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23 de maio, de 2026 | 11:12

Fabricianenses temem pela demolição do Colégio Angélica

Silvia Miranda
Prédio está vazio há quatro anos, mantendo apenas segurança e limpezaPrédio está vazio há quatro anos, mantendo apenas segurança e limpeza
Por Silvia Miranda
A notícia da possível venda do antigo Colégio Angélica, no Centro de Coronel Fabriciano, tem provocado medo e insegurança entre moradores quanto à preservação de um dos prédios históricos mais emblemáticos do município. A situação também tem gerado pressão política e um clima de receio diante de possíveis represálias contra quem se posicionar em defesa do patrimônio histórico da cidade.

Relatos de funcionários responsáveis pela manutenção e segurança do imóvel indicam que uma negociação estaria em andamento e que a propriedade será desocupada até o próximo dia 30 de maio. O prédio tem decreto municipal de tombamento como patrimônio histórico e falta concluir o processo em outras esferas.

Há 15 anos, o jornal Diário do Aço acompanha o processo de decadência daquele que é considerado um dos colégios mais tradicionais e arquitetonicamente mais importantes da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA). Inaugurado há 76 anos, o prédio sempre representou imponência e sofisticação arquitetônica no Centro de Coronel Fabriciano.

Histórico


Arquivo histórico
Em 1950, o Arcebispo da Arquidiocese de Mariana, dom Helvécio, lança a pedra fundamental do Colégio Angélica, inaugurado depois em 1952Em 1950, o Arcebispo da Arquidiocese de Mariana, dom Helvécio, lança a pedra fundamental do Colégio Angélica, inaugurado depois em 1952
Em 2011, surgiram as primeiras manifestações da direção acerca do fechamento da instituição, que oferecia educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Posteriormente, mudanças administrativas permitiram a continuidade das atividades com a oferta de cursos técnicos. No entanto, em 2022, o encerramento definitivo foi decretado.
Já em 2023, o Diário do Aço denunciou o estado de abandono da propriedade. Após a repercussão, os responsáveis foram notificados, contribuindo para uma melhora na conservação do local.

Desde o fechamento da escola, as Irmãs Carmelitas, proprietárias do imóvel, deixaram clara a intenção de venda, embora nunca tenham informado valores ou detalhes sobre possíveis negociações. Na semana que passou, porém, voluntários que atuam na reforma da Co-Catedral de São Sebastião, localizada nos fundos do colégio, foram surpreendidos com a doação de equipamentos e mobiliários pertencentes ao colégio.

Denúncia e temores


Um morador de Coronel Fabriciano, que preferiu não se identificar, relatou à reportagem do Diário do Aço ter visto funcionários retirando objetos do colégio no início desta semana. Intrigado com a movimentação, questionou o motivo da retirada. “Contaram que estavam desocupando o local, pois as irmãs comunicaram sobre a mudança. Indaguei sobre o motivo e me informaram sobre a retirada e desligamento dos funcionários no dia 30 de maio, pois um novo proprietário assumiria a propriedade”, relata.

Os funcionários não souberam informar quem seriam os novos proprietários. No entanto, informações que circulam nos bastidores apontam para uma possível negociação com uma rede de supermercados já presente no Vale do Aço.
Sem qualquer confirmação oficial sobre o comprador ou sobre a futura destinação do imóvel, cresce entre os fabricianenses o temor pela demolição do prédio histórico. A ampla área e a localização privilegiada tornam o imóvel altamente cobiçado para empreendimentos comerciais.

Entenda o tombamento do patrimônio


Arquivo histórico
Inaugurado em 1950, o educandário chegou a ser reconhecido como a mais importante escola do Vale do Rio Doce, recebendo alunas de diversas cidades do Leste mineiroInaugurado em 1950, o educandário chegou a ser reconhecido como a mais importante escola do Vale do Rio Doce, recebendo alunas de diversas cidades do Leste mineiro

O professor e historiador Amir José de Melo foi o responsável pelo processo de tombamento municipal do prédio do Colégio Angélica, além de outros bens históricos do município. Segundo ele, todos os procedimentos legais foram devidamente cumpridos para garantir a preservação.

“Eu redigi o dossiê de tombamento, compilei a documentação, obtive pareceres dos conselhos e finalizei o processo com os decretos dos prefeitos da época. O primeiro tombamento ocorreu na gestão da prefeita Rosângela Mendes, e posteriormente houve um decreto disciplinador, assinado pelo então prefeito Marcos Vinicius Bizarro”, detalha.

