Ciclista sobrevive a acidente em Ipatinga

A bicicleta Rock Garden que conduzia ficou completamente destruída

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Ciclista foi atingido por carro no entroncamento das BRs 458 e 381

Está em recuperação, em casa, o ciclista vítima de um atropelamento essa semana. O acidente aconteceu no trecho da BR-458, próximo ao bairro Novo Cruzeiro, considerado um local crítico para ciclistas. O acidente foi registrado 11 dias depois que a ciclista Maria Angélica Nunes Rodrigues, de 48 anos, morreu atropelada por um carro desgovernado na avenida Maanain, em Ipatinga, quando também ficou gravemente ferida a ciclista Simone Oliveira Assis Carvalho, de 49 anos, ainda hospitalizada e em recuperação de graves ferimentos sofridos.

No acidente de quarta-feira (30) pela manhã, Samuel Santos Alves de Moura, de 29 anos, informou que pedalava uma mountain bike e precisou atravessar a rodovia nas proximidades do Novo Cruzeiro. Para isso parou sobre o canteiro central próximo a um posto de abastecimento. Ao iniciar a transposição da via, surgiu um Chevrolet Astra ultrapassando um caminhão pela direita. O ciclista disse que parou e foi atingido pelo lado direito. A bicicleta Rock Garden que conduzia ficou completamente destruída e o ciclista bateu no capô e para brisas do veículo e depois foi lançado ao solo.

A versão é semelhante à do condutor do Astra, José Antônio de Andrade, 54 anos. Ele informou que trafegava pela BR-458, sentido ao Centro, na faixa da direita, quando deparou com o condutor da bicicleta atravessando a pista de rolamento, tentou frear, mas atingiu a bicicleta com o ciclista.

José Antônio sofreu ferimentos leves nos dedos da mão direita, foi atendido e liberado.
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Motorista disse que tentou parar, mas atingiu ciclista em rodovia

Já o condutor da bicicleta sofreu ferimentos na cabeça, escoriações nos braços e pernas e foi socorrido com suspeita de fratura na perna direita. Foi levado ao Hospital Márcio Cunha onde foi atendido e liberado no fim da tarde de quarta-feira.

Contexto

Os seguidos acidentes envolvendo ciclistas em Ipatinga levantou um debate entre os adeptos desse meio de transporte, seja por necessidade de deslocamento para o trabalho, lazer ou esporte.

Há mais de uma semana ciclistas têm acionado os representantes municipais para que sejam feitas melhorias nas calçadas compartilhadas de ciclistas e pedestres, que estão em situação precária. Também há demanda para que sejam criadas novas faixas destinadas a uso pelos ciclistas.

Os envolvidos na demanda explicam que não existem ciclovias (que são faixas exclusivas para ciclistas) em nenhuma cidade do Vale do Aço e o que existem são calçadas compartilhadas com outros usuários das vias em alguns trechos de avenidas. Em grande parte, essas vias estão com irregularidades e praticamente intransitáveis.

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Comentários

Cidadão Indignado 05 de Novembro, 2019 | 13:21
Uma não, são duas passarelas, uma saindo do Iguaçu sentido Centro e outra do Novo Cruzeiro sentido Centro, e mais adiante em frente a entrada da Usiminas tem um mergulhão, mas direto agente tem que frear pra um cidadão não nos prejudicar, já que todos os dias tem pessoas que passam ali e correm o risco de sofrer um acidente mas não usam as passarelas.
Enquanto não houver fiscalização e punição para pedestres e ciclistas assim como existem para nós motoristas e motoqueiros essa balança nunca vai centralizar.
Também sou ciclista e pedestre, assim como clamo por radar de avanço em todos os sinais, peço pela colaboração de todos que utilizam as faixas e vias. Hoje o pedestre não respeita sinal luminoso em faixa de pedestre, passa quando o sinal verde do carro tá aberto e quer ter razão. O ciclista não respeita o trânsito, quando o certo é ele trafegar no sentido da via(sua mão de direção deve ser a mesma da via, justamente para diminuir os danos no caso de um acidente) muitas vezes notamos ciclistas trafegarem dos dois lados da via e na contra mão de direção(no caso de colisão soma-se a velocidade do ciclista à velocidade do veículo, resultando em traumas sérios e até morte instantânea mediante a pancada).
Só para lembrar, um ser humano comum consegue correr à uma velocidade de até 12 km/hora, só pra simular um estrago de uma batida a esta velocidade é se este mesmo cidadão começar a correr e bater de frente com a cabeça num poste ou parede, eis aí o dano, que muitas vezes pode mandar o cara pro caixão.
Vitor 02 de Novembro, 2019 | 21:34
Depois que morre não adianta chorar,ciclista mesmo certo quando ocorre um acidente é a parte mais frágil,então motoristas ,pedestres,motoqueiros e ciclistas vamos prestar mais atenção e ter um trânsito com mais prudência.
Anderson Freitas 02 de Novembro, 2019 | 08:50
Interessante é que tem uma passarela logo à frente que quase ninguém usa.

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