26 de agosto, de 2021 | 11:18

Acusado da morte de idoso em Ipaba está hoje no banco dos réus em Ipatinga

O réu confessou a autoria do crime e que matou Valdivino Pacífico por engano, em agosto de 2020

Marcos Guimarães
Julgamento ocorre nesta quinta-feira, no Tribunal do Júri da Comarca de IpatingaJulgamento ocorre nesta quinta-feira, no Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga

O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, decide hoje se um homem de 63 anos, acusado do assassinato a tiros, de Valdivino Barbosa Pacífico, de 61 anos, é culpado ou inocente. Entretanto, o réu confessou o crime e que matou a pessoa errada. Por causa do crime foi sentenciado a 15 anos de reclusão. Veja aqui, a atualização da notícia.

Valdivino foi executado com três tiros na tarde de uma segunda-feira, 31 de agosto de 2020, na avenida Manoel Machado Franco, em Ipaba. O idoso aguardava sua vez para cortar o cabelo em um salão, quando foi assassinado na via pública. Na prática, foi morto por engano, conforme confessou o próprio autor da morte.

O crime foi cometido na frente de testemunhas e câmeras de segurança do comércio na rua, conforme noticiado à época dos fatos, pelo Diário do Aço.

As investigações apontaram que o homem que efetuou os tiros é Valter José de Oliveira, de 63 anos. Denunciado pelo Ministério Público com base na investigação policial, o idoso terá seu destino traçado pelo Conselho de Sentença.

As imagens mostram que o assassino fugiu na mesma bicicleta na qual chegou ao local do crime. Depois de atirar no desafeto, fugiu rumo ao bairro São José e não foi localizado.

Em um certo momento, o assassino abandona a bicicleta e veste uma camisa branca por cima da camisa vermelha que usava e não é mais visto.

Idoso confessou que matou a pessoa errada

Na época do crime chegou a ser avaliado pela polícia que Valdivino Barbosa Pacífico tivesse sido assassinado por engano. As investigações confirmaram essa tese. Descoberto pela polícia, o autor dos tiros, José Valter Oliveira confessou o crime.

Valter contou que dois meses antes ele estava em casa com sua mulher adoentada. Um vizinho escutava música alta e isso incomodava a pessoa que passava mal. O idoso então foi à casa do vizinho reclamar do som. Valter alega que acabou agredido e teve que fazer cirurgia em um dos ouvidos, tendo em razão disso, perdido parte da audição.

Tomado pela raiva, o idoso então decidiu se vingar. Apossou-se de uma arma de fogo e saiu pelas ruas de Ipaba à procura do seu agressor. Entretanto, confundiu o vizinho com Valdivino. Tomado pelo desejo de vingança, aproximou-se do alvo e efetuou três tiros. A versão que consta na denúncia do MPMG foi confirmada por Valter perante o juiz que preside a sessão do Tribunal do Júri.

Pena recorde em outro julgamento essa semana

Esse é o segundo júri popular envolvendo pessoas de Ipaba. Na terça-feira (24), Marcélio de Almeida Souza, de 46 anos, que matou sua ex-mulher, Alaide Pereira de Souza, de 44 anos, com um golpe de faca no pescoço, foi levado a julgamento, considerado culpado e sentenciado a 30 anos de prisão.
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