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Passeata percorreu as principais ruas do Centro Comercial de Timóteo neste sábado
Centenas de pessoas se concentraram na manhã deste sábado (22), no Centro Norte, em Timóteo, em uma manifestação em que amigos, familiares, companheiros do ciclismo e colegas de trabalho pediram justiça por Caio Campos Domingues, de 38 anos, assassinado com três tiros em uma emboscada no dia 4 de abril. A mulher da vítima figura como mandante do crime.
O executor confesso do homicídio, João Victor Bruno Coura de Oliveira, de 20 anos, residente no distrito de Cava Grande, Marliéria, confessou que cometeu o crime a mando da mulher da vítima, com quem tinha relacionamento extraconjugal e mediante promessa de pagamento de R$ 10 mil. Os dois envolvidos foram presos menos de 12 horas depois e, apesar da confissão, a defesa alegou ilegalidade na prisão e o juiz criminal da Comarca de Timóteo relaxou a prisão preventiva do casal na quinta-feira (20). Amigos e familiares não concordam e foram para as ruas pedir que se faça Justiça. Cabe ao Ministério Público de Minas Gerais recorrer do relaxamento da prisão. O MP já avisou que ingressará com o devido recurso para que os acusados voltem à prisão.
Familiares acompanharam manifestação; na foto, a mãe e o irmão de Caio
Caio foi assassinado ao sair de sua chácara na zona rural do Quilombo, localizada no distrito de Lavrinha, em Jaguaraçu. "Queremos Justiça. Que a força do medo não nos impeça de manifestar nossa indignação e o nosso repúdio pela morte violenta do Caio Campos Domingues", afirma o cartaz divulgado nas mídias sociais para convocar a manifestação.
Hoje, diante da comoção de centenas de pessoas e familiares, a passeata percorreu as principais ruas do Centro Norte, de Timóteo.
Os familiares e amigos já tinham feito
um protesto, pedindo justiça, no dia 10 de abril, já temendo que houvesse impunidade no caso.
Ciclistas também foram prestigiar o ato deste sábado
O novo protesto foi convocado no mesmo dia em que,
por decisão de um juiz da Comarca de Timóteo, foi relaxada a prisão preventiva do executor confesso do crime, João Victor Bruno Coura de Oliveira, e da mandante do assassinato, esposa da vítima, Luith Silva Pires Martins, de 39 anos. Caio era casado com Luith, com quem teve dois filhos (uma menina que já é adolescente e um menino que é pré-adolescente).
A decisão da soltura pode ser revista. A 1ª Promotoria de Justiça de Timóteo confirmou ao Diário do Aço, no fim da tarde de quinta-feira, que preparava o Recurso em Sentido Estrito, para que os autores confessos do crime retornem à prisão preventiva e respondam, encarcerados, ao inquérito policial.
Os advogados de defesa da esposa da vítima acusaram os policiais de abuso de autoridade e excessos na prisão da mulher e o juiz entendeu que houve descumprimento da legislação penal. A decisão se aplica também ao autor confesso do crime. Ao acatar os argumentos da defesa, com base na lei em vigor, o magistrado decidiu pelo relaxamento da prisão preventiva dos investigados no caso, conforme noticiado pelo jornal na quinta-feira.