Paralisação geral em hospital de Timóteo continua marcada para amanhã

Conforme já publicado pelo Diário do Aço, há cinco meses os médicos do HMVB não recebem os honorários relativos aos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Alex Ferreira


Representantes do Hospital Vital Brazil/São Camilo participaram de negociações na sede da Secretaria Estadual de Saúde

O risco do Hospital Vital Brazil/São Camilo (HMVB), em Timóteo, suspender os atendimentos de forma geral a partir desta sexta-feira (1) ainda existe. O advogado do corpo clínico da unidade, Maicon Reis, informou ao Diário do Aço que, até o fim da tarde desta quarta-feira (30), não havia recebido propostas para que fosse resolvido o problema do atraso do pagamento dos médicos. A expectativa é que uma solução seja apresentada ao corpo clínico nesta quinta-feira (31).

Conforme já publicado pelo Diário do Aço, há cinco meses os médicos do HMVB não recebem os honorários relativos aos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por causa disso, a equipe de médicos poderá paralisar os atendimentos a partir desta sexta-feira (1), caso uma solução não seja apresentada.

Há preocupação de autoridades da área da saúde na região, porque o fechamento do hospital poderá impactar toda a rede hospitalar do Vale do Aço, principalmente a maternidade. Com o serviço fechado em Timóteo somente a maternidade do hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, teria que atender à demanda regional de partos.

O anúncio da paralisação dos serviços do Vital Brazil foi feito pelo advogado dos médicos no dia 25 deste mês, quando o profissional informou que a mantenedora do HMVB, Sociedade Beneficente São Camilo, justifica o atraso dos pagamentos médicos pela falta de repasse de alguns valores pelo governo estadual. “E coincidentemente, o valor pendente do estado é relativo aos cinco meses de honorários. Portanto, a São Camilo dá prioridade para o pagamento de outras demandas, como empregados e fornecedores essenciais. O pagamento dos honorários médicos relativo ao plano de saúde é feito, mas é um valor muito inferior em relação ao atendimento do SUS. Ou seja, o médico está atendendo urgência e emergência e não está recebendo há cinco meses, e o contrato dele não é com o estado, é com a mantenedora do hospital”, afirmou.

Maicon Reis também destacou que se houver a paralisação do corpo clínico, os médicos continuarão com os atendimentos aos pacientes já internados. “No entanto, não vão colocar mais pessoas para dentro da unidade. Vale destacar que isso não é greve. Os médicos são prestadores de serviço do hospital, se eles não recebem, a mantenedora não pode exigir que eles continuem prestando serviço, ainda mais eles que estão há cinco meses sem receber”, pontuou.

Programação de pagamento

Procurada pelo Diário do Aço nesta quarta-feira (30), a assessoria de Comunicação da mantedora do HMVB informou, por meio de nota, que a diretoria administrativa do hospital e a diretoria clínica estiveram na Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesses últimos dois dias, para definição dos pagamentos em atraso pelo Estado ao HMVB. “Conforme acordado nesta reunião, a SES-MG enviará a programação de pagamento e a possibilidade de liquidez imediata de parte dos valores atrasados ainda nesta semana. Os representantes do hospital, incluindo o corpo clínico, têm participado de negociações com o subsecretário de Estado da Saúde, Marcílio Magalhães, visando o pagamento e a definição do cronograma. Assim que o repasse pelo Governo de Minas Gerais dos valores em atraso pelos serviços prestados pelo HMVB forem efetuados, os médicos receberão na mesma proporcionalidade os seus pagamentos também em atraso”, concluiu a nota.

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