Réu com extensa ficha criminal em Timóteo é condenado a mais de 24 anos de prisão

23/11/2024 às 11:42
Um indivíduo de 28 anos, com extensa ficha de antecedentes criminais, foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Timóteo e sentenciado por homicídio consumado, homicídio tentado, roubo à mão armada e furto qualificado, crimes praticados numa mesma sequência em novembro de 2014.
Arquivo DA
Deyvysson Silva, o Dedei, agora com 28 anos, foi condenado a mais de 24 anos por homicídio consumado, homicídio tentado, furto e roubo


Passados dez anos, Deyvyson Silva dos Santos, o Dedei, sentou-se no banco dos réus no dia 5 de novembro de 2024. A sentença, à qual a reportagem do Diário do Aço teve acesso nesta sexta-feira (22), mostra que o réu teve condenação a 24 anos e oito meses 26 dias de reclusão pelos crimes praticados na rua Sputinik, bairro Bandeirantes, em 1º de novembro de 2014, quando matou a tiros Cláudio Martins de Lima, de 19 anos, fato esse noticiado pelo DA.

Ele foi sentenciado também por furtar uma moto para a fuga, roubar um carro para manter a fuga e por tentar matar um homem que ele encontrou no meio do mato, enquanto fugia depois de abandonar o carro em Cachoeira do Vale.

Como já estava preso, por causa de outro processo, Dedei teve a prisão decretada ao fim da sessão do Júri Popular dia 5/11 e saiu da sala do Júri de volta para o sistema prisional. A sentença foi proferida pelo juiz de direito, Eduardo Oliveira de Fani, que presidiu a sessão do Júri Popular.

Saiba como Cláudio Martins foi assassinado

Consta na denúncia do Ministério Público do Estado de Minas que o crime foi praticado por volta de 16h de 1º de novembro de 2014, na rua Sputinik. Cláudio Martins de Lima foi morto com quatro tiros na cabeça, disparados por Dedei, na época com 18 anos. Um comparsa, de 20 anos,
participou do delito.

Os assassinos estavam em uma motocicleta Honda Bros, sem placa de identificação. O veículo tinha sido tomado em um roubo dias antes do homicídio. A moto não pegou e a dupla correu em direção à motocicleta XTZ 125, que estava estacionada nas proximidades com a chave na ignição, e fugiu.

Quando passavam pela avenida Amazonas, no Novo Tempo, os assassinos abandonaram a motocicleta e tomaram de assalto um VW/Fox. O proprietário estacionava o veículo quando foi rendido pelo marginal armado. O veículo foi localizado abandonado com um dos pneus traseiros estourado, na estrada da ponte Mauá, que na época dava acesso ao contorno rodoviário da BR-381. A ponte foi fechada pela Aperam em novembro de 2016.

Tiros e fuga no meio do mato
Policiais militares que faziam buscas perto da ponte Mauá escutaram dois tiros e se posicionaram. Os assassinos foram cercados pelos militares, mas conseguiram escapar no meio do mato deixando para trás três capacetes, touca ninja, blusa, um cordão prateado e um revólver Taurus, calibre 38 com numeração raspada. No local foi encontrado J.P.F. O homem relatou que transitava pela estrada rural, perto da ponte, quando foi rendido pela dupla. Ele resistiu ao assalto e tentou tomar a arma de Dedei.

Neste momento, foram efetuados dois tiros que, por sorte, não atingiram a vítima. Os tiros, entretanto, permitiram aos policiais localizarem os criminosos, que saíram em uma fuga alucinada no meio do mato.

O principal acusado do crime, Dedei, só foi preso em dezembro de 2016, depois de praticar outro roubo. Dois anos depois fugiu do presídio de Ponte Nova e foi recapturado em 2018, conforme noticiado pelo Diário do Aço na época.

Ele foi solto alguns meses depois e em 2019 foi novamente preso, fato esse também noticiado à época pelo DA.
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