Com interrupção do funcionamento no Shopping Vale do Aço, seis lojas já encerraram atividades

Gerente-geral afirma que empreendimento está preparado e seguro para reabertura

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Medidas de prevenção à doença foram tomadas, como a disponibilização de álcool em gel

Após a interrupção das atividades no Shopping Vale do Aço, fechado por determinação da Justiça em razão de medidas de prevenção ao novo coronavírus (covid-19), o empreendimento já registrou o fechamento de seis lojas. O gerente-geral, Rafael Martinez, pondera que todas as medidas de prevenção e segurança para a volta das atividades comerciais foram tomadas, não havendo motivos para que siga em vigor a decisão judicial que impeça o funcionamento naquele espaço. O gerente acrescenta que, com a flexibilização do comércio não essencial e das feiras livres itinerantes na cidade, é plausível que a situação do shopping deva ser revista, e o quanto antes. 

Rafael Martinez lembra que o Shopping Vale do Aço é um dos grandes geradores de emprego da região. Entre diretos e indiretos, segundo ele, são aproximadamente 3.500 postos de trabalho. De acordo com o gerente-geral, desde que a pandemia começou, a administração do shopping, juntamente com os empreendedores, tem desenvolvido um trabalho no sentido de reduzir custos para os lojistas.
 
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Empreendimento está fechado em razão de determinação judicial
Isenções e reduções

“Desde que a pandemia começou, os custos de fundo de promoção estão suspensos - as verbas de marketing do shopping -, o condomínio foi reduzido em 50%, o aluguel foi isento nos dias que o shopping ficou fechado no mês de março, isento integralmente no mês de abril. No mês de maio demos um desconto de 70% para todos. Vendo esse momento difícil, tentamos criar um cenário que não é o ideal, mas mais confortável para os lojistas e, mesmo assim, seis lojas fecharam desde que a pandemia teve início: Tênis Shoes, Spatifilus, Mundo Verde, Leila Costa, Girl Power e H Kids. Precisamos voltar a funcionar e logo”, afirmou em entrevista ao Diário do Aço.

Com o fechamento dessas lojas, Rafael estima que houve supressão de 100 empregos. “Muitas famílias dependem do empreendimento funcionando para sobreviver e não faz muito sentido, na nossa visão, um tipo de isolamento social onde é liberado alguns segmentos do comércio, similares ao que existe no shopping e não liberar o empreendimento. Hoje temos todas as medidas implementadas, chanceladas por hospitais de referência nacional, como Sírio-Libanês (SP) e Mater Dei (MG), e somos um local seguro, prontos para a reabertura. Hoje conseguimos controlar o número de acesso de pessoas, seguindo os meios possíveis para manter o empreendimento saudável”, assegurou.
 
Preparação

O empreendimento, de acordo com Rafael Martinez, seguiu as diretrizes da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que criou um protocolo de recomendações junto à área de Consultoria dos Hospitais Sírio-Libanês e Mater Dei, com o objetivo de orientar os estabelecimentos para o momento de reabertura. São mais de 20 medidas que visam, dentre outras iniciativas, o reforço na higienização e de proteção para todos os clientes e visitantes.

“Esse protocolo tem sido seguido pelos mais importantes shoppings Brasil afora e todas as medidas estão implementadas aqui no Shopping Vale do Aço, como a distribuição de álcool gel, aferição de temperatura, controle de acesso, uso obrigatório de máscaras e outras medidas elencadas no protocolo, aguardando apenas a autorização das autoridades, tão logo seja possível”, reiterou.
 
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Distanciamento deve ser observado na escada rolante
Direitos iguais

O gerente-geral salientou que a reabertura do shopping se faz urgente. “Estamos há mais de 90 dias fechados e nenhuma empresa consegue se manter por tanto tempo assim, com receitas muito próximas a zero. Entendemos que a retomada tem que ser lenta, gradual. Num primeiro momento o cinema e teatro não poderiam, por exemplo, entendemos isso, mas clamamos por direitos iguais. Não faz sentido o comércio de rua funcionar e a gente não. Está mais que comprovado que seguimos protocolos de órgãos sérios, instituições de renome nacional e estamos aptos para a reabertura. A situação de Ipatinga é muito séria, entendemos que a retomada precisa ocorrer no momento oportuno, mas já que a prefeitura sinalizou a flexibilização, não faz sentido o shopping permanecer fechado”, clamou.
 
