um, 15 anos de cadeia pela morte de Fabrício Garcia Lima, o Facão
Atualizado às 17h01
Em sessão realizada essa semana, o Tribunal do Júri instalado na Comarca de Mesquita condenou Luiz Flávio Pereira, o Nego Lú, de 26 anos e Delvanin Lopes Ferreira, o Vanin, de 30, pelo homicídio de Fabrício Garcia Lima, o Facão, de 29 anos, ocorrido em 4 de agosto de 2017 no Centro da cidade.

Na ocasião, Luiz Flávio, Delvanin e outros dois comparsas desembarcaram de um Chevrolet Celta, de cor prata, e executaram a vítima com vários disparos de pistola calibres .380 e .40.

Um quinto envolvido, que também está preso, teria sido o responsável por monitorar a vítima e repassar as informações aos autores.

O crime foi elucidado já na cena do fato, quando policiais das delegacias da Polícia Civil de Mesquita e Santana do Paraíso compareceram sob o comando do delegado Bruno Morato.
A investigação apontou que os autores premeditaram o homicídio cerca de dois anos antes e tinham o objetivo de eliminar o desafeto e controlar o tráfico de drogas nas cidades de Santana do Paraíso, Mesquita e Joanésia.
Outros três suspeitos de participação também estão presos e aguardam julgamento, pois o processo foi desmembrado.

Os dois réus considerados culpados, em julgamento essa semana, foram condenados por homicídio com duas qualificadoras: motivo torpe e sem proporcionar chance de defesa à vítima, além de associação criminosa. Cada um foi sentenciado a 15 anos de reclusão.
Wellington Fred / Arquivo DA


Fabrício Garcia Lima, o Facão, foi morto a tiros em 4 de agosto de 2017 no Centro de Mesquita

Luiz Flávio já foi indiciado por tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, corrupção de menores, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Delvanin tem antecedentes por tráfico, posse de arma de fogo, porte de arma de fogo de uso restrito, dano, resistência e lesão corporal. Ambos cumprem pena no presídio de Ipaba.

Dever cumprido

O delegado Bruno Morato enfatizou que o crime chamou a atenção à época e gerou clamor social, principalmente pela ousadia dos autores. "Esse homicídio foi cometido ao meio-dia, na principal avenida de Mesquita, num momento em que normalmente essa via pública está cheia de pessoas. A vítima foi alvo de uma emboscada, aproveitaram o momento em que falava ao celular e foi alvejado pelas costas. Caiu e já no chão recebeu mais tiros. Todos os quatro envolvidos foram identificados e, posteriormente, foi descoberto o quinto envolvido, que monitorava a vítima e repassou informações aos demais. Prendemos todas as cinco pessoas", destacou.

Por fim, o delegado da PC de Mesquita e Santana do Paraíso alerta que crimes dessa natureza não ficarão impunes. "Isso serve para demonstrar que a Polícia Civil trabalha de forma incansável, para alcançar quem comete crimes e para que o sentimento de impunidade não vigore. Nossa sensação hoje é de dever cumprido", concluiu o delegado.

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Comentários

Impunidade 18 de Outubro, 2019 | 10:06
Antes da copa já estarão na rua

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