Usiminas adia reforma do alto-forno 3 para 2022

A companhia informou que os estudos de engenharia indicaram que o alto-forno 3 pode continuar a operar até meados de 2022, quando a reforma será efetivada

Leonardo Galvani


A reforma do alto-forno 3 estava marcada para 2021, conforme anunciado em maio desse ano

A reforma do alto-forno 3 da Usina de Ipatinga, marcada para 2021, será adiada em 12 meses. A informação foi confirmada ao Diário do Aço pela assessoria de Comunicação da Usiminas, por meio de nota. A decisão pelo adiamento foi tomada pelo Conselho de Administração da empresa e anunciada ao mercado no dia 28 do mês passado.

A companhia informou que os estudos de engenharia indicaram que o alto-forno 3 pode continuar a operar até meados de 2022, quando a reforma será efetivada. “A empresa esclarece ainda que foi uma decisão meramente técnica sem nenhuma relação com perspectivas de mercado", destacou a nota.

Reforma garantida
Em entrevista à imprensa, no dia 21 de novembro, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, havia informado que a reforma do alto-forno 3 estava garantida. “O alto-forno é um equipamento muito importante. A operação dele está estável. E a sua reforma está totalmente garantida”, pontuou.

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Em maio desse ano, foi anunciado por Sergio Leite que, em 2021, seria realizada uma reforma do alto-forno 3 da Usiminas, em Ipatinga, e que ocorreriam contratações temporárias para esse serviço. “Nessa reforma, há previsão de que ocorra uma parada do funcionamento do alto-forno 3 em 2021, quando atingirá mais de 21 anos de operação de um equipamento.

Essa parada para a reforma deve durar cerca de 110 dias e esse é um projeto que tem custo previsto em torno de R$ 1 bilhão. Além disso, nós vamos gerar mais de mil empregos temporários para esse serviço, mas não ocorrerá a contratação de empregos fixos para a reforma”, afirmou o presidente no dia do anúncio.

Manutenção
A Usiminas realizou, no período de 3 a 14 de dezembro de 2018, uma parada programada no alto-forno 3 para manutenção e substituição de staves, que são peças fundidas em ferro ou em cobre e que possuem tubos no seu interior para circulação de água. São instalados na parte interna do forno, junto à carcaça, protegendo-a do desgaste com o contato com a carga. Ao longo do tempo, essas peças vão se desgastando, sendo necessária a sua substituição para preservação do equipamento. A obra envolveu mais de 700 funcionários da Usiminas Mecânica, contratada para realizar o trabalho.

A parada teve como intuito realizar reparos no interior do alto-forno 3 para manutenção da segurança operacional e dos níveis de produção. Foram substituídos 38 staves para melhoria do sistema de refrigeração do forno, protegendo a carcaça e favorecendo a estabilidade operacional.


(Tiago Araújo - Repórter)


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Comentários

Taveia 05 de Dezembro, 2019 | 07:35
Eu trabalho na usiminas, e na realidade internamente já ocorria essa movimentação para fazer a reforma mais tardia. E foi anunciado a mais tempo essa manutenção, anota é de 1 semana atrás. Enfim, falou sem o conhecimento.
Estou Cansado de Ser Enganado 05 de Dezembro, 2019 | 07:04
Mais uma vez "usimininha" se inovando é só o governo americano dizer que vai taxar.Começa recuar é esconder o dinheiro.#lucros sim, investimento não.
Anti17 04 de Dezembro, 2019 | 09:24
Que notícia engraçada, foi só os E.U.A falar que vai taxar os aço brasileiro, que a Usiminas desiste de reformar o seu AF! E ainda tem gente que acredita que isto não é jogada.

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