O historiador reforça que o processo permanece plenamente válido e reconhecido pelos órgãos competentes. “O tombamento municipal é reconhecido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Não há o que discutir. O tombamento está vigente”, afirma.

Conselho


Amir José acrescenta que o município tem um Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural com autonomia deliberativa para agir em defesa do imóvel. “O Conselho tem autonomia e poder deliberativo. Ele pode, inclusive, recorrer à Justiça para impedir qualquer ação que ameace a integridade física das edificações que compõem o Colégio Angélica”, destaca.

Memória afetiva



O historiador Mário de Carvalho Neto lembra que o Colégio Angélica não ocupa apenas a memória, mas também o sentimento afetivo da população fabricianense. Inaugurado em 1950, o educandário chegou a ser reconhecido como a mais importante escola do Vale do Rio Doce, recebendo alunas de diversas cidades do Leste mineiro.

Segundo Mário, o prédio foi projetado pelo então diretor da antiga Acesita, o engenheiro Alderico Rodrigues de Paula. “A edificação apresenta arquitetura eclética, com influência neoclássica e colonial. Para a população da recém-emancipada Coronel Fabriciano, em 1948, aquela construção imponente em meio às pequenas casas era motivo de orgulho”, contextualiza.

O historiador defende que o imóvel deveria ter uma destinação pública e cultural. “A prefeitura poderia ter se empenhado mais na busca de uma utilização cultural para esse espaço, transformando-o em centro cultural com auditório, biblioteca, museu, salas de exposição e oficinas artísticas para a população da cidade-mãe do Vale do Aço”, argumenta.

Manifestação programada para o dia 30



A possibilidade de mudança no destino do imóvel já mobiliza diferentes setores da sociedade. Empresários, ex-alunos, ex-funcionários e moradores articulam um ato público previsto para a manhã do próximo sábado (30), em defesa da preservação do Colégio Angélica.

Já publicado:
Pedido o tombamento integral do Colégio Angélica
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Comentários

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Ajude Salvar a Mata do Morro da Usipa

24 de maio, 2026 | 23:25

“O prefeito ? acha que é dono da cidade, os vereadorzinhos são ? também”

José Agostinho Gomes

24 de maio, 2026 | 22:35

“Este colégio já foi uma boa coisa. As irmãs de hoje não querem dedicar como antigamente. Sugiro que a área atrás da catedral seja uma praça com jardim igual a muitas em outras cidades. O colégio deveria ser usado como uma universidade federal. Fabriciano merece isto. Ipatinga e Timóteo tem as usinas. Mas estas cidades não deixam nada para Fabriciano. Ou os políticos aqui não lutam para trazer nada para Fabri.”

Katia Santiago Soares da Costa

24 de maio, 2026 | 17:23

“Porque o governador não compra pra fazer um colégio militar no centro de Cel Fabriciano o povo que mora no centro ia adorar”

Um Povo Sem Memória é Um Povo Sem...

24 de maio, 2026 | 16:35

“Pobre Coronel Fabriciano, sempre viveu a sombra de duas cidades industrializadas que geravam empregos, receitas e rendas. Não consegue preservar nem o pouco do registro da história que um dia teve. No auge dos anos 80/90 oferecia uma vida noturna marcante na história de Minas Gerais. Sinceramente, para uma cidade que não consegue manter sua história o melhor é que este grande espaço vire um supermercado, quem sabe o futuro proprietário não mantenha a fachada e troque apenas o escrito "Colégio Angélica" por um "Coelho Diniz" ou um "Supermercado BH". E num futuro não distante as viúvas e viúvos saudosamente lembrarão ao passar na porta: "aqui foi um Colegio modelo, que educou muitos filhos e filhas de familias do Vale do Aço"... E numa volta a realidade lembrarão de algo necessário para o presente do tipo "preciso comprar legumes para a janta mais tarde, já vou aproveitar que estou na porta do Angélica e comprar. Que bom que temos um mercado tão bem localizado". E assim a vida continua com as preocupações do dia a dia, bem distante de um passado sem memória.”

