A Polícia Militar foi acionada a comparecer em um endereço no bairro Iguaçu, onde um homem de 41 anos e outro, de 43, relataram que foram vítimas de um golpe. No local ficou confirmado que o ipatinguense G.A.S., de 43 anos, havia colocado uma caminhonete S10 à venda e fez um anuncio em um site de vendas pelo valor de R$ 137 mil.
Logo em seguida um homem que se identificou como Pedro Augusto o procurou, por telefone, e fechou a compra do veículo. Disse que outra pessoa iria buscar o carro. A essa altura, Pedro Augusto, que era um estelionatário, clonou o anúncio de venda da S10 e passou a negociar o carro com C.A.R., de 41 anos, da cidade de Jequié, na Bahia. Ofereceu a caminhonete por R$ 108 mil e “fisgou” a vítima.
O golpista passou a enganar, ao mesmo tempo, o ipatinguense, que realmente vendia a caminhonete e o baiano, que queria comprar o veículo. Depois de acertar uma suposta compra da S10 com o vendedor, o bandido disse à vítima que poderia ir à Ipatinga para conferir o veículo.
E assim foi feito. O baiano veio a Ipatinga na terça-feira (25), testou a caminhonete nas ruas do bairro Iguaçu, conversou com o proprietário, mas hora alguma os dois citaram o nome do terceiro envolvido na negociação, com o qual eles conversaram pelo telefone. Nem tampouco conferiram os dados bancários antes que o baiano efetuasse a transferência dos R$ 108 mil acertados com o proprietário para uma conta no banco C6 SA, usado para transferências eletrônicas.
Durante quase todo o dia o proprietário aguardou que o dinheiro transferido entrasse em sua conta. Com isso não ocorreu, a PM foi acionada. Somente então vendedor e comprador concluíram que estavam sendo enganados por um golpista.
O baiano ainda tentou bloquear o dinheiro transferido, mas a gerência de sua conta bancária informou que o dinheiro já havia sido transferido.
A polícia tem orientado que ao negociar veículos os interessados nunca deixem de perguntar sobre eventuais terceiros envolvidos na negociação, mesmo que esse tenha pedido para manter sigilo. Também nenhuma transferência deve ser feita antes que o comprador confira, presencialmente com o proprietário, os dados bancários.
Os golpistas contam com esses dois fatores para que o crime dê certo. Veja, abaixo, a relação dos golpes aplicados com a mesma modalidade:
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