Imposto de Importação para o arroz ficará zerado até o fim do ano

Arquivo DA


Vendida a R$ 12 há menos de 30 dias, sacola de cinco quilos já custa quase R$ 26 (em média) e distribuidores afirmam que o alimento vai subir mais

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu nesta quarta-feira (9) zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano.

O anúncio é feito no momento em que há reclamação a respeito da disparada no preço do alimento no mercado interno. A informação oficial é que dois fatores pesam na formação do preço do arroz.

Ao mesmo tempo em que os países asiáticos tiveram queda na produção e nas exportações, por causa da pandemia de covid-19, aumentou a procura dos compradores do arroz brasileiro no exterior. Nesse contexto, o dólar alto levou a uma priorização das exportações em detrimento ao abastecimento do mercado interno pelos produtores brasileiros.

Essa semana, o presidente Jair Bolsonaro pediu aos empresários do setor que "lucro de alimentos seja 'próximo de zero".

Agora, com o imposto de importação zerado, a expectativa é que os distribuidores brasileiros busquem arroz onde houver, para abastecer o mercado interno. A redução temporária está restrita à quota de 400 mil toneladas, incidente no produtos abarcados pelos códigos 1006.10.92 (arroz com casca não parboilizado) e 1006.30.21 (arroz semibranqueado ou branqueado, não parboibilizado) da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

A decisão foi tomada durante a 8ª Reunião Extraordinária do Gecex, por proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Na terça-feira (8), a ministra Tereza Cristina anunciou o pedido ao Gecex e disse que não irá faltar arroz no país. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa, a produção de arroz estimada para a próxima safra (2020/21) é de 12 milhões toneladas, um incremento de 7,2% em relação à safra anterior.

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da Camex, responsável por definir alíquotas de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

O Gecex é integrado pela Presidência da República, pelos Ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Já publicado:
Elevação no preço do arroz deve se manter até 2021, afirma dirigente
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Comentários

Zé das Couves 10 de setembro, 2020 | 15:22
Cleuzeni, igrejas não Produzem, não sao empresas. Muitas prestam caridade a pessoas necessitadas.
Cidadão 10 de setembro, 2020 | 15:15
Não que eu ache que igreja não devesse pagar impostos, mas creio que deveríamos nos preocupar mais com as mamatas de funcionalismo, a "casta" que leva quase 11% de TUDO que esse país produz (não apenas de impostos, 11% do PIB). É aí que mora o buraco desse país.
Cleuzeni Torres 10 de setembro, 2020 | 06:07
Enquanto isso, Congresso perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas. Bolsonaro, que já se posicionou contra taxas pagas pelos templos, tem até 11 de setembro para sancionar ou vetar a medida

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