Ricardo Pires

24 de maio, 2026 | 16:06

“Resposta ao "?Poca passada". Primeiramente observo que seu seu português revela muito sobre você. Ao Roberto, meus pênsames. Com esse pensamento, você já morreu e não sabe disso. Pessoas que debocham de situações envolvendo patrimônio histórico, memória coletiva ou preocupação social demonstram sua indiferença, são insensíveis ou desrespeitosas diante do valor cultural e afetivo que determinados espaços representam para uma comunidade. Em alguns casos, o deboche também reflete desconhecimento (ignorância mesmo)da importância histórica do bem ou uma postura provocativa voltada apenas à sua ignorância mesmo”

Roberto

24 de maio, 2026 | 14:44

“Tem que vender mesmo, é particular, imagina se fizessem isso com o seu patrimônio? Que a prefeitura compre então e transforme em museu , posto de saúde, hospital etc, mas se for para instalar um supermercado BH, e gerar empregos e renda para município, sou a favor, além ter os supermercados terem concorrências e os preços variáveis e com mais opções de compra! Só manter um memorial com as fotos e recordações, mais que isso não trás progressos nenhum para a cidade!”

Arthur

24 de maio, 2026 | 13:08

“Não sou contra novas construções na parte de tras (quadra) e lateral da escola, tem uma ampla área ali (inclusive uma grande casa abandonada, que também pertencia as Irmãs Carmelitas) cuja entrada se faz pela Rua São Sebastião do lado da catedral. Mas destruir o prédio principal da escola e remover a área verde na frente (que deve ser a única no centro de fabriciano todo) é um crim3 contra a história e a cidade e se houver qualquer tentativa de demolição e alteração dessa visada deve ser investigada pelo Ministério Público. Tem prefeito ai nao?”

Gildázio Garcia Vitor

24 de maio, 2026 | 12:46

“Parabéns pelo comentário, meu grande amigo e Mestre, Manuel Roberto Souto, o Professor-Historiador Beto, com o qual tive a honra e o privilégio de trabalhar no final da década de 1980, na E. E. Raulino Cotta Pacheco, do Bairro Amaro Lanari.
Obrigado por todas as lições, algumas aprendi, outras, ainda espero aprender.”

Justo

24 de maio, 2026 | 12:43

“Fácil resolver isso é unir quem é contra e comprar o imóvel”

?poca Passada

24 de maio, 2026 | 12:41

“Já passou da hora de derrubar esse museu inútil no centro de Fabriciano.Fica esse elegante branco sem serventia nenhuma. Igual o campo do Social sem utilidade nenhuma,quem vive de passado é museu.”

Manuel Roberto Souto

24 de maio, 2026 | 10:11

“Este é mais um ato de irresponsabilidade praticado pelos governos (pois podem impedir este ato). Derrubaram o Grupo Escolar Dom Helvécio para a construção do Supermercado Coelho Diniz, e ninguém falou nada; derrubaram a gameleira, e ninguém falou nada, mesmo que esta árvore centenária tenha documentação de Tombamento para o Patrimônio Histórico, aprovada pela Câmara. Municipal e pela Prefeita Rosangela Mendes. E agora com o fim do Colégio Angélica, não teremos mais nenhum patrimônio histórico importante na cidade. Como historiador, acho esta prática uma violência
contra a memória de nossos pioneiros. Um povo sem memória é um povo fácil de ser dominado, pois seus valores morais, culturais, familiares e religiosos ausentes não lhe permite uma reflexão sobre quem deve governar a cidade. Fica aqui meu protesto quanto à demolição e venda de nosso maior Patrimônio histórico da cidade-mãe do Vale do Aço -Coronel Fabriciano.”

José Roberto de Souza

24 de maio, 2026 | 09:46

“O Colégio Angélica é um cartão postal de Coronel Fabriciano e não sou a favor da demolição. Poderia sim preservar o prédio e transforma-lo num hotel ou alguma instituição cultural. Só não podem deixar o prédio se deteriorar com o tempo. Tem uma área grande pertencente ao Colégio onde ficavam as quadras e áreas recreativas. Essa área sim, poderia ser vendida. Não sei se o Colégio tem alguma capela que também tem que ser preservada. Mas demolir esse lindo prédio histórico sou totalmente contra.”

Josimar

24 de maio, 2026 | 08:30

“Espaço privado. Quem quiser pode ir lá e cobrir a oferta de quem quer comprar.”

