08 de julho, de 2026 | 19:03

Ministério Público apura denúncias sobre situação do Colégio Angélica

Denúncias apresentadas há cerca de 40 dias relatam possível subtração do acervo histórico em Coronel Fabriciano

Silvia Miranda / Diário do Aço
Denúncias apresentadas há cerca de 40 dias relatam possível subtração do acervo históricoDenúncias apresentadas há cerca de 40 dias relatam possível subtração do acervo histórico

O Ministério Público instaurou procedimento para apurar denúncias relacionadas à situação de conservação e ao acervo do conjunto arquitetônico do Colégio Angélica, localizado no Centro de Coronel Fabriciano. O caso está em fase de levantamento de informações e documentos técnicos que irão subsidiar a adoção de eventuais medidas pelo órgão.

As denúncias dizem respeito ao estado de conservação do imóvel, tombado como patrimônio histórico, e à preocupação com a preservação de sua estrutura.

Segundo informações apresentadas ao fim de reunião entre representantes do Ministério Público, da Administração Pública, Câmara Municipal e da sociedade civil, o órgão ministerial já solicitou documentos ao município, às Irmãs Carmelitas, antigas proprietárias do imóvel, e à Yellow Star Participação Ltda., empresa ligada ao grupo Coelho Diniz e responsável pela aquisição do prédio.

O caso está sob a responsabilidade da 5ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e Cultural. Caso seja comprovada alguma irregularidade, o Ministério Público poderá propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou ajuizar uma ação civil.

Vistoria solicitada

Durante a reunião com os representantes, ficou definida a solicitação de uma vistoria técnica no Colégio Angélica. A inspeção deverá contar com o apoio de profissionais especializados, entre eles engenheiros e arquitetos, responsáveis por elaborar um diagnóstico das condições estruturais do prédio.

A entrada no imóvel dependerá, no entanto, da autorização do grupo que se tornou proprietário. Caso o acesso não seja autorizado, o município poderá buscar autorização judicial para viabilizar a vistoria, conforme orientação recebida durante a reunião.

Projeto
Durante a reunião, também foi discutido o futuro do imóvel. Conforme informado pelo diretor de Cultura de Coronel Fabriciano, Teco Teixeira houve uma conversa informal com um dos proprietários, que manifestou a intenção de transformar o prédio em um centro comercial. Porém, até o momento, não foi apresentado oficialmente nenhum projeto ao município.

Ainda conforme o diretor, por se tratar de um bem tombado, qualquer intervenção em sua estrutura depende da análise e da autorização dos órgãos competentes, em observância à legislação de proteção ao patrimônio histórico.

A Administração Municipal afirma que permanece à disposição para dialogar com os proprietários e acompanhar o andamento das tratativas relacionadas ao imóvel.

Já publicado:
▪️Colégio Angélica deixa de ser local de votação em Coronel Fabriciano
▪️Preservação do Colégio Angélica ainda sem garantias
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Comentários

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Jj

10 de julho, 2026 | 09:29

“Saudades de um tempo em que o Ministério Público investigava crimes ,fraudes e coisas mais importantes!”

Luiz Sincero

09 de julho, 2026 | 11:19

“Os atuais adquirentes são poderosos, põe prefeito tira prefeito, passam por cima de quem obstrui seus negócios, sonegam impostos e tudo é abafado, só visam lucro e poder e alguém acha que estão preocupados com Patrimônio Histórico Cultural, é o mesmo que acreditar em papai Noel.”

Jose

09 de julho, 2026 | 06:52

“Uma entidade, seja religiosa, social ou outra qualquer, recebe um bem em doação e depois vende e aplica o dinheiro onde bem entender. Esse tipo de doação, quando não servir a finalidade deveria voltar para a comunidade local e não permitir venda!”

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