Sepultado morador de Ipatinga, vítima da tragédia em Brumadinho

Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, Júlio César morou por mais de 20 anos em Ipatinga e atuou como supervisor de elétrica por seis meses, em uma empresa terceirizada da Vale, em Brumadinho

Arquivo pessoal


Júlio César Teixeira foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga

Após meses de busca, as equipes de regaste conseguiram encontrar o corpo do morador de Ipatinga Júlio César Teixeira Santiago, de 35 anos. Ele foi vítima do rompimento da barragem de rejeitos da Vale, em Brumadinho, em janeiro desse ano. O corpo de Júlio César foi sepultado na tarde de domingo (14), no Cemitério Nossa Senhora da Paz, no bairro Veneza II, em Ipatinga. Júlio era casado e deixou a mulher e dois filhos.

Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, Júlio César morou por mais de 20 anos em Ipatinga e atuou como supervisor de elétrica por seis meses, em uma empresa terceirizada da Vale, em Brumadinho. Já os pais de Júlio moram em Montes Claros, mas vieram para Ipatinga no fim de semana para despedirem-se do filho.

Em entrevista ao Diário do Aço, o pai da vítima, José Xavier Santiago, informou que a família fica triste pela morte de Júlio, mas aliviada ao mesmo tempo. “Ficamos aliviados por pelo menos terem encontrado o corpo de Júlio e por termos a oportunidade de fazer o velório”, afirmou.

Vítimas da região

Além de Júlio Cesar, já foram encontradas outras vítimas da região do Vale do Aço, que morreram devido ao rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho. A primeira vítima encontrada do Vale do Aço foi o ipatinguense Ninrode de Brito Nascimento, de 34 anos. Ele foi sepultado no dia 29 de janeiro. Já a segunda vítima foi o eletricista Ícaro Douglas Alves, de 33 anos, também ipatinguense, sepultado no dia 14 de março. Outra vítima da região foi Cristiano Serafim Ferreira, de 33 anos, natural de Joanésia, porém, ele ainda não foi encontrado.

228 mortes

A Defesa Civil de Minas Gerais relata 228 mortes em decorrência do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho. O número inclui três corpos que foram identificados recentemente. A atualização, divulgada no domingo (14), registra 395 pessoas localizadas e 49 desaparecidos.

Entenda

Localizada em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, a barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu-se em 25 de janeiro desse ano, resultando na morte de funcionários da Vale de empresas terceirizadas, além de moradores da localidade rural que estava no caminho da lama e contaminou o Rio Paraopeba, responsável por 43% do abastecimento da região.

Em decorrência do episódio, a Vale responde a processo na Justiça por reparação de danos às vítimas e ao meio ambiente. A empresa já teve mais de R$ 13 bilhões bloqueados por decisão judicial.

Em março, representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciaram, em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que a mineradora estava atrasando pagamentos emergenciais às famílias afetadas.

Diante da situação, entidades representativas de trabalhadores vítimas do rompimento da barragem da Vale informaram ter entrado com uma ação coletiva contra a mineradora. Nela, pedem R$ 5 bilhões em indenizações por danos morais coletivos e sociais provocados pela empresa.

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