Estado negocia com Infraero para administrar o Aeroporto Regional

A Seinfra ressaltou que enquanto não for concluída a negociação da administração do terminal, “a Socicam continua operando o aeroporto"

Alex Ferreira/Arquivo DA


O Aeroporto Regional do Vale do Aço é administrado pela Socicam desde 2016
O Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, poderá ter uma nova administradora. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) ao Diário do Aço, nesta quinta-feira (14). Atualmente, o terminal é administrado pela Socicam, porém, a nova gestora poderá ser a Infraero, que é uma empresa pública federal.

Em nota, a Seinfra explicou que negocia com a Infraero a administração do Aeroporto Regional do Vale do Aço. “Além de condições econômicas mais vantajosas, a empresa auxiliará na gestão e viabilização de hangares para o aeroporto, bem como contribuirá para o processo de certificação provisória do equipamento, o que proporcionará o ingresso de novos voos”, afirmou.

A Seinfra também ressaltou que enquanto não for concluída a negociação da administração do terminal, “a Socicam continua operando o aeroporto”.

Socicam
A administração do aeroporto foi feita desde a sua fundação pela Usiminas, em 1959, até em fevereiro de 2016, quando a empresa anunciou que se dedicaria somente à produção de aço e repassou o terminal para o Estado de Minas Gerais. A venda de passagens chegou a ficar suspensa, em razão do impasse sobre quem administraria o terminal aéreo.

Ainda em 2016, a empresa Socicam assinou um contrato emergencial com o estado e assumiu a administração do terminal aeroviário. Dois anos depois, a Socicam foi a vencedora de uma licitação realizada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas de Minas Gerais (Setop) e passou administrar o aeroporto de forma definitiva até então.

Infraero
Já a Infraero é uma empresa pública nacional com mais de 40 anos de experiência. Está entre as maiores operadoras aeroportuárias do mundo e administra 55 aeroportos espalhados pelo Brasil. São mais de 100 milhões de passageiros transportados ao ano, representando cerca de 60% do movimento aéreo no país.

Muitos dos seus aeroportos são considerados centros de negócios e abrigam diversas atividades econômicas, desde o varejo, a alimentação e a mídia aeroportuária, até empreendimentos externos como hotéis, hangares, centros de convenções e estacionamentos de veículos. Também são sócios – com 49% de participação – dos aeroportos de Brasília, no Distrito Federal, Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, Confins, em Minas Gerais e Galeão, no Rio de Janeiro.

(Tiago Araújo - Repórter do Diário do Aço)

