''Age como serial Killer'', diz delegado sobre o acusado de matar a namorada com overdose em Ipatinga

31/05/2023 às 15:15
Wellington Fred
Delegado que atua na busca ao acusado de brutal assassinato de mulher no Vila Celeste explica andamento do caso

O delegado Marcelo Franco Marino, titular da Delegacia de Homicídios, revelou à imprensa na manhã desta quarta-feira (31) que Alef Teixeira de Souza, de 29 anos, age como se fosse um assassino em série (serial killer). O homem é acusado de matar a namorada Rafaella Cristina Miranda Sales, de 34 anos, após agredir e aplicar nela uma alta dose de cocaína injetável em 28 de abril passado no bairro Vila Celeste, em Ipatinga. O acusado é considerado foragido e alvo de uma campanha para ser localizado e preso.

Conforme acompanha o Diário do Aço desde a data do crime, Rafaella foi encontrada caída na sala da casa onde morava, na rua Cisne, no bairro Vila Celeste. O namorado havia ligado para o SAMU, quando informou que a mulher teria sofrido uma overdose por consumo de cocaína injetável. Alef adiantou, ao ligar, que deixaria a porta aberta não estaria na casa. Desde então, encontra-se foragido.
Álbum Pessoal
Brutalmente assassinada, Rafaella Sales tinha 34 anos e deixou duas filhas


A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais contra Alef, fato também já noticiado pelo jornal. O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro denunciou o namorado de Rafaela por homicídio triplamente qualificado, com emprego de asfixia e tortura, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio, além de tráfico de drogas.

A denúncia se baseou nas investigações realizadas pela equipe do delegado Marcelo Franco Marino, que resultou no pedido de prisão preventiva e acatado pela Justiça. Além disso, na coletiva desta quarta-feira, o delegado explicou que, depois de se orientar com o MPMG, já estaria liberado para divulgar os dados de Alef, bem como a foto do acusado retirada de uma rede social do foragido.

A foto, segundo Marcelo, será usada para confecção de cartaz no programa “Procura-se”, que é realizado para a localização de foragidos da Justiça. “Ele estava ainda ameaçando familiares da vítima, por isso houve o pedido de prisão preventiva”, explicou o delegado solicitando que a população colabore e indique onde está o acusado Alef.

O delegado ressaltou as investigações foram contundentes em apontar a participação do namorado de Rafaella no homicídio. “A perícia constatou que as agressões começaram no quarto da vítima, no segundo andar. A vítima, ao andar pela casa, pingava sangue, além de deixar marcas de sangue nas paredes”, informou.
Álbum Pessoal
Alef Teixeira de Souza é considerado foragido pela Justiça da Comarca de Ipatinga

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que Rafaella apresentava lesões recentes, como soco na boca, e no pescoço por esganadura (constrição feita com as mãos). Porém, havia lesões antigas no corpo da vítima. “Ela vinha sendo sofrendo tortura. Ele ainda a viciou com cocaína injetável e ministrava em Rafaella”.

As investigações indicavam que a mulher tinha uma vida normal antes de conhecer Alef, situação que mudou completamente. “Ela não usava drogas, trabalhava, tinha uma vida saudável com duas filhas pequenas e foi viciada por ele (Alef). Em dois meses, conseguiu se mudar para a casa de Rafaela e começar um processo de dominação, subjugando-a. Até a convenceu em tirar as duas crianças da casa”, revelou.

O delegado revelou que, além do feminicídio de Rafaella, Alef responde por um outro feminicídio na capital paulista no ano de 2021. Em São Paulo, ele tentado matar uma mulher a facadas, depois de se aproximar e conseguir se mudar para a casa da vítima, identificada pelo prenome “Patrícia”.

“Ele tem a propensão de atacar as mulheres, é um serial killer. Temos a informação oficiosa (não oficial) de uma terceira agressão contra mulher, mas que teria ocorrido nos Estados Unidos, antes destes dois casos no brasil”, informou o delegado ao Diário do Aço.

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