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Dois dos principais hospitais de Belo Horizonte estão quase lotados e medidas emergenciais voltam a ser adotadas
O Brasil registrou nesta terça-feira (18), 137.103 novos casos da covid-19. A curva de contaminação voltou a crescer e está aceso o sinal de alerta. Há uma semana, o número de novos diagnósticos positivos registrados diariamente estava em 70.765. Junto ao crescimento de novos casos chega outra preocupação: a lotação dos hospitais com os casos de pacientes que têm sintomas graves da doença e precisam de internação, em UTI ou enfermarias.
No Vale do Aço, os boletins epidemiológicos, quando divulgados, também mostram crescimento de casos. De fato, no dia 11 de janeiro a Secretaria de Saúde de Ipatinga já tinha
divulgado um alerta sobre o crescimento de casos de covid.
Em Belo Horizonte, conforme divulga hoje o jornal Estado de Minas, a ocupação de leitos de UTI na Santa Casa BH, no Bairro Santa Efigênia, ultrapassou o percentual de 97% em por causa do aumento de internações para casos graves. O Hospital Eduardo de Menezes chegou a 100% de ocupação no setor de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), como é caracterizada a covid-19.
Por enquanto, o jornal informa que a prefeitura não prevê fechamento do comércio não essencial. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) já havia prorrogado o estado de calamidade pública até 31 de março de 2022. “A Prefeitura monitora diariamente os números epidemiológicos e assistenciais da doença no município e qualquer agravamento que comprometa a capacidade de atendimento será tratado da forma devida, com o objetivo de preservar vidas”, afirma a prefeitura.
“O comprovante de vacinação já é um dos protocolos exigidos pela Prefeitura para realização de eventos, partidas de futebol em estádios e eventos de corrida. Nesses casos, os organizadores devem exigir do público a apresentação do comprovante de vacinação ou do teste negativo para o coronavírus”, complementa a PBH.
Neste contexto, completar o esquema vacinal e manter todas as medidas preventivas como o distanciamento social, a frequente higienização das mãos e o uso de máscaras, voltaram a ser apontados como essenciais nesse momento.
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O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu sobre a ideia "enganosa" de que a Ômicron é menos agressiva. Ao fazer um balanço da evolução da pandemia, durante entrevista em Genebra, na Suíça, ele afirmou que a variante continua a varrer o planeta. "Não se enganem, a Ômicron causa hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves estão sobrecarregando as unidades de saúde" com números diários que atingem novos recordes na Europa.
A OMS prevê a possibilidade de outras variantes surgirem, provenientes do crescimento da Ômicron em nível global. "Novas variantes provavelmente surgirão, e é por isso que o rastreamento e a avaliação permanecem críticos", afirmou Tedros Adhanom.
Ele disse que continua particularmente preocupado com muitos países que têm baixas taxas de vacinação, já que as pessoas correm muito mais risco de doenças graves e morte se não forem imunizadas.
O aumento da transmissibilidade da Ômicron terá impacto, sobretudo, em países com menor taxa de vacinação, diz Mike Ryan, responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS.
"Um aumento exponencial de casos, independentemente da gravidade das variantes individuais, leva ao aumento inevitável de hospitalizações e mortes", acrescentou Ryan.
Pico de infecções na EuropaAs evidências de propagação da Ômicron por todo o continente são claras, com as autoridades de vários países europeus registrando novos recordes de infecções nos últimos dias.
A França notificou quase meio milhão de casos diários nessa terça-feira (18), quatro vezes mais que o dia anterior.
A Alemanha registrou, pela primeira vez desde o início da pandemia, mais de 100 mil novas infecções.
As autoridades dinamarquesas relataram recorde de 33,49 mil novos casos diários de covid-19 nas últimas 24 horas. A Itália registrou 228,17 mil novas infecções, contra 83,4 mil no dia anterior.
Portugal também teve novo recorde de casos ontem, com mais 43,72 mil infecções e 46 mortes, número maior desde fevereiro. As internações voltaram a aumentar, com 1,95 mil pessoas, das quais 160 em cuidados intensivos.
Na última semana, a OMS estima que a Ômicron chegou a 18 milhões de novas infecções em todo o mundo.
O diretor da OMS mantém-se cauteloso e lembra que a Ômicron não é benigna. "Em alguns países, os casos de covid-19 parecem ter atingido o pico, dando esperança de que o pior da última onda já passou, mas nenhum país está fora de perigo", concluiu Tedros Adhanom.