06 de agosto, de 2021 | 14:00

Polícia Civil confirma inocência de Max em assalto no Parque Caravelas

Marcos Guimarães
O momento que era encenada a reconstituição no local do assaltoO momento que era encenada a reconstituição no local do assalto

Uma reconstituição realizada pela Polícia Civil conseguiu provar a inocência do administrador Maxsuel Vieira Ribeiro, o Max, de 35 anos, que foi preso no dia 15 de julho passado sob a acusação de assaltar uma mulher no bairro Parque Caravelas, em Santana do Paraíso. Max já foi colocado em liberdade pela Justiça desde a terça-feira passada, depois de passar 19 dias recolhido ao Ceresp.

Como vem acompanhando o Diário do Aço, Max foi preso depois de um assalto ocorrido na rua Santos, no Parque Caravelas, e que teve como vítima uma mulher de 39 anos. Ela alegou que caminhava pela rua, quando foi atacada por um motociclista que lhe roubou as joias e fugiu em seguida.

A Polícia Militar, durante rastreamento, conseguiu localizar um motociclista que era o Max. Ele negou ter participado no assalto, mas foi reconhecido (equivocadamente) pela vítima como o autor do roubo. O administrador, que trabalha como mototaxista, foi autuado em flagrante e encaminhado para o Ceresp de Ipatinga.

Diante da prisão de Max, os familiares iniciaram uma mobilização e procuraram a imprensa para defender a inocência de Max. Inclusive, a advogada de defesa anexou várias provas que o homem era inocente. Esta situação levou a Polícia Civil de Santana do Paraíso a investigar o caso, chegando em um primeiro momento à conclusão que o homem poderia ser mesmo inocente.

A delegada Talita Martins Vieira informou a situação ao Ministério Público e, ao entender que havia indícios que Max era inocente, solicitou a soltura dele. O pedido foi aceito pelo Judiciário na tarde de terça-feira (3). Maxsuel foi recebido com festa no bairro Parque Caravelas pela família e amigos do mototaxista.

Já publicado pelo DA:
- Max ganha liberdade concedida pela Justiça
- Família alega inocência de homem preso sob suspeita de assalto em Santana do Paraíso

Tiago Araújo
Justiça determinou a soltura de Maxsuel Vieira Ribeiro dia 4 de agosto, quando foi recebido por familiares e amigos no bairro Parque CaravelasJustiça determinou a soltura de Maxsuel Vieira Ribeiro dia 4 de agosto, quando foi recebido por familiares e amigos no bairro Parque Caravelas


Reconstituição comprovou inocência de Max



A equipe da Polícia Civil desencadeou uma investigação e diversas diligências foram realizadas para esclarecer definitivamente os fatos. Os trabalhos investigativos apontaram muitas dúvidas sobre a autoria de Max no crime e novas ações policiais foram realizadas como: nova oitiva da vítima e coleta de imagens no local do crime.

Como as dúvidas foram crescendo, a delegada responsável pelo caso representou perante o Ministério Público de Minas Gerais, no dia 24 de julho, pela soltura do investigado, o que foi acolhido, inclusive, pelo Judiciário.
Reprodução
Na encenação a ação do assaltante atacando a vítima, conforme a reconstituição realizada pela Polícia CivilNa encenação a ação do assaltante atacando a vítima, conforme a reconstituição realizada pela Polícia Civil

Para sanar qualquer dúvida, os policiais realizaram a reconstituição do crime, na quinta-feira (5), quando foi possível demonstrar toda a dinâmica dos fatos de forma cronológica. Eles utilizaram um drone para filmar toda a sequência do crime praticado no último dia 15 de julho. No momento do assalto, a vítima do roubo estava acompanhada do filho e, por isso, na encenação, há duas pessoas.

As primeiras imagens encenam a visão da câmera 1, coletada na ocorrência no dia dos fatos. Na exibição, verificou-se apenas o Max, de 35 anos, passando pela vítima, minutos antes do crime.

Já na segunda encenação, realizada com as imagens captadas durante as investigações, a equipe da Polícia Civil conseguiu comprovar que Max segue pela via e, na sequência, o verdadeiro suspeito vem em sentido contrário, para, depois aborda as vítimas e comete o crime.

Desta forma, a investigação dos policiais civis de Santana do Paraíso demonstrou a inocência do conduzido, como Maxsuel alegava todo o tempo. A apuração do crime para conseguir identificar o verdadeiro autor do assalto será mantida, informa a PCMG.



Reprodução
A imagem real do assaltante que passou pela rua e filmado por uma câmera de segurançaA imagem real do assaltante que passou pela rua e filmado por uma câmera de segurança




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Comentários

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Paulooo

10 de agosto, 2021 | 22:50

“Brilhante trabalho.
Pena que foi feito somente após a exposição do caso na mídia.”

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