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17 de maio, de 2024 | 14:52

Ex-vereador de Ipatinga é condenado pela prática de ''rachadinha''

Arquivo DA
A Operação Dolos foi deflagrada pelo Gaeco, coordenado pelo MPMG e resultou na prisão e cassação de mandatos de sete vereadores em Ipatinga entre os anos de 2019 e 2020 A Operação Dolos foi deflagrada pelo Gaeco, coordenado pelo MPMG e resultou na prisão e cassação de mandatos de sete vereadores em Ipatinga entre os anos de 2019 e 2020

Um ex-vereador de Ipatinga, suas duas filhas e um genro foram condenados por ato de improbidade administrativa, em razão da prática conhecida como “rachadinha” durante o mandato do parlamentar. A decisão foi proferida em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Ipatinga.

Entre os anos de 2019 e 2020, a Operação Dolos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada no dia 15 de fevereiro de 2019, balançou a estrutura do Legislativo ipatinguense e prendeu sete vereadores por causa da prática da rachadinha (esquema de apropriação do vencimento ou parte dos vencimentos de servidores de gabinete). Um a um os vereadores foram presos e encaminhados à Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba.

O fato, denunciado inicialmente por duas servidoras de gabinete, veio a se transformar num escândalo que levou os investigados não só à prisão, mas também à cassação de mandatos. Alguns processos tramitam até hoje na Justiça, como é o caso recente, da condenação.
Arquivo DA
A Operação Dolos foi deflagrada no dia 15 de fevereiro de 2019A Operação Dolos foi deflagrada no dia 15 de fevereiro de 2019


Vereador condenado
O ex-vereador, que não teve o nome divulgado pelo MPMG, foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil e ao pagamento de multa civil no importe do acréscimo patrimonial obtido. Além disso, ele e uma das filhas tiveram os direitos políticos suspensos e foram proibidos de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos.

A outra filha e o genro do ex-parlamentar foram condenados à suspensão dos direitos políticos e à proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por três anos.

Arquivo DA
Cúpula do Gaeco em 2019:  União de forças entre MPMG, PC e PM levou a apuração de escândalo e à prisão e cassação de vereadores Cúpula do Gaeco em 2019: União de forças entre MPMG, PC e PM levou a apuração de escândalo e à prisão e cassação de vereadores

Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG demonstraram que o ex-vereador, com o auxílio das duas filhas, do genro e de dois assessores, impunha a todos os servidores indicados por ele, mensalmente, a devolução de parte dos salários, com valores que variavam de R$ 500 a R$ 3 mil. Durante o mandato, o vereador chegou a ser preso preventivamente em razão das exigências de vantagens indevidas.

A decisão aponta que os depoimentos e documentos apresentados demonstram que o servidor não tinha a escolha de realizar o repasse, que era obrigatório, sob pena de exoneração. Os dois assessores envolvidos no caso firmaram Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o MPMG, já homologado pela Justiça.

Já publicado
Saiba o que foi o escândalo das rachadinhas na Câmara de Ipatinga e quais os envolvidos

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Comentários

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Zé Doido

17 de maio, 2024 | 22:40

“Engraçado, e pro ex-vereador e marido da deputada federal de Ipatinga não vai dar nada?
Todos os vereadores fizeram errado, porém estão pegando esse daí apenas como boi de piranha, apenas pra dar uma resposta pra população,, mas é só um engodo para salvar os grandes como o marido da deputada federal e pro véio da fábrica de pães.
Vergonha!!!!!”

Rx

17 de maio, 2024 | 21:29

“Não entendi o motivo do sigilo.
Se já foi condenado.
Só no Brasil mesmo viu.”

Gildázio Garcia Vitor

17 de maio, 2024 | 21:23

“Quem estiver interessado em saber o nome da excelência, leia a reportagem publicada por este Portal Diário do Aço em 23 de outubro de 2019. O Sr. Cidadão já sabe.”

Cidadão

17 de maio, 2024 | 19:34

“Nem precisa falar o nome, os Moradores do bairro lembram desse vereadorzim do Bom Jardim...”

Francisco Mota

17 de maio, 2024 | 19:16

“Cade o nome dos individuos, para povo saber quem é ? Ministério publico está do lado do povo mesmo ?”

Fael

17 de maio, 2024 | 16:31

“Normal da política de Ipatinga mg.”

Cabuloso

17 de maio, 2024 | 15:56

“Se não puder citar o nome de um político desonesto para que publicar a matéria, da entender que a justiça está do lado errado, isto e Brasil fazer oq”

Leoncio Simoes

17 de maio, 2024 | 15:55

“Tem que falar o nome dos pilantras, dicipulo de flavio”

Sidney da Silva Oliveira

17 de maio, 2024 | 15:55

“Engraçado que quando vem pedindo voto chega com a maior cara limpa, depois q faz merda não pode ter o nome divulgado.ai depois de cinco anos,vem pedindo voto de novo.tinha q dar nomes e se possível colocar a cara deles estampadas nos jornais,já q não vão cumprir pena,q merda.....”

Valdemar

17 de maio, 2024 | 15:12

“? interessante saber quem é, Será que ele vai bater na minha porta pedindo voto ? Os eleitores dele deveria saber.”

Gildázio Garcia Vitor

17 de maio, 2024 | 15:02

“Estou, desde ontem, lendo esta noticia sem o nome do nobre Vereador. Qual será a razão do MPMG em não fornecer o nome dele, das filhas e do genro?
.”

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