24 de março, de 2026 | 16:27

Defesa pede e júri sobre morte de jovem no Morro da Usipa é adiado

Reprodução
Jovem ciclista foi morto em dezembro de 2022 e família aguarda o Júri PopularJovem ciclista foi morto em dezembro de 2022 e família aguarda o Júri Popular
O julgamento pelo Tribunal do Júri que apura a morte do jovem ciclista Vinícius Carlos Vieira, de 19 anos, que estava marcado para esta quarta-feira (25), foi adiado após a Justiça acatar um pedido da defesa de Marcus Vinícius Matias Gonçalves, de 26 anos, acusado de ter atropelado a vítima em dezembro de 2022, no Morro da Usipa, em Ipatinga.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais, o réu responde por homicídio qualificado, além dos crimes de omissão de socorro e fuga do local do acidente.

O caso ocorreu na manhã do dia 24 de dezembro de 2022, por volta das 5h30 no trecho conhecido como Morro da Usipa. Conforme apurado nas investigações, o denunciado conduzia um veículo Jeep Compass em direção a Coronel Fabriciano, “em velocidade significativamente acima da permitida, próxima ao dobro do limite da via”, quando colidiu contra a traseira da bicicleta conduzida pela vítima, que seguia no mesmo sentido, pelo acostamento da via.

Com o impacto, Vinícius Carlos Vieira sofreu lesões gravíssimas e foi arrastado pelo veículo por aproximadamente 19,70 metros. Após a colisão com o meio-fio, o corpo da vítima ainda foi projetado por cerca de 18,70 metros, vindo a parar em uma área de vegetação às margens da pista. O jovem morreu ainda no local.

Consta no inquérito que o ciclista foi arrastado por 19,70 metros. O corpo do jovem só foi encontrado cerca de 40 minutos depois do atropelamento, por um homem que passava pelo trecho rodoviário e viu a bicicleta destruída e caída na margem direita da via e o corpo localizado mais à frente no meio da vegetação.

O sonho de Vinícius era se tornar militar do Exército Brasileiro e, para isso, dirigia-se a Coronel Fabriciano para fazer uma prova preparatória para um concurso.

Ainda segundo o Ministério Público, após o atropelamento, o acusado fugiu do local sem prestar qualquer tipo de socorro ou acionar as autoridades, comportamento que teria contribuído para agravar o resultado morte.

A denúncia destaca que o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela foi atingida pelas costas, sem qualquer possibilidade de reação ou de evitar o impacto.

Adiamento
Segundo informações repassadas ao Diário do Aço, os advogados apresentaram pedido de redesignação na véspera do júri e, durante os atos preparatórios, “chegaram a ameaçar abandonar o plenário caso o pleito não fosse acolhido pelo magistrado”, o que inviabilizaria a continuidade do julgamento e poderia gerar nulidades processuais.

Diante desse cenário, o juiz responsável pelo caso decidiu deferir o pedido da defesa, determinando o adiamento da sessão do Tribunal do Júri. Até o momento, ainda não foi definida nova data para o julgamento.

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Comentários

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Crispim

24 de março, 2026 | 17:43

“Brincadeira, estão copiando o julgamento do Herry que iria começar na segunda 23/03, o julgamento aguardando quase cinco anos os advogados de defesa foram embora depois de algumas HS de julgamento. Agora aqui também pertinho de nós.So pq é filhinho de papai ?”

[email protected]

24 de março, 2026 | 16:39

“Um cara desse nem deveria ser julgado, deveria estar preso e a chave jogado fora, o cara todo errado, provavelmente embriagado ainda e quer ser julgado? Por ser filho de papai, infelizmente esse lixo humano nem deve ficar muito tempo na cadeia, mas a justiça divina não falha e ele vai pagar por cada sofrimento que fez a família passar.”

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