Vereador Wanderson Gandra presta depoimento ao MP

Preso preventivamente, vereador foi ouvido a respeito de recolhimento de dinheiro de assessores; na saída houve agressão de irmãos dele contra profissionais da imprensa

Wôlmer Ezequiel


Gandra, com uniforme do sistema prisional, é escoltado por agentes do Estado

O vereador Wanderson Gandra (PSC), que está preso há uma semana, na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (27), na sede do Ministério Público, no Centro de Ipatinga. Promotores e delegados integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) participaram da coleta de depoimento.

Após isso, Wanderson Gandra foi conduzido de volta para a PDMC. Com o cabelo raspado, algemado pelos pés e mãos e vestindo roupa do sistema prisional, o vereador foi transportado, na vinda e na volta, no cofre de uma viatura. A denúncia contra o vereador será oferecida à Justiça ainda nessa semana, conforme os promotores.

Wanderson Gandra é um dos quatro vereadores investigados na Operação Dolos por mau uso do dinheiro público em gabinetes da Câmara de Ipatinga. Entre os crimes praticados estão, peculato, falsidade ideológica, concussão e lavagem de dinheiro.

Agressões
No momento que Wanderson Gandra deixou o prédio do Ministério Público, na rua São João Del Rei, conduzido por agentes penitenciários, os irmãos do vereador tentaram atrapalhar as fotografias e filmagens feitas por profissionais da imprensa, que estavam no local. Um deles chegou a puxar a câmera da mão de um fotojornalista, com o intuito de quebrar o equipamento. A câmera estava travada pela alça e o agressor não conseguiu tomar o equipamento.

Enquanto isso, outro irmão tentou impedir que um profissional de televisão fizesse as imagens. Ele tirou a própria camisa e a utilizou para atrapalhar a gravação do jornalista. Sem conseguir, tentou agredir o jornalista, que ficou de registrar ocorrência policial.

Além dessas tentativas de atrapalhar o registro de imagens, os irmãos de Gandra também usaram telefones para gravar imagens dos profissionais da imprensa, como forma de intimidá-los.

Investigado
Na quinta-feira (21) passada, os integrantes do Gaeco concederam uma entrevista coletiva para explicar o andamento da Operação Dolos e a prisão do vereador Wanderson Gandra. Nesse dia, o promotor de Justiça, Francisco Ângelo, informou que após as buscas e apreensões na Câmara de Ipatinga, realizada no dia 15, os integrantes do Gaeco receberam informações, segundo as quais, o vereador Wanderson Gandra teria organizado uma reunião, nos dias seguintes, com seus assessores para discutir os próximos passos, além de fazer ameaças contra os servidores para não revelarem certas informações, no âmbito das investigações.

"Percebemos que houve uma movimentação com a participação do vereador, para tentar alinhar os depoimentos entre seus assessores. Também houve a tentativa de supressão de provas materiais, como planilhas, mas que, por outras vias, chegaram ao Ministério Público", detalhou.

Wôlmer Ezequiel


Irmão do vereador (sem camisa) tenta impedir trabalho de repórter que cobria depoimento no MP

Fundos
Conforme Francisco Ângelo, as provas indicam que, além do recolhimento de parte do salário dos assessores, com a desculpa de igualar os pagamentos entre os funcionários, descobriu-se que, no gabinete de Gandra, existia dois tipos de fundos de verba.

"Tinha um fundo de campanha para eleições futuras, que possuía um valor maior, mas ele tinha completa gestão disso, utilizando-o também para fins pessoais. E tinha outro fundo para custear salários e custeios de objetos pessoais pertencentes à própria empresa do vereador Gandra", informou.

Prisão
Com base nas informações coletadas após a operação na Câmara de Ipatinga e em outras apurações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra Wanderson Gandra, que foi preso no dia 20 desse mês, na Câmara de Ipatinga.

Além de Gandra, já estão presos preventivamente, os vereadores Luiz Márcio (PTC), Rogerinho (PSL), além do assessor parlamentar Ivan Menezes Teixeira, ligado ao gabinete do vereador Paulo Reis (Pros), também com um mandado de prisão preventiva expedido contra ele. Até o fechamento desta edição, o parlamentar não havia sido encontrado. Paulo é marido da deputada estadual Rosângela Reis.

Já publicado:
Justiça nega habeas corpus para o vereador Luiz Márcio
Paulo Reis é considerado foragido; Gaeco atualiza informações de investigação contra parlamentares em Ipatinga

Vereador Wanderson Gandra presta depoimento na sede do MP, em Ipatinga

Comentários

Palhao 28 de Fevereiro, 2019 | 10:21
Respondendo o leitor LUAN, que e pós graduado em Politicas Publicas: Meu amigo, durmo tranquilo, por que a mais de 4 anos, não voto pra nada e nem em ninguém, talvez você não se recorda, mais NÃO VOTO NA CIDADE DE IPATINGA, então o vereador que você cita ( que nem sei de quantas são) nem sei quem e kkkkkk Não saio de MG, para votar no ES jamais. Parabéns que o seu não esta junto a esta corja de ladrão, e sinal que valeu todos os estudos sobre Politica Publica, pelo menos você não "compactua" com coisas erradas, certo? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Selma Alves de Oliveira Santos 28 de Fevereiro, 2019 | 09:02
Que roupa linda a desse senhor
Luan 28 de Fevereiro, 2019 | 07:40
Agora é aguardar as próximas prisões, afinal e explicito que não é somente estes quatro que ja tiveram seus crimes comprovados, que devem ir pra cadeia.
Fica claro para aqueles que estão no mundo do crime afinal c estão fazendo valer a lei pra colarinho branco imagina pra vcs que roubam, traficam e matam? ESTOU CERTO "PALHAÇO" o entendido das coisas policiais? Há" PALHAÇO" o meu vereador não estará nesta jã o seu eu tenho dúvidas por que ele adora um varejinho.
Soares 28 de Fevereiro, 2019 | 06:28
q imagem linda.ver bandido atrás das grades este é o pior tipo q engana roubar como se fosse um cidadão do bem
Joao 27 de Fevereiro, 2019 | 23:53
Cadê o Paulo Rosangela reis??
Abroba 27 de Fevereiro, 2019 | 22:15
Falso profeta se fudeu
Gilson 27 de Fevereiro, 2019 | 21:57
O Queiroz e o Flávio continua soltos. Fizeram pior que esses.
Palhao 27 de Fevereiro, 2019 | 16:20
O irmão deveria ser detido também, fazendo graça. Ladrão e ladrão e pronto.

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