Entenda

O Shopping Vale do Aço foi fechado no dia 21 de março, por força de decreto municipal publicado devido à pandemia da covid-19, e teve a reabertura autorizada dias depois (em decreto do dia 28 de março), voltando a operar com horário reduzido e restrição de público no dia 2 de maio. Mas em decisão proferida no dia 8 de maio, o juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipatinga, Luiz Flávio Ferreira, acatou um pedido de liminar em uma Ação Civil Pública, ingressada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, e suspendeu parcialmente os efeitos do Decreto 9312/2020 baixado pela Prefeitura de Ipatinga no dia 28 de março e interrompendo as atividades naquele local, com algumas exceções. Seguem abertos apenas a Consul, Petico Pet Shop, lotérica e Vacina Vale.
 
Já publicado

Funcionamento do comércio em Ipatinga tem nova flexibilização
Desembargador decide que shopping continuará fechado
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Comentários

Ipatinga Colapsando 18 de junho, 2020 | 18:22
Os comerciantes deveriam convocar um protesto na porta do forum junto com os oportunistas politiqueiros, de preferência os mesmos que foram na porta da prefeitura.
#FechaTudoJá
Sebastião Matildes 18 de junho, 2020 | 17:27
O maior problema do Brasil são cidades que não tem renda para seu próprio sustento dependem da união, também os autos salários mais os penduricalhos e os acesores e secretários que ganhão mais que os trabalhadores que produz riquezas neste país. Se não fosse isso o governo tinha condisso de sustentar o povo em casa até passa esta pandemia.
Sérgio a Mendes 18 de junho, 2020 | 16:31
E fácil apontar o dedo e achar o culpado. A população está certinho, né?? Vão ao supermercado só um membro da família, usam as máscaras e álcool gel. Não reúne para um churrasco em família e amigos nos finais de semana. Lembrando que no dia das mães, foi o dia em que vi todos os modelo e tipo de carro passado no meu bairro. E vem com essa que o culpado seja apenas um sugeito? A responsabilidade é de todos.
Bruno 18 de junho, 2020 | 15:28
As pessoas tem que entender que se nao pegar esse vírus esse ano vai ano que vem e por aí vai, o vírus não vai sumir, E AI tudo vai ficar fechado pro resto da vida???
Ricardo Moll 18 de junho, 2020 | 12:37
O fator principal não é o VÍRUS, e sim falta de preparação dos Hospitais, para darem suporte ao Devido funcionamento do comércio e indústrias, e utilizando a verticalização como melhor Forma de Unir as necessidades, tanto da vida financeira das pessoas, quanto da saúde.
Jose Ataliba 18 de junho, 2020 | 11:46
BOLSONARO "rouba", mas faz.

"ESQUERDA" "rouba" e não faz; e ainda faz a população sofrer.
Sebastião 18 de junho, 2020 | 11:44
Culpa é dos políticos e não do vírus.

Tanta mentirada, tanta politicagem atoa.

No final da historia, o Povo só se ferrando, como sempre.

Enquanto isso, os ricos dentro de casa recebendo do "governo"; e povo mais pobre e os empresários, cada vez mais endividado.

Quem gira esse pais são as pessoas mais humildes e os pequenos empresários, não os políticos.

Tomara que um dia o povo deixa de ser bobo e de acreditar no que politico fala, quem devia ditar as regras não são os políticos, mas sim a maioria do povo.



Bumpy 18 de junho, 2020 | 10:31
Pessoal, a culpa é do vírus. Não temos escolha!

Cidades que liberaram Shoppings foram obrigados a fechar novamente depois da decolagem dos números.
Ninguém ganha nada com shopping fechado, só se perde, parem de politizar tudo!!

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