Defesa vai recorrer de prisão preventiva de vereador que matou prefeito

Desde terça-feira, o vereador encontra-se recolhido ao sistema prisional do Estado do Espírito Santo, à disposição da Justiça de Minas Gerais

Reprodução de vídeo


O advogado Evaldo Braga da Silva atua na defesa de Marquinho do Depósito

O advogado que atua na defesa do vereador Marcos Alves de Lima, o Marquinho do Depósito, vai recorrer da decisão da Justiça da Comarca de Açucena, que na segunda-feira (15) decretou a prisão preventiva do seu cliente.

Marquinho é autor confesso do assassinato, a tiros, do prefeito de Naque, Hélio Pinto de Carvalho, o Hélio da Fazendinha, na manhã de sábado (13).

Para o advogado, Evaldo Braga da Silva, a decretação da prisão preventiva foi arbitrária e ilegal, pois a juíza que concedeu a liberdade provisória, depois da prisão de Marquinho, na comarca de Governador Valadares, o fez depois de uma Audiência de Custódia, em que avaliou todas as condições pessoais e entendeu que era possível o seu cliente responder em liberdade pelo crime que confessou. “A decisão anterior foi ignorada e vamos questionar isso”, afirmou o advogado.

Desde terça-feira, o vereador encontra-se recolhido ao sistema prisional do Estado do Espírito Santo, à disposição da Justiça de Minas Gerais. Deverá ser trazido ainda essa semana para o sistema prisional no Vale do Aço.

Quanto à ida de Marquinho do Depósito para Vitória (ES), o advogado afirmou que o seu cliente saiu de Naque por temer represálias diante da comoção que o caso criou. “Eram muitos os comentários segundo os quais pessoas disseram que poderiam destruir o depósito de materiais de construção da família, enquanto outros falavam em incêndio na residência dele. Então o vereador veio até a defesa e argumentou que, com a decisão de sua liberdade provisória, ele iria para a casa irmã, no Espírito Santo, e lá permaneceria até o fim de semana, para que as coisas se acalmassem. Ele também pensa em um novo endereço para ficar com a família enquanto o inquérito está em andamento”, detalhou o advogado.

Quanto aos cabelos pintados, Evaldo Braga afirma que essa foi uma decisão da esposa do vereador. “Ela me relatou que propôs a ele a reconstrução da vida deles, de forma diferente, e decidiu que pintaria o cabelo, que estava grisalho. Não existe nada de plano de fuga. Marcos não tem visto para entrar em qualquer país, não estava com passaporte e portava apenas sua carteira de identidade”, concluiu.

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