Presos por estelionato em operação da PC pagam fiança na Justiça e saem da cadeia

No dia 27 de novembro, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, cada um, o trio recebeu a liberdade provisória e agora respondem em liberdade

01/12/2019 às 09:00
Divulgação PCMG
Cada um dos três presos pagou R$ 3 mil em fiança e recebeu liberdade provisória

Mediante pagamento de fiança, arbitrada pelo Judiciário, foram soltos, provisoriamente, os dois homens e uma mulher, presos no dia 21 de novembro em uma operação da Polícia Civil de Santana do Paraíso, por suspeita de envolvimento com uma quadrilha especializada em golpe em fornecedores de supermercados. O rombo provocado pela quadrilha pode passar de R$ 2 milhões. Além dos três presos outras pessoas, que podem ter envolvimento com o grupo, são investigadas.

No dia 21, ao descobrir no bairro Bethânia, em Ipatinga, o local onde a quadrilha guardava grande quantidade de produtos de mercearia e supermercados, como material de limpeza e carnes congeladas, dois homens foram presos no local. A mulher de um deles também foi presa como cúmplice, uma vez que na residência do casal havia mercadorias de origem ilegal. Entretanto, no dia 27 de novembro, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil, cada um, o trio recebeu a liberdade provisória e agora respondem em liberdade.

Na época da prisão, o delegado de Polícia Civil, Bruno Morato, informou ao Diário do Aço que a quadrilha agia da seguinte forma. Primeiramente conseguia números do  Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), fornecidos no mercado igualmente criminoso. Com os dados do “CNPJ quente”, fazia compras, às vezes em pequenas quantidades, para ganhar a confiança do fornecedor e, às vezes, em grandes quantidades. A mercadoria era entregue em um galpão e, depois, transferida para outro local, de onde era redistribuída para varejistas. Nesse meio tempo, os compradores sumiam, deixando os fornecedores com o prejuízo sem o pagamento das faturas. No último caso rastreado pela PC, uma carga foi entregue em um galpão, no bairro Industrial, e localizada depois em um galpão, no bairro Bethânia, em Ipatinga.

O estelionato foi descoberto quando alguns representantes comerciais de empresas atacadistas registraram queixa na Delegacia de Santana do Paraíso. Depois de publicada a primeira reportagem acerca do golpe, o delegado Bruno Morato conta que outras vítimas surgiram com o mesmo relato, o que leva a polícia a acreditar que a quadrilha agia há mais tempo e o prejuízo pode passar de R$ 2 milhões.

Conforme a PC, o caso ainda está em investigação e novas diligências estão sendo feitas. Quem eventualmente foi vítima de golpe dessa natureza deve procurar a Polícia Civil e relatar o caso.
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