Golpe do Hospital dá prejuízo de R$ 2.980

Mulher que está com paciente hospitalizado em Ipatinga foi alvo de estelionatário

A polícia investiga a ação de criminosos que lesaram em quase R$ 3 mil uma mulher que está com um familiar hospitalizado em Ipatinga. O estelionatário se passou por médico e conseguiu enganar a filha de um paciente internado. Ele alegou que precisava do dinheiro para continuar o tratamento do pai desta mulher.

Em nota, a assessoria do Hospital Márcio Cunha reafirma que todo atendimento feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito, e isso inclui serviços de internação, medicamentos, entre outros. Nenhuma cobrança do hospital e da Fundação São Francisco Xavier é realizada por meio de depósitos bancários, tampouco na conta de terceiros.

No caso dos conveniados, os sobre pagamentos serão sempre tratados pessoalmente no quarto do paciente ou nos Postos de Enfermagem, pela secretária ou pela equipe de enfermagem. Todo e qualquer pagamento somente deve ser efetuado pessoalmente pelo acompanhante ou paciente nos caixas do hospital. "Nunca deposite pagamentos de atendimentos realizados no HMC em contas bancárias de terceiros", conclui a nota.

No caso mais recente, registrado na noite de quarta-feira (13), conforme relatou a mulher de 40 anos, o pai está hospitalizado e ela recebeu um telefonema de um homem que se identificou como “Dr. Paulo”. O criminoso disse ser o responsável pela medicação ao paciente hospitalizado e alegou que precisava de R$ 2.980 para cobrir parte dos medicamentos usados no tratamento. A filha acreditou na história e de imediato fez o depósito da quantia na conta de uma mulher identificada como Alessandra Almeida Sobral, no banco Santander.

A vítima, depois de algumas horas do depósito, achou estranho o procedimento e procurou se informar sobre o fato. Neste momento é que ela descobriu ter sido enganada por um golpista, que contou com a ajuda de uma tal “Bruna” que disse ser secretária do médico. O caso foi registrado e encaminhado para a Polícia Civil. Os golpes que envolvem pacientes hospitalizados têm se repetido no Vale do Aço e em outros lugares.

Desde 2016 o HMC alerta às pessoas sobre a ação de golpistas junto a parentes de pacientes em tratamento, conforme publicado na reportagem “Hospital Márcio Cunha, alerta a pacientes e familiares sobre golpistas”.
Já, em 22 de fevereiro desse ano, o jornal alertava sobre casos ocorridos no hospital na reportagem “Tentativa de Golpe do Hospital é investigada em Ipatinga”, que narra a situação de duas vítimas, uma lesada pelos estelionatários e outra que escapou.
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Comentários

Irinaldo Jose 15 de maio, 2020 | 19:27
Quem planta corrupção colhe isso dai brasil golpe ue
Cidy 15 de maio, 2020 | 13:22
Gente a vítima está vulnerável devido a saúde do ente querido não tem como saber se quem está comunicando é alguém com falta de caráter. Em 2018 também recebi um telefonema de alguém se passando por funcionários do HMC pedindo colaboração. Não cai no golpe por não tenho dinheiro se tivesse ficaria sem. O Gaeco que tem investigar esses funcionarios e a direção do HMC tomar medidas mais enérgica com visitas que às vezes não é parente do paciente e finge fazer visitas e com acompanhantes e cuidadoras também tem muitos gente malandra nessa Vale do Aço.
Curto e Franco 15 de maio, 2020 | 11:28
Aproveitando essa materia , acho um absurdo esse plano do usi saude do Hmc , meu pai e aposentado da usiminas , e paga um valor absurdo de mensalidade , pois um dia que sofreu uma queda e fraturou o punho da mao , o Hmc ainda cobrou 1032 , 00 reais pelas dispesas hospitalares , agora fica a pergunta , pra que serve esse usi saude ?
Edgar Pacheco Mariotte 15 de maio, 2020 | 00:52
Tenho lido muito as reportagens anteriores,o hospital Márcio cunha já havia alertado alguns fatos semelhantes , mas mesmo assim as pessoas acaba caindo nesses golpes!
Cristiña 14 de maio, 2020 | 20:06
Meu ex colega de trabalho na Usiminas JG também passou por golpe dentro do HMC. Passou por cirurgia ortopédica e teve que pagar pelo colete.Sendo que estava internado pelo SUS. Não estou acusando ninguém, mas a impressão que a gente que está de fora da situação observar que alguém dentro do hospital ou que vai fazer visita fica sabendo de dados dos pacientes e repassam para bandidos.

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