Bruna Lage
Advogado orienta que dados não devem ser compartilhados via WhatsApp ou mensagens de texto
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou nesta semana uma campanha para ajudar as pessoas a identificar tentativas de golpes virtuais por meio do uso indevido de dados pessoais de consumidores. Com o slogan “Proteja seus dados. Não compartilhe”, a campanha será feita de forma on-line, por meio das mídias sociais do ministério, alertando consumidores sobre golpes que são aplicados em ambientes virtuais. A previsão é de que ela dure 30 dias. O advogado e responsável pelo Procon e Assistência Judiciária de Timóteo, Silvio Santos, explica o trabalho que tem sido feito no intuito de coibir situações como essa no município.
De janeiro a julho deste ano, o número de consumidores que tiveram dados pessoais ou financeiros consultados, coletados, publicados ou repassados sem autorização mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) e a plataforma consumidor.gov.br.
“Foram 47.413 reclamações em 2021, enquanto em 2020 foram 21.310. O número do primeiro semestre deste ano, inclusive, já supera o total de registros em 2020, que foi de 44.750”, informou o ministério, em nota. A campanha tem o apoio da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Fique atentoSilvio Santos observa que, em tempos de pandemia, é comum o aumento de compras pela internet e transações on-line, acarretando no aumentado de golpes virtuais. “As pessoas precisam ficar atentas em relação a essas possíveis fraudes. O Procon vem atuando sistematicamente combatendo essas fraudes, principalmente em relação às pessoas aposentadas ou que possuem algum tipo de benefício. Não compartilhem dados bancários ou pessoais com pessoas e empresas que não conhece, ou não tem referência”, alerta.
Ele acrescenta que a cada reclamação ou indício de fraude, o Procon tem feito busca detalhada no CNPJ e na transação; se foi realizada por meio de PIX e quem foi beneficiado. “O Procon de Timóteo tem feito o atendimento e intimado que essa pessoa compareça em audiência. É claro, não comparecem, mas de posse do CNPJ e sabendo que realizou algum de tipo de movimentação, temos buscado bloqueio e multa, além de encaminhar esses dados para a Secretaria de Fazenda, para incluir esse CNPJ e CPF na dívida ativa do município. Além de encaminhar esse cidadão ao Judiciário, para que por lá seja pedido bloqueio de bens e dinheiro”, esclarece.
CautelaApesar das campanhas e das reiteradas publicações a respeito dos golpes virtuais, o advogado reforça que é importante orientar o consumidor que, ao receber ligações de origem desconhecida, assim como mensagens, que não passe e não compartilhe dados via WhatsApp ou mensagens de texto. “E em seguida bloqueie esse número. Deverão ser bloqueados também no site do Ministério Público, evitando assim esse tipo de fraude”, conclui.
Veja também:Como evitar um golpe?Informação é o melhor caminho para escapar de golpeO golpe do motoboy e a responsabilidade dos bancosAdvogado alerta para nova tentativa de golpeCemig emite alerta de golpe contra consumidores no Vale do AçoNão caia em golpe: Ministério da Saúde não exige código de confirmação por celular em pesquisa sobre covid-19Golpes via WhatsApp causam prejuízo de mais de R$ 50 mil no Vale do AçoLista dos golpes mais frequentes no Vale do Aço: Duas vítimas do golpe do WhatsApp ficam sem R$ 8 mil no Vale do AçoIdoso perde quase R$ 20 mil no golpe do WhatsApp, em IpatingaSerralheiro vítima do golpe do empréstimo teve prejuízo de mais de R$ 4 milMulher escapa por pouco do golpe do motoboy no Canaãzinho, em IpatingaMulher de Timóteo perde quase R$ 6 mil em golpe via WhatsAppDois idosos de Ipatinga perdem R$ 30 mil em golpesHomem é preso por dar golpes em motoristas de aplicativos, em IpatingaGolpes via WhatsApp provocam prejuízos no Vale do AçoMulher é vítima de clonagem e amigos transferem dinheiro para golpistaBolsonaristas denunciam que caíram em golpe de manifestação