09 de janeiro, de 2024 | 07:00

Região Metropolitana do Vale do Aço registra 142 ocorrências por chuvas entre dezembro e janeiro

Alex Ferreira
Ipatinga é o município que mais possui ocorrências registradas (82); Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso apresentam números mais baixosIpatinga é o município que mais possui ocorrências registradas (82); Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso apresentam números mais baixos
Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
No período de chuvas intensas, é ainda mais preocupante o risco de enxurradas, alagamentos, inundações e movimentos de massa, desastres que podem levar a acidentes fatais. No período de dezembro de 2023 a janeiro de 2024, a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) registrou, ao todo, 142 ocorrências relacionadas à chuva. Os dados foram apurados pelo Diário do Aço junto à Companhia Operacional do 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

Em Ipatinga, houve 74 registros no mês de dezembro e 8 no mês de janeiro, o que totaliza 82 ocorrências. Já em Coronel Fabriciano, 38 registros ocorreram em dezembro e 7 em janeiro, totalizando 45.

As ocorrências do município de Timóteo demonstram uma quantidade mais baixa, havendo apenas 12, referentes ao mês de dezembro. Em Santana do Paraíso, o número é ainda menor, totalizando 3 registros, também do mês de dezembro.

Tipos de ocorrências
Entre os principais tipos de ocorrências relacionadas ao período chuvoso que o 11º BBM atende, destacam-se: vistoria em risco de queda de árvore; corte de árvore caída em via pública; orientação à população residente em áreas de risco; corte/poda de árvore com risco iminente de queda; vistoria em risco de desabamento/desmoronamento; corte/poda de árvore caída sobre residência; vistoria em risco de deslizamento/corrida de massa.

São atendidas também: vistoria em risco de inundação/alagamento/enxurrada; vistoria pós-sinistro; desabamento/desmoronamento/colapso de estruturas; inundações/alagamentos/enxurradas/; busca e salvamento em local de difícil acesso; corte/poda de árvore mediante ordem de serviço; corte de árvore caída sobre veículo; ações de preparação envolvendo Defesa Civil (estadual e municipal); recuperação de bens em local de difícil acesso.
Alex Ferreira
Cenário da mata ciliar à margem da pista de caminhada na avenida Itália, bairro Cariru, em IpatingaCenário da mata ciliar à margem da pista de caminhada na avenida Itália, bairro Cariru, em Ipatinga

Orientação e prevenção
Para os motoristas, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais alerta algumas formas de prevenção, tais como: conferir a previsão de tempo; evitar transitar por áreas que costumam ser atingidas por alagamentos, inundações e enxurradas; não parar o carro próximo a postes ou árvores; evitar locais baixos e não enfrentar áreas inundadas; ficar atento às placas de sinalização que informam sobre o risco de inundação de um determinado local.

Há, também, as dicas preventivas para áreas de encosta e sujeitas a inundação, as quais são: não construir casas em locais proibidos pela prefeitura; evitar realizar cortes verticais dos barrancos; não plantar bananeiras nas encostas; não desmatar os morros; reforçar muros e paredes pouco confiáveis; não jogar lixo e entulho nas encostas; não jogar água ou esgoto no terreno.

Também é importante seguir as orientações do Corpo de Bombeiros Militar sobre como agir em situações emergenciais, que estão disponíveis no formato de cartilhas, no site www.bombeiros.mg.gov.br. Em caso de emergência, ligue 193 e acione a Defesa Civil de seu município.

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Mata ciliar foi devastada por rajadas de vento, na noite de 26 de dezembro de 2023 Mata ciliar foi devastada por rajadas de vento, na noite de 26 de dezembro de 2023
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Comentários

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Guzerá Legislador

10 de janeiro, 2024 | 17:20

“A prefeitura de Ipatinga e as da região metropolitana do Vale do Aço, precisam estabelecer um plano claro e urgente para o manejo das árvores na cidade. A falta desse plano é a principal causa de queda de árvores em série na cidade durante a temporada de chuvas fortes.As autoridades devem se atentar para a manutenção das árvores viárias, localizadas em calçadas e canteiros, com a mesma preocupação que olham para o recapeamento do asfalto ou da estrutura de um viaduto.”

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