(Silvia Miranda - Repórter do jornal Diário do Aço) Silvia Miranda
Pela cidade, muitos fabricianenses se perguntam o que pode ser feito para manter o patrimônio de pé
A Administração Municipal de Coronel Fabriciano afirma ter interesse em adquirir o prédio do antigo Colégio Angélica para fins culturais e educacionais. A possibilidade de desapropriação vem sendo discutida pelo Executivo, com base em documentos que exigiam que o então imóvel doado pela Belgo Mineira fosse usado exclusivamente para fins educacionais ou deve ser devolvido ao município.
O imóvel é considerado um dos prédios históricos mais bonitos da região do Vale do Aço é está localizado na rua Maria Matos, no centro da cidade. Foi inaugurado em 1956 para funcionar como escola para atender a demanda educacional de toda a região. Conforme decreto de 2015 o prédio é tombado pelo patrimônio histórico municipal, proibindo qualquer alteração em sua estrutura física e retirada de bens materiais.
Depois de muitos anos ameaçado de fechar, a instituição encerrou suas atividades em dezembro de 2022. Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, o futuro do imóvel preocupa a sociedade fabricianense. No último dia 20 de julho a situação de seu entorno era de abandono e muito acúmulo de lixo, uma cena que causou tristeza e indignação para muitos no município. Mas, após a reportagem publicada pelo Diário do Aço, a limpeza e capina do jardim foram realizadas.
Carmelitas Atualmente a propriedade pertence a ordem das Irmãs Carmelitas da Divina Providência, que até então não revelou o que será feito do prédio ou do restante do terreno. A reportagem do Diário do Aço tentou contato por várias vezes com representantes da ordem e até mesmo com o advogado que representa os interesses das irmãs, mas não obteve retorno.
O que foi dito de forma extraoficial por uma das religiosas é que a situação do antigo colégio vem sendo discutida e analisada, com muito carinho, pelo Governo Geral da Congregação. Pela cidade muitos empresários e representantes da sociedade perguntam o que pode ser feito para manter o patrimônio de pé e muitos apelos para que seja transformado em uma nova instituição de ensino, casa de cultura ou museu.
O próprio museu da cidade não possui sede própria e está em fase de mudança para um local provisório. O prédio histórico oferece condições de abrigar o departamento, transformando o local em um atrativo ainda mais interessante.
MedidasProcurada pela reportagem, a Administração Municipal de Coronel Fabriciano, informou por meio de sua assessoria de comunicação que o Departamento de Cultura, realizou no fim do mês de julho, uma reunião com o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e na oportunidade foi colocada em pauta a atual situação do Colégio Angélica. Conforme deliberação dos conselheiros, foi enviado ofício para a Congregação das Irmãs Carmelitas solicitando a limpeza e uma visita técnica mensal para acompanhar o interior e o estado de conservação do imóvel.
DesapropriaçãoAinda conforme o governo fabricianense, o município já formalizou o interesse no imóvel para fins de projetos educacionais e culturais. E que consta em documentos oficiais que o terreno para a construção e instalação do Colégio foi doado às Irmãs Carmelitas pela antiga Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. “Como condição, a mantenedora deveria utilizar o espaço apenas para fins educacionais, do contrário, deveria ser devolvida ao município. Neste sentido, há a possibilidade de haver o requerimento do imóvel por parte da Prefeitura”, diz a nota.
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