Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que monitora a situação das pessoas que foram a Brasília no domingo
Após a notícia de que duas pessoas de Ipatinga foram flagradas dentre os manifestantes em Brasília (um homem detido e uma mulher presa), o Diário do Aço apurou, na tarde desta terça-feira (10), que a mulher foi transferida para a penitenciária feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. As prisões ocorreram após depredação ocorrida nas sedes de Executivo, Legislativo e Judiciário, no domingo (8).
Na segunda-feira (9), a reportagem apurou junto a fontes ligadas à Polícia Penal do Vale do Aço que duas pessoas de Ipatinga estavam envolvidas na invasão dos prédios públicos na Praça dos Três Poderes. Um deles, do sexo masculino, foi detido e liberado, assumindo estar na linha de frente do movimento. A mulher, de 35 anos, ainda enfrenta problemas com a justiça.
Após a prisão, segundo a legislação, haverá uma audiência de custódia na qual o juiz verificará a necessidade ou não da manutenção da prisão em flagrante. Caso em que poderá expedir alvará de soltura ou converter em prisão preventiva até julgamento. A prisão preventiva é precária e a qualquer momento, por vários fatores, poderá ser concedida liberdade provisória.
Dados preservadosA Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que garanta o armazenamento de dados de geolocalização das pessoas que estiveram nas imediações de Brasília. O objetivo é auxiliar na identificação de criminosos.
Os dados devem ser armazenados por 90 dias pelas operadoras de telefonia celular, com informações extraídas dos sistemas de geolocalização dos celulares e também das triangulações de rádio das antenas próximas. Ou seja, mesmo que não postou imagens nas redes sociais será identificado.
No caso das mídias sociais e aplicativos de mensagens, devem ser preservados os endereços de IP que identificam os acessos às plataformas, com local e hora.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que monitora a situação das pessoas que foram presas após os atos de vandalismo. Cerca de 1,2 pessoas foram presas.
Em nota, a pasta informou que está em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e que a legalidade será observada.
Ex-servidor de Coronel FabricianoA administração de Coronel Fabriciano informou, na manhã desta terça-feira, que uma das pessoas envolvidas no ato antidemocrático não tem mais vínculo com a gestão municipal. A pessoa em questão foi exonerada no dia 4 de janeiro.
Na segunda-feira, em levantamento feito pelo Diário do Aço, após postagens de manifestantes nas mídias sociais, ficou constatado que um ônibus completo (com aproximadamente 40 pessoas) saiu de Ipatinga no sábado (7) à tarde, com destino à capital federal, dentre eles pessoas de Coronel Fabriciano. Um deles seria servidor municipal, o que foi desmentido pelo governo.
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