Audiência de instrução e julgamento tem desfecho adiado

"O que esperamos é interrogar os réus e viabilizar o julgamento", diz promotor

Bruna Lage


Audiência no Fórum: caso envolvendo vereadores de Ipatinga tem andamento na Justiça
Atualizada às 21h45 14/06
Terminou há pouco a audiência de instrução e julgamento, realizada na 1ª Vara Criminal, cujo início se deu por volta das 13h30. Por volta das 18h, ainda havia uma quantidade significativa de pessoas aguardando sua vez para depor. As alegações finais e sentença serão dadas posteriormente. Foram chamados a depor, no Fórum Valéria Vieira Alves, 11 réus e diversas testemunhas, entre eles, os ex-vereadores de Ipatinga Luiz Márcio (PTC), Rogério Bento, Rogerinho (sem partido) e Paulo Reis (Pros), além do ex-chefe de gabinete deste, Ivan Menezes, exonerado dias depois de sua prisão. Eles chegaram em uma van do sistema prisional e vestiam roupas comuns, além de não usarem algemas.

Antes do início dos trabalhos, o promotor Francisco Ângelo explicou que os ex-vereadores, testemunhas e defesa seriam ouvidos para que as provas fossem revalidadas. “Toda prova que é feita na fase de investigação, por lei, deve ser revalidada em juízo. Dessa forma, se dá oportunidade às partes de questionar, falar e produzir provas. "O que esperamos é interrogar os réus e viabilizar o julgamento. Tomara que possamos avançar bem. São 11 réus, fora as testemunhas arroladas”, estimou o promotor. Entretanto, as testemunhas começaram a depor por volta das 17h, sendo os depoimentos estendidos até a noite.

São investigados no âmbito da Operação Dolos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Luiz Márcio, Osimar Barbosa, o Masinho (PSC), Paulo Reis, José Geraldo Andrade (Avante), Rogério Antônio Bento, o Rogerinho, Wanderson Gandra (PSC) e o vereador Gilmar Ferreira Lopes, o Gilmarzinho (PTC), além da filha dele, Gilcelia de Oliveira Lopes Daniel, que atuava no gabinete do pai mesmo sem ser nomeada.

Desses, Andrade foi o único liberado da cadeia após pagamento de fiança e assinatura de um ajustamento de conduta com o Ministério Público para o pagamento de multas. Apenas Masinho e Gilmarzinho ainda não apresentaram pedido de renúncia. E ainda como vereadores, eles estão sujeitos a serem processados pela própria Câmara. Além dos dois vereadores e ex-vereadores, estão presos Ivan Menezes (gabinete de Paulo Reis) e Rodrigo Vieira Ramalho (gabinete de Masinho), acusados pelo MP de serem operadores de um esquema de recolhimento de parte dos salários dos assessores de gabinete na Câmara, uso de assessores fantasmas, entre outros delitos.

Os vereadores, ex-vereadores e assessores são acusados dos crimes de peculato, falsidade ideológica, concussão e lavagem de dinheiro. Alguns deles ainda respondem por ameaças e tentativa de obstrução da Justiça por dificultar as investigações do Gaeco. Luiz Márcio teve o mandato cassado pela comissão processante da Câmara e teve seus direitos políticos suspensos.

A defesa do ex-vereador Luiz Márcio requereu a revogação da prisão preventiva, por entender que os motivos que ensejaram a mesma foram superados.

Investigação
Informações de bastidores dão conta de que o Gaeco solicitou à Câmara mais documentos. Tais informações são do gabinete de um parlamentar que ainda não teve seu nome confirmado, até o momento.

Já publicado:
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