01 de agosto, de 2021 | 08:30

Variante da MG-760 em Timóteo permanece sem solução

Alex Ferreira
Moradores afirmam que precariedade da avenida Acesita, entre os bairros Ana Rita e Bela Vista não suporta o tráfego da MG-760Moradores afirmam que precariedade da avenida Acesita, entre os bairros Ana Rita e Bela Vista não suporta o tráfego da MG-760

O andamento da pavimentação da MG-760 fez voltar à tona a preocupação com a variante da rodovia estadual em Timóteo. Presente no Parque Estadual do Rio Doce neste fim de semana, quando foi anunciado edital para melhoria da infraestrutura da unidade de Conservação, o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Robson Carlindo Santana Paes Loures, afirmou que tem conhecimento da demanda, mas não existe uma solução apontada neste momento.

Em entrevista ao Diário do Aço, Robson Santana disse que chegou recentemente ao DER e deparou-se com a questão da variante Timóteo da 760. Assessores técnicos que acompanhavam o diretor explicaram ao Diário do Aço que se trata da construção de uma nova estrada, que deverá começar do zero, com os estudos de impacto material, pois margeia a área de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce, áreas de preservação permanente com a presença de lagoas, entre outros entraves.

A variante deverá ligar o distrito de Cava Grande à BR-381, via bairros Licuri, Alphaville e Limoeiro, em Timóteo, haja vista que as ruas dos bairros Ana Rita e Centro-Sul, na sede de Timóteo, não suportariam o tráfego de veículos pesados que a rodovia irá canalizar para a sede do município.

Moradores do bairro Ana Rita têm enviado reclamações apontando que a avenida Acesita, principal via de escoamento de tráfego da MG-760, na entrada de Timóteo, atualmente possui limitação de veículos até 10 toneladas, mas veículos maiores já têm percorrido o trecho e provocado danos.

O assunto vem sendo discutido há anos, sem uma solução. Em uma audiência pública realizada em novembro de 2016, na sede do Parque Estadual do Rio Doce, representantes do DER deixaram claro que a variante ou “contorno de Timóteo” refere-se a outra obra, que não foi tratada no âmbito dos recursos da pavimentação de Cava Grande a São José do Goiabal.

Reuniões em Belo Horizonte

Questionado pelo Diário do Aço acerca do problema, o prefeito Douglas Willkys informou que já solicitou agenda com duas secretarias do governo do Estado e também com o novo diretor do DER-MG. “O município irá solicitar um estudo técnico do impacto da alteração do trânsito de curto, médio e longo prazo para tomada das próximas decisões. Em especial para garantir a segurança no trecho em que existem os gabiões”, concluiu o prefeito.

Já publicado

Modelo de concessão das BRs 381 e 262 é aprovado pelo TCU
Pavimentação da MG-760 avança até o distrito de Baixa Verde
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Luciano Souza

02 de agosto, 2021 | 10:26

“Prezado, o que o município tem com isso? não entendi, A obra é estadual. A alça está no projeto, eu entendo que não cabe a prefeitura resolver com obra, mas sim procurar que o acesso seja feito pelo estado, não assim prejudicando o município.”

Jaimar de Castro

02 de agosto, 2021 | 07:40

“Depois de 30 anos de atraso na conclusão da pavimentação do trecho, nenhuma providência foi tomada pela administração municipal, para solucionar o problema do perímetro urbano de Timóteo. A obra vai ser concluída e Timóteo vai ficar prejudicado com o trânsito intenso de carretas pesadas com risco para edificações e transeuntes.”

Envie seu Comentário