Geraldo Magela de Paiva

23 de maio, 2026 | 21:42

“Como morador de nascença de Fabriciano, sou contra mexer na faxada e por seu tombamento municipal. Mas nós que conhecemos a rica história do ex colégio Angélica, e assistindo dia após dia a deterioração da sua fachada e interior, sabíamos que as Irmãs Carmelitas iriam tomar alguma providência a qualquer momento, devido sua inapropriação. O que fico mais triste é saber que o Unileste esteve lá dentro com vários cursos por um tempo, e não foi a frente sem sabermos o real motivo. Já que o Unileste é gerido por instituição católica. Por tudo isso se as Irmãs Carmelitas tomarem tal decisão de vender o ex colégio, respeitando o tombamento da fachada do Colégio conforme está na lei, não vejo problema algum. Já que elas tem o controle de todo o terreno do local. É um assunto muito polêmico e vai dar ainda muito o que falar. Vai dar dor de cabeça para bons Advogados dos dois lados da história. Das Irmãs Carmelitas e da associação dos ex alunos e funcionários do que um dia foi um grande colégio.”

Jorge Dimasceno Musk

23 de maio, 2026 | 20:45

“Eu acredito que tudo começa e termina. As coisas foram feitas para seguirem uma sequência lógica. Do nascimento, vida e morte. Assim é a vida. Acredito que uma solução para este problema seria fazer uma receita de de bolo de cenoura fofinho que é prática e feita no liquidificador, para isso bata 3 ovos, 1 xícara de óleo, 1 xícara e meia de açúcar e 3 cenouras médias picadas por 3 minutos. Misture essa massa em uma tigela com 2 xícaras de farinha e 1 colher de fermento. Asse a 180°C por 40 minutos”

Juan Esteves

23 de maio, 2026 | 19:30

“Que derrubem. Esse prédio não passa de um símbolo da burguesia do vale do aço. Ali só estudou filhos da elite. A classe operária da cidade nunca pôs os pés nem nos jardins desse colégio. Me preocupo mais com as matas que circundam a cidade e estão sendo derrubadas para empreiteiros ambiciosos fazerem novos loteamento.”

Matheus Henrique Neiva

23 de maio, 2026 | 18:06

“A venda de uma escola velha e particular é uma decisão estratégica necessária para o progresso urbano. Em uma cidade sem vocação turística, manter imóveis antigos fechados ou deteriorados bloqueia o desenvolvimento local e não traz retorno financeiro para a população. A preservação histórica só faz sentido quando gera fluxo de visitantes e sustentabilidade econômica, o que não se aplica a este cenário.
A comercialização desse patrimônio privado abre as portas para a inovação que o município tanto precisa. Um novo investidor pode transformar um espaço ocioso em um polo de comércio, serviços ou tecnologia, injetando capital privado na economia local. Essa mudança atrai novas empresas, moderniza a estética do centro urbano e estimula o surgimento de empreendimentos modernos e funcionais.
Além disso, a transformação do local gera benefícios práticos imediatos para toda a comunidade. A movimentação do espaço cria novos postos de trabalho e aumenta a arrecadação de impostos municipais. Esse dinheiro novo pode ser reinvestido em áreas prioritárias para os cidadãos, provando que a inovação e o respeito ao direito de propriedade privada valem muito mais do que o apego a uma estrutura antiga sem utilidade pública.
Uma escola que excluiu pobres e abastados, não merece ficar de pé.”

Maria Margarete

23 de maio, 2026 | 16:02

“Vou dar graças á Deus que vão derrubar esse colégio quando estudei por uns dias fiquei apavorada parecia que tava na prisão, um lugar sombrio e assustador.”

Angela Maria do Carmo

23 de maio, 2026 | 16:00

“? muito triste ver certos comentários, insanos sobre o colégio Angélica. Nunca estudei aí, porém tenho memória da história deste colégio tão importante na vida de muitos que aí passou. Já percebi que aqui no vale do aço o poder público não tem preocupação de conserva a memória, como aqui em Timóteo que demoliram vários prédios antigos se do nem piedade, simplesmente por ganância. Se o povo não acordar pelos acontecimentos terá simplesmente uma cidade sem memória,e os que viram não terá histórias para contar.”

Gildázio Garcia Vitor

23 de maio, 2026 | 15:06

“Sr. Dúvida, parabéns pelo comentário! Como afirmastes que não tem conhecimento, mas demonstras que tem, quando afirma que o poder público tem que pagar o valor real do imóvel, vou dar-lhe uma dica, dê uma pesquisada sobre o Decreto Lei 3.365/41, artigo 5º , alínea k.
Quanto ao confisco, ele pode ocorrer caso o imóvel, ou uma carreta, esteja relacionado a algum ato criminoso, como, por exemplo, o cultivo ou o transporte de maconha.”

