13 de maio, de 2022 | 06:27

Tribunal do Júri condena preso acusado de matar colega de cela no Ceresp

Wellington Fred
O Conselho de Sentença reuniu-se ontem para julgar o caso de um réu, acusado de matar um colega de cela no Ceresp O Conselho de Sentença reuniu-se ontem para julgar o caso de um réu, acusado de matar um colega de cela no Ceresp

Humberto Guilherme da Cunha, de 30 anos, foi julgado nesta quinta-feira (12) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga e considerado culpado de um homicídio.

No fim do julgamento, o preso acabou sentenciado por um crime menos grave: homicídio com legítima defesa em excesso culposo. Com isso, a sentença foi fixada em dois anos e quatro meses. Como já está preso por outro delito, o réu agora sentenciado permanecerá recolhido ao sistema prisional.

O réu respondeu pela acusação de matar José Carlos Quintão, de 51 anos,
no interior da cela de isolamento do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) no dia 17 de junho de 2021, conforme noticiado à época, pelo Diário do Aço.

O réu em seu depoimento perante a juíza de Direito, que presidiu o Conselho de Sentença, voltou a afirmar que agrediu o companheiro de cela para não ser violentado sexualmente. José Carlos foi morto estrangulado com uma toalha molhada, segundo Humberto, quando estaria tentando lhe estuprar. Os dois teriam brigado até que aconteceu a morte do preso.

O promotor Jonas Júnio Linhares Costa Monteiro representou o Ministério Público de Minas Gerais na acusação. O réu foi defendido pela defensora pública Ana Elisa Carvalho Fernandes Matos dos Santos.

Veja também:
Polícia investiga morte de mais um preso no Ceresp de Ipatinga
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Comentários

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João Batista Trevenzoli

13 de maio, 2022 | 08:28

“Numa situação destas, ante a fragilidade da administração dos presídios, só há perdedores: a família da vítima que se vê enlutada, e o Estado que certamente suportará uma vultosa indenização, por ser responsável pela segurança do preso.”

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