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Alef Teixeira de Souza era considerado foragido pela Justiça da Comarca de Ipatinga
Alef Teixeira de Souza, de 29 anos, acusado de matar a namorada em abril deste ano, foi preso pela Interpol neste domingo (13), na Costa Rica. Ele será transferido para o Brasil e será encaminhado ao Ceresp de Ipatinga. A informação foi divulgada pela rádio Itatiaia. Alef também é acusado de esfaquear uma mulher em São Paulo em 2021.
Veja atualizaçao do caso:
Liberado na Costa Rica, foragido da Justiça de Ipatinga é preso na ColômbiaConforme o delegado Marcelo Franco, a Polícia Civil de Minas Gerais pediu a inclusão do acusado na lista da Difusão Vermelha, da Interpol. O primeiro país para o qual Alef fugiu foi o Uruguai. Depois, o suspeito foi para o Paraguai, e, por fim, para a Costa Rica, onde foi localizado pelos agentes locais.
Em maio deste ano, o delegado Marcelo Franco Marino, titular da Delegacia de Homicídios, revelou à imprensa que Alef Teixeira de Souza, de 29 anos, age como se fosse um assassino em série (serial killer). O homem é acusado de matar a namorada
Rafaella Cristina Miranda Sales, de 34 anos, após agredi-la e aplicar nela uma alta dose de cocaína injetável em 28 de abril passado no bairro Vila Celeste, em Ipatinga. O acusado era considerado foragido.
Conforme acompanha o Diário do Aço desde a data do crime, Rafaella foi encontrada caída na sala da casa onde morava, na rua Cisne, no bairro Vila Celeste. O namorado havia ligado para o SAMU, quando informou que a mulher teria sofrido uma overdose por consumo de cocaína injetável. Alef adiantou, ao ligar, que deixaria a porta aberta porque não estaria em casa. Desde então, encontrava-se foragido.
Denúncia A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais contra Alef,
fato também já noticiado pelo jornal.
O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro denunciou o namorado de Rafaela por homicídio triplamente qualificado, com emprego de asfixia e tortura, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio, além de tráfico de drogas.
A denúncia se baseou nas investigações realizadas pela equipe do delegado Marcelo Franco Marino, que resultou no pedido de prisão preventiva e acatado pela Justiça. Além disso, em uma entrevista concedida à imprensa em maio deste ano, o delegado explicou que, depois de se orientar com o MPMG, já estaria liberado para divulgar os dados de Alef, bem como a foto do acusado retirada de um perfil em uma página de mídia social.
"Procura-se" A foto, segundo o delegado Marcelo Marino, seria usada para confecção de cartaz no programa “Procura-se”, que é realizado para a localização de foragidos da Justiça. “Ele estava ainda ameaçando familiares da vítima, por isso houve o pedido de prisão preventiva”, explicou o delegado solicitando que a população colaborasse e indicasse onde estaria o acusado Alef.
Investigações O delegado ressaltou que as investigações foram contundentes em apontar a participação do namorado de Rafaella no homicídio. “A perícia constatou que as agressões começaram no quarto da vítima, no segundo andar. A vítima, ao andar pela casa, pingava sangue, além de deixar marcas de sangue nas paredes”, informou.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que Rafaella apresentava lesões recentes, como soco na boca, e no pescoço por esganadura (constrição feita com as mãos). Porém, havia lesões antigas no corpo da vítima. “Ela vinha sendo sofrendo tortura. Ele ainda a viciou com cocaína injetável e ministrava em Rafaella”.
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Brutalmente assassinada, Rafaella Sales tinha 34 anos e deixou duas filhas
Outro feminicídio O delegado revelou que, além do feminicídio de Rafaella, Alef responde por um outro feminicídio na capital paulista no ano de 2021. Em São Paulo, ele tentou matar uma mulher a facadas, depois de se aproximar e conseguir se mudar para a casa da vítima, identificada pelo prenome “Patrícia”.
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