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11 de novembro, de 2014 | 20:44

Aperam fatura US$ 1,3 bi

Em anúncio de resultado, presidente da Aperam comunica que deixará o cargo em dezembro


TIMÓTEO – Em sua última entrevista para balanço de resultados, como presidente da Aperam South America, Clênio Guimarães, apresentou um histórico de lucros e investimentos da empresa nos últimos anos, em encontro com a imprensa regional na tarde desta terça-feira. Após anunciar o faturamento em 2013 da Aperam mundial em US$ 5,1 bilhões, da Aperam South America, em US$ 1,3 bilhão e outros US$ 80 milhões da Aperam Bioenergia, Clênio Guimarães, anunciou que deixa a presidência da empresa em Timóteo no dia 1º de dezembro. Seu posto será ocupado pelo diretor comercial, Frederico Ayres Lima, 42 anos.

O presidente apresentou os números de investimentos, produção, faturamento, arrecadação de impostos e ações sociais na entrevista concedida na sede da Fundação Aperam. Na ocasião, ele adiantou que em 2015 os números da siderúrgica devem seguir a mesma média deste ano. “Trabalhando com PIB de 1% para o próximo ano, consideramos que o nosso processo de produção será semelhante ao de 2014, nas três famílias de aço (inoxidáveis, de grão orientado e de grão não orientado)”, disse o presidente.

A empresa fechou 2013 com um crescimento de quase 7% em relação ao ano anterior, registrando uma receita líquida de R$ 2,9 bilhões. Já o volume de vendas foi superior em 5% na comparação com 2012. Em relação ao próximo ano, Clênio Guimarães afirmou que o câmbio ideal deveria estar no valor acima do atual. Para ele, a expectativa do dólar em 2015, entre R$ 2,4 a R$ 2,5, ajuda razoavelmente no processo para evitar importações. “Entretanto acho que ainda não é suficiente. O dólar adequado deveria estar na casa de R$ 2,6 a R$ 2,7”, disse.

Diante da atual realidade econômica, Clênio Guimarães destaca a necessidade de reduzir custos da produção nacional. “Temos que fazer muito neste país para reduzir o custo Brasil, com logística, regulamentação, impostos. Temos muito que fazer para tornar esse país competitivo e acima de tudo fazer com que as gerações futuras e qualificadas tenham bons empregos”, frisou o presidente.

Inovação
Em sua explanação, o presidente disse que o consumo de aço inox no Brasil per capita é muito pequeno: 1,7 quilo por habitante ao ano. “A Europa está na casa de 4,5 quilos por habitante/ano e a China chega a 7 quilos por habitante/ano”, informou. Para sobreviver neste cenário, a Aperam investe em novos produtos. Em 2014, foram aprovados investimentos da ordem de US$ 26 milhões em atualização de portfólio e modernização de equipamentos, que serão implementados ao longo dos próximos meses, com previsão de conclusão em dezembro de 2015.

Para começar a produzir em 2016 o HGO (High Permeability GO), um aço nobre, de alta permeabilidade e ainda maior eficiência energética, serão destinados U$ 17 milhões. A Aperam será a primeira produtora de aço nacional a ter o produto em seu portfólio, com foco no mercado brasileiro. As projeções indicam a demanda atual do produto em 10 mil toneladas ao ano.

Outro investimento relevante será feito no revamping (modernização) do laminador de bobinas número 1. Serão destinados US$ 9 milhões para melhorar a confiabilidade e produtividade do equipamento com o aumento da velocidade de laminação, resultando em 20 mil toneladas/ano a mais na capacidade produtiva da planta, que equivale a 5% da capacidade atual. “Considero que novas aplicações com produtos de inox ajudarão esse aumento de consumo per capita do país. Considero que temos muito espaço. O aço inoxidável é um produto bonito, de baixo custo de manutenção e vai efetivamente melhorar as condições de vida das pessoas”, ressaltou.

Ferroviário
Entre os exemplos de novos produtos mostrados pelo presidente está a construção de vagões em inox para a Vale. Atualmente 15% dos 12 mil vagões da empresa no Sudeste já são feitos com esse produto. “Ele tem 21 anos de vida útil e seu peso reduz em 1,5 tonelada por vagão”, pontuou. A empresa também já produziu 9 mil toneladas de aço especial para atender o Pré-sal, com mais resistência mecânica e à corrosão. “Essas aplicações trazem boas oportunidades para uma família de aço inox que chamamos de aços especiais. A cadeia de petróleo e gás é muito importante, por isso estamos investindo nesta área também”, salientou o presidente.

JÁ PUBLICADO SOBRE SIDERURGIA: A saída é o mercado local - 05/11/2014

Contratações

Divulgação


Frederico Ayres Lima


Em relação aos recursos humanos durante a apresentação, Clênio Guimarães informou que neste ano foram feitas 350 novas contratações. Ele adianta que a empresa manterá a política de substituir funcionários aposentados por profissionais mais jovens. “Temos empregados que estão se aposentando, fazemos rodízio colocando pessoas jovens que conduzirão essa empresa nos próximos anos. Acredito que vamos continuar esse processo de renovação no próximo ano também”, afirmou o presidente.

A Aperam South America conta hoje com 3.230 empregados próprios, incluindo os da indústria e os da BioEnergia. Os terceirizados ligados à produção são aproximadamente 500 pessoas, totalizando pouco mais de 3.700 pessoas.

A planta de Timóteo tem capacidade para produção de 670 mil toneladas de produtos em aços inoxidáveis, os aços elétricos (de grãos orientados e não orientados) e os aços ao carbono que fazem parte do mix de produtos da empresa. O volume médio produzido e comercializado nos últimos anos é de 650 mil toneladas, total correspondente a 97% do total da capacidade plena da usina.

Legados ao sucessor

O presidente da Aperam South America, Clênio Guimarães, deixa a empresa após 34 anos de uma sólida carreira. A partir de 1º de dezembro, Frederico Ayres Lima assume como COO (Chief Operating Officer). Em sua trajetória, Clênio Guimarães passou por diversas áreas, até ser nomeado presidente, em dezembro de 2010.

O novo presidente tem 42 anos e é diretor comercial da Aperam South America desde 2009. Com 18 anos de experiência na indústria de aço inoxidável, ocupou diversas posições no Brasil e na Europa, nas áreas de eficiência operacional, assistência técnica, produção, logística, exportação e comercial. Frederico Ayres Lima é Engenheiro e Mestre em Ciências, graduado em Metalurgia pela Universidade Federal de Minas Gerais e com MBA Executivo em Gestão Internacional pela Fundação Getúlio Vargas.

Sobre o legado deixado ao novo presidente, Clênio Guimarães destacou a aprovação dos três antidumpings de aço inoxidáveis, com validade até 2018. “Eles são importante para evitar prática desleal de comércio e uma grande alavanca que ajudará a empresa. Dois projetos novos e equipe bem treinada são legados importantes. Ele terá uma boa liderança”, resumiu o presidente. 
 

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Comentários

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José Maria

03 de outubro, 2020 | 16:02

“Tudo com sacrifício da população, Empresa APERAM vende marketing em sustentabilidade das operações, quando na realidade a cidade de Timóteo/MG, abarrotada de poluição diariamente: pó preto, vermelho e branco. Além do ruído diário acima de 60dB. Uma grande mentira. Obrigando a população a uma a limpeza diária e gastos exorbitantes com água. Onde o mundo recomenda economia. Tudo FAKE NEWS para vender mais e enganar seus clientes com Certificações ISO14001 e 18001 somente no papel, não sustenta uma auditoria comprometida com a verdade.
José Maria”

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