Débora

23 de maio, 2026 | 13:58

“Em lugares com um imóvel histórico desse em qualquer lugar do mundo que valorize seu passado esse imóvel, poderia até ser o que quisessem por dentro, renovado e tecnológico , mas materiam a faixada icônica e belíssima.”

Dúvida

23 de maio, 2026 | 13:36

“Não tenho nenhum conhecimento sobre o assunto, mas da a entender que a propriedade não é pública, portanto os proprietários (as) tem o direito de fazer o que bem entender com o imóvel, a não ser que o poder público pague o valor real a seus legítimos donos. Caso contrário, será confisco de propriedade particular.”

Jj

23 de maio, 2026 | 13:27

“Não é por mim que joguem no chão !
Parabéns ao Prefeito Mariano Pires Pontes derrubou a antiga estação!”

Evaldo

23 de maio, 2026 | 12:59

“Penso que um local que não tem nenhuma serventia para sociedade, deveria ser demolido e no local fazer um prédio com um marketing de ser o maior prédio do Vale do aço. Iria empregar muitas pessoas e um avanço para o vale do aço. Tipo uma área rural que não esteja produtivo ser tomada pelo MST para fiz de reforma agrária.”

Gildázio Garcia Vitor

23 de maio, 2026 | 12:45

“Esta construção é icônica, pela beleza e pela imponência. Semelhante a ela, na beleza, aqui no nosso Vale do Aço, só a sede da Fundação Aperam-Acesita.
Eu, que residi em Fabriciano por uns bons-até demais-16 anos, já faz tempos que não passo pela belíssima Rua Maria Matos, do Colégio Angélica, dos bares-butecos e da casa-que "virou" prédio- do saudoso Dr. Albeny, para rever o que sobrou.
Infelizmente "Tudo passa, tudo passará". Mas, segundo o Poeta, "Eles passarão .../ Eu passarinho!”

Sérgio Mourão

23 de maio, 2026 | 11:44

“A " jogada suja" é sempre a mesma, em todos os lugares de Minas e em quase todo o Brasil: abandonam o imóvel/patrimônio, deixam "ao léu", chuva e sol, mato ao lado, pintura desgastada, reboco cai, cupim toma conta, portas e janelas apodrecem, enfim: o tempo passa, até que um dia, um acidente/incidente, em alguns lugares invasão de pessoas, incêndios, desabamentos por motivos diversos etc, até que um dia "aparece o salvador" que em nome da proteção da sociedade, resolve derrubar e construir alí algo mais importante, já que o lugar se transformou num estorvo para a cidade/comunidade. Aí já era. Sempre à noite ou em finais de semana, longe dos olhares da população, o imóvel vira um amontoado de entulho e, consequentemente, a história foi pro limbo, sem nenhuma reação das pessoas, que sequer ficaram sabendo o que estava acontecendo. Esse é o método dos gananciosos e atentadores da preservação da memória de um povo, de uma nação. E o pior de tudo, é que muitos baterão palmas e dirão que tinha que ser feito isso mesmo, afinal uma unidade comercial no local é muito mais útil . Digo tudo isso, como jornalista que há mais de 30 anos acompanha e registra fotográfica mente esse tipo de ocorrência/atitude, em todos os rincões de Minas. Por que aqui seria diferente?, principalmente se levarmos em conta a atual população do Vale do Aço, onde menos de 2%, se importa com sua história, principalmente a que não venha da memória destrutiva da mineração. Essa é a realidade.”

Marcelo Toledo

23 de maio, 2026 | 09:40

“? com profunda indignação que me posiciono contra a ameaça de demolição do Colégio Angélica, patrimônio histórico e cultural de Coronel Fabriciano. Mais do que um prédio, o colégio representa a memória, a educação e a identidade da comunidade, tendo formado gerações ao longo de mais de setenta anos e contribuído para o desenvolvimento do Vale do Aço. Seu valor histórico já foi reconhecido pelo tombamento municipal e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, tornando qualquer tentativa de destruição não apenas injusta, mas também ilegal. A especulação imobiliária não pode prevalecer sobre o dever coletivo de preservar a história da cidade. A demolição do Colégio Angélica significaria apagar sonhos, conquistas e lembranças de milhares de pessoas. Por isso, é fundamental que o poder público busque alternativas para transformar o espaço em um local cultural e comunitário, como museu, biblioteca ou centro de convivência. Também é necessário que a população se una em defesa desse patrimônio, participando do ato público marcado para o dia 30 de maio, demonstrando que