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Comentários

Jose Rubens Silva 16 de maio, 2020 | 07:19
Lindomar Alves Gomes, a Infraero ja foi, hoje ela esta reduzida e ja se especulou ate sua descontinuidade tanto que ela esta licitando todos os seus aeroportos por blocos pra iniciativa privada, a questão em pauta não é a Gestora e sim o pq de mudar a gestão e pagar quase 120mil reais a mais pra se ter o mesmo serviço prestado quando o estado esta quebrado e não tem dinheiro nem pra pagar suas forças de segurança pública e sou efetivo ha mais de 21 anos, não dependo de aeroporto pra nada ha não ser viajar mas infelizmente sei da triste realidade e outra ate cortar o plano de saúde dos funcionários a Infraero cortou, mas vc deveria se informar mais, ler mais pesquisar mais antes de abrir sua latrina pra fazer comentários sem fundamentos, procure saber sobre a briga pra administrar os 12 milhões da reforma de uma pista de 2km. Leia mais, procure se informar mais.
Pedro Oliveira 15 de maio, 2020 | 22:00
O estado deveria deixar claro o motivo de estar querendo colocar a INFRAERO pra administrar o aeroporto, sendo que o q eles deviam fazer era uma licitação pra conceder o aeroporto, já que alegam que não tem dinheiro pra bancar. INFRAERO de nada vai resolver, pois também é empresa pública e cabide de emprego. Podiam deixar à população ciente do que está ocorrendo e quais as reais intenções, já q até hoje o governo como responsável pelo aeroporto nada fez pra melhora-lo.
Pedro 15 de maio, 2020 | 19:27
Quem pensa pequeno,sempre será pequeno.
Alexandre 15 de maio, 2020 | 17:43
Seria bom se ampliassrm a pista para voos maiores,alem de,ter outras empresas operandp aqui.
Lindomar Alves Gomes 15 de maio, 2020 | 16:27
Jose Rubens Silva e outros ignorantes, antes de tecerem qualquer comentário idiota, contra a INFRAERO, vão se informar. Se você não tem competência para passar em um concurso público, então feche sua fossa e não fale do que você não conhece.
A INFRAERO é, senão a maior, uma das mais conhecidas e renomadas administradoras de aeroportos do mundo. Ela não ganhou essa fama de graça. Só tem renome quem comprova expertise no que faz.
Fábio Silva 15 de maio, 2020 | 12:46
A verdade é que a Infraero esta cobrando 30% a mais pra administrar do que a Socicam, isso o estado não fala, agora se o estado esta quebrado e alega que nao tem manter o aeroporto como ele vai pagar 130mil a mais por mês pra Infraero?
Rodrigo Lima 15 de maio, 2020 | 12:45
História mal contada, a Infraero cobra e caro pra administrar ela não administra de graça.
José Rubens Silva 15 de maio, 2020 | 12:44
A Infraero esta quebrada, todos os aeroportos que ela administra estão jogados, a Socicam é a a maior operadora de portos e aeroportos e toda licitação ela ganha em cima da Infraero, exemplo o lote do centro oeste quando a Socicam assumiu os aeroportos todos um lixo, o estado tem que explicar pq vai gastar mais com a Infraero ja que ela cobra 30% a mais que a atual administradora, e o estado quebrado sem dinheiro pra pagar os funcionários, mas ja sabemos onde vai da, tudo interesse político pra virar cabide de emprego.
Jose Rubens Silva 15 de maio, 2020 | 11:37
O estado tem que explicar é como ele vai pagar a Infraero ja que a proposta dela é 30% maior do que a atual administração.
Cláudio Dutra 15 de maio, 2020 | 11:35
Matéria meia boca a Infraero esta quebrada, todos os aeroportos que ela administra estão jogados, a Socicam é a a maior operadora de portos e aeroportos e toda licitação ela ganha em cima da Infraero, exemplo o lote do centro oeste quando a Socicam assumiu os aeroportos todos um lixo, o estado tem que explicar pq vai gastar mais com a Infraero ja que ela cobra 30% a mais que a atual administradora, e o estado quebrado sem dinheiro pra pagar os funcionários, mas ja sabemos onde vai da, tudo interesse político pra virar cabide de emprego.
Claudio Lemes Louzada 15 de maio, 2020 | 08:14
As cidades progressistas do Brasil e com visão atualizada do modal aéreo têm reformado ou construído seus aeroportos com pista de pouso entorno de 2.300 x 45m e resistência para 95 toneladas ou superior.
Exemplos, a recém-inaugurada em setembro na cidade de Vitória da Conquista?BAHIA de 2.200 x 45m e 90 toneladas de resistência ou Jericoacoara?CEARÁ 2.200 x 45m, a extensão de pista em Porto Seguro?BAHIA de 2.000 para 2.300 (2.300 x 45m), Maringá-Paraná aumentando sua pista de 2.100m para 2.370 x 45m ou ainda a em projeto de Maragogi ? ALAGOAS de 2.200 x 45m e 95t.

Motivo, receber sem restrições operacionais a nova geração de jatos Airbus A320-NEO e Boeing B737-MAX de 175-210 passageiros e os jatos de 135-150 lugares Embraer E195-E2 e Airbus A220.
O aeroporto em Santana do Paraíso precisa ter sua pista estendida em 300 metros, aumento da resistência do piso para 95 toneladas e voo por instrumento ILS entre outras benfeitorias.

Saudações & bons voos,

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