Ipatinga adota hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes com sintomas leves da covid

Agência Brasil


Medicamento poderá ser receitado por médicos da rede municipal de saúde, por meio da nota técnica 01/2020, publicada no Diário Oficial

Desde o último dia 22 de junho, médicos que atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Ipatinga já são orientados, por meio da nota técnica 01/2020, publicada no Diário Oficial, ao uso da Hidroxicloroquina e Azitromicina para o tratamento contra a covid-19. Os pacientes, mesmo ainda suspeitos, passaram a receber os medicamentos, em caso de prescrição médica, como forma de evitar o agravamento da doença a ponto de haver necessidade de internação, explicou o governo local.

A nota técnica 01/2020, que trata do assunto, dá mais segurança ao corpo médico para seguir orientação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina.

“A covid-19 é algo dinâmico e estamos acompanhando esse dinamismo. Através dessa nota técnica, nós estamos dando ao médico que entender necessário, ainda na fase inicial da doença ou mesmo durante o estágio de suspeição, a segurança para receitar a hidroxicloroquina e azitromicina. Esses medicamentos, inclusive, já eram usados nas fases mais avançadas da doença. E, em breve, vamos emitir outra nota em relação à Ivermectina. Lembrando que essa ação tem por objetivo evitar o agravamento do quadro do paciente, com o tratamento precoce. Contudo, não podemos esquecer que é um medicamento e, por isso, cabe ao médico a decisão de prescrição. O paciente também terá de assinar um termo confirmando a ciência, e, se necessário for, vamos fazer um eletrocardiograma para garantir a segurança dele”, destacou o prefeito Nardyello Rocha.

Ainda segundo o prefeito, em um primeiro momento o medicamento será fornecido aos pacientes na rede pública. “Nós vamos também colocar à disposição, neste início, a cessão destes medicamentos na Policlínica. Mas, sabemos que é um momento difícil para a compra de medicamentos. A princípio temos na rede a hidroxicloroquina e azitromicina para atender a população”, disse.

O médico Leonardo Ennes Carrilho, Responsável Técnico da Atenção Básica, relata que os medicamentos, mesmo ainda em fase de testes, têm se mostrado eficazes no tratamento da doença. “Os pacientes assinam um termo de consentimento dando conta de que estão sendo inseridos em um tratamento que ainda não está completamente elucidado e esclarecido quanto à eficácia em relação à doença. Existem vários estudos em andamento no mundo e parece haver alguns resultados que se mostram promissores”.

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Além de ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento precoce da doença, a o governo informa que montou uma estratégia para o monitoramento do uso pelos pacientes. Desta forma, será possível avaliar a evolução do quadro médico. Esse processo de monitoramento teve início nesta quarta-feira (1), em parceria com a Faculdade de Medicina Univaço.

“Uma vez que o paciente recebe a prescrição, vamos fazer o monitoramento por telefone durante os cinco dias de uso, com a possibilidade de estender o acompanhamento até o décimo quarto dia. É um trabalho em parceira com a Univaço, com equipe composta pelos alunos da faculdade, sob a supervisão de professores médicos”, concluiu Carrilho.
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Comentários

Felix 03 de julho, 2020 | 09:24
Ranieri comparando "água de coco" c/ cloroquina. Que raciocínio "estupendo" o seu, não? Por acaso água de coco pode desencadear ataque cardíaco? Por acaso água de coco pode desencadear cegueira? A cloroquina é tão eficiente que os EUA barraram sua aplicação e resolveram despejar nesse aterro sanitário em que o Brasil foi transformado pelo genocida-presidente. Pare de falar bobagem e vá ler a respeito. Onde estão os estudos que provam sua eficácia? Os resultados, até aqui, vão completamente no sentido contrário ao que diz. As próprias sociedades médicas estão refutando seu uso. Aproveite a leitura para superar a ignorância: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2020/05/21/nao-ha-evidencias-que-cloroquina-seja-eficaz-em-prevencao-ou-tratamento-da
Cmac 02 de julho, 2020 | 23:26
Carissimos, não de sua opinia!

Sou positivada por COVID, sintomatica com tosse persistente, dor na regiao intercostal, perda do palada e olfato, e cansaço ao subir a escadaria de 100 degraus diariamente, fui diagnostica atraves do PCR - RT, o exame nasal.

Tomei a hidrocloro quina, azitromicina, zinco e vitamina D com 72 horas, 80 % dos sintomas desapareceram. Ainda tomei ivermectina por minha conta. Gracas a Deus foi devido o plano de saúde.

Porém , para meus contactantes familiares não tive o acesso da medicação na rede publica. Somente o teste rápido realizado nas pessoas sintomáticas, diagnosticado positivado. Porém os auto mediquei. Só não usei a hidrocloroquina.

Embora Brasil e pacientes do Vale do Aço que passaram pelo tratamento e estão bem , postar o seu depoimento.

Realizei o eletro, nao tive sintomas cardiacos, sou mulher, 49 anos . ESTOU BEM E LIBRE DA INTERNAÇÃO POR COVID.
Wenderson Pereira Silva 02 de julho, 2020 | 22:19
Só agora!? É de cair o botão da bunda!!! Achei que já estavam adotando a medicação há muito tempo! Não é obrigatório tomar, quem está se posicionando contra aí nos comentários, quando forem positivados para COVID-19, tomem só a Tubaína uai!!!
Ranieri Marchioro 02 de julho, 2020 | 21:47
Aos contrários às tentativas de salvar vidas pelo uso da ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina e zinco. Vocês queriam estudos com comprovação científica? Então vocês não devem fazer uso, mas não impeçam a decisão de quem deseja fazê-lo. Há resultados clínicos e amostragens estatísticas muito significantes para futuramente respaldarem trabalhos científicos. Tudo a seu tempo, agora é guerra. No Vietnã, o Exército Americano usou para fazer transfusões água de coco...
Atualização: Sociedade Brasileira de Imunologia 02 de julho, 2020 | 11:41
Não existem evidências científicas de que quaisquer das medicações disponíveis no Brasil, tais como ivermectina, cloroquina ou hidroxicloroquina, isoladas ou associadamente, colaborem para melhor evolução clínica dos casos. Isso também é verdade para vitaminas, como, por exemplo, a C e D, e suplementos alimentares contendo zinco ou outros nutrientes.

Não existem evidências científicas de que quaisquer das medicações disponíveis no Brasil, tais como ivermectina, cloroquina ou hidroxicloroquina, isoladas ou associadamente, sejam capazes de evitar a instalação da doença em indivíduos não infectados. Isso também é verdade para vitaminas, como, por exemplo, a C e D, e suplementos alimentares contendo zinco ou outros nutrientes.
Paciente 02 de julho, 2020 | 11:08
A questão agora e desovar os milhões de comprimidos fabricados e comprados
Geisa 01 de julho, 2020 | 22:42
Aleluia ...otima noticia
Mariana 01 de julho, 2020 | 21:16
Perguntem ao sr prefeito onde estão estes ? Vários estudos no mundo e os resultados se mostram promissores???
Muito pelo contrário, nenhum estudo conseguiu comprovar a eficácia dele no combate ao COVID-19, e ainda alertam a chance de efeitos colaterais graves e podendo chegar à morte. Não atoa, nos outros países esse medicamento foi proibido no tratamento do COVID-19. Mas como diz a reportagem, jogam pro paciente decidir, mandando-o assinar o termo e se acontecer algo, tira o nome prefeitura da reta. Lamentável.
Jael 01 de julho, 2020 | 21:13
O mencionado "dotô" fala em "estudos" e "resultados promissores", mas não cita os respectivos. Quais trabalhos demonstram isso, "dotô? Quem são os autores? Onde tais evidências estão publicadas? Ora, o sujeito deveria ter um mínimo de responsabilidade e honrar o juramento que fez quando se formou. Se o medicamento funcionasse mesmo, os EUA, por exemplo, não teriam REVOGADO seu uso.
José da Silva Miranda 01 de julho, 2020 | 20:50
Este medicamento vai ser usado somente para o governo desvoar o que foi produzido pelo exército e os que foi comprado dos EUA porque lá não estão usando mais. Tomara que dê certo mas ninguém garante, tanto que EUA e Brasil são os "campeões" da doença infelizmente!
Eduardo Ramaldes 01 de julho, 2020 | 19:46
Finalmente!!
Jose de Souza 01 de julho, 2020 | 19:02
Parabéns sr. Prefeito, ótima notícia, doravante serão colhidos frutos dessa sábia e sensata decisão, como está acontecendo nas diversas Unidades da Federação que adotaram tal protocolo. Agora é solicitar ao Governo Federal, a exemplo da Dra. Raíssa de Porto Seguro na Bahia, o envio desses medicamentos, principalmente a Hidroxicloroquina produzida em larga escala pelo laboratório do Exército Brasileiro, o qual dispõe de um estoque com milhões de comprimidos deste medicamento, para que chegue aqui em Ipatinga também.

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