Com interrupção do funcionamento no Shopping Vale do Aço, seis lojas já encerraram atividades

Gerente-geral afirma que empreendimento está preparado e seguro para reabertura

18/06/2020 às 10:00
Divulgação
Medidas de prevenção à doença foram tomadas, como a disponibilização de álcool em gel

Após a interrupção das atividades no Shopping Vale do Aço, fechado por determinação da Justiça em razão de medidas de prevenção ao novo coronavírus (covid-19), o empreendimento já registrou o fechamento de seis lojas. O gerente-geral, Rafael Martinez, pondera que todas as medidas de prevenção e segurança para a volta das atividades comerciais foram tomadas, não havendo motivos para que siga em vigor a decisão judicial que impeça o funcionamento naquele espaço. O gerente acrescenta que, com a flexibilização do comércio não essencial e das feiras livres itinerantes na cidade, é plausível que a situação do shopping deva ser revista, e o quanto antes. 

Rafael Martinez lembra que o Shopping Vale do Aço é um dos grandes geradores de emprego da região. Entre diretos e indiretos, segundo ele, são aproximadamente 3.500 postos de trabalho. De acordo com o gerente-geral, desde que a pandemia começou, a administração do shopping, juntamente com os empreendedores, tem desenvolvido um trabalho no sentido de reduzir custos para os lojistas.
 
Divulgação
Empreendimento está fechado em razão de determinação judicial
Isenções e reduções

“Desde que a pandemia começou, os custos de fundo de promoção estão suspensos - as verbas de marketing do shopping -, o condomínio foi reduzido em 50%, o aluguel foi isento nos dias que o shopping ficou fechado no mês de março, isento integralmente no mês de abril. No mês de maio demos um desconto de 70% para todos. Vendo esse momento difícil, tentamos criar um cenário que não é o ideal, mas mais confortável para os lojistas e, mesmo assim, seis lojas fecharam desde que a pandemia teve início: Tênis Shoes, Spatifilus, Mundo Verde, Leila Costa, Girl Power e H Kids. Precisamos voltar a funcionar e logo”, afirmou em entrevista ao Diário do Aço.

Com o fechamento dessas lojas, Rafael estima que houve supressão de 100 empregos. “Muitas famílias dependem do empreendimento funcionando para sobreviver e não faz muito sentido, na nossa visão, um tipo de isolamento social onde é liberado alguns segmentos do comércio, similares ao que existe no shopping e não liberar o empreendimento. Hoje temos todas as medidas implementadas, chanceladas por hospitais de referência nacional, como Sírio-Libanês (SP) e Mater Dei (MG), e somos um local seguro, prontos para a reabertura. Hoje conseguimos controlar o número de acesso de pessoas, seguindo os meios possíveis para manter o empreendimento saudável”, assegurou.
 
Preparação

O empreendimento, de acordo com Rafael Martinez, seguiu as diretrizes da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que criou um protocolo de recomendações junto à área de Consultoria dos Hospitais Sírio-Libanês e Mater Dei, com o objetivo de orientar os estabelecimentos para o momento de reabertura. São mais de 20 medidas que visam, dentre outras iniciativas, o reforço na higienização e de proteção para todos os clientes e visitantes.

“Esse protocolo tem sido seguido pelos mais importantes shoppings Brasil afora e todas as medidas estão implementadas aqui no Shopping Vale do Aço, como a distribuição de álcool gel, aferição de temperatura, controle de acesso, uso obrigatório de máscaras e outras medidas elencadas no protocolo, aguardando apenas a autorização das autoridades, tão logo seja possível”, reiterou.
 
Divulgação
Distanciamento deve ser observado na escada rolante
Direitos iguais

O gerente-geral salientou que a reabertura do shopping se faz urgente. “Estamos há mais de 90 dias fechados e nenhuma empresa consegue se manter por tanto tempo assim, com receitas muito próximas a zero. Entendemos que a retomada tem que ser lenta, gradual. Num primeiro momento o cinema e teatro não poderiam, por exemplo, entendemos isso, mas clamamos por direitos iguais. Não faz sentido o comércio de rua funcionar e a gente não. Está mais que comprovado que seguimos protocolos de órgãos sérios, instituições de renome nacional e estamos aptos para a reabertura. A situação de Ipatinga é muito séria, entendemos que a retomada precisa ocorrer no momento oportuno, mas já que a prefeitura sinalizou a flexibilização, não faz sentido o shopping permanecer fechado”, clamou.
 
Entenda

O Shopping Vale do Aço foi fechado no dia 21 de março, por força de decreto municipal publicado devido à pandemia da covid-19, e teve a reabertura autorizada dias depois (em decreto do dia 28 de março), voltando a operar com horário reduzido e restrição de público no dia 2 de maio. Mas em decisão proferida no dia 8 de maio, o juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, Luiz Flávio Ferreira, acatou um pedido de liminar em uma Ação Civil Pública, ingressada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, e suspendeu parcialmente os efeitos do Decreto 9312/2020 baixado pela Prefeitura de Ipatinga no dia 28 de março e interrompendo as atividades naquele local, com algumas exceções. Seguem abertos apenas a Consul, Petico Pet Shop, lotérica e Vacina Vale.
 
Já publicado

Funcionamento do comércio em Ipatinga tem nova flexibilização
Desembargador decide que shopping continuará fechado
Últimas notícias
Big Image
{{ modalData.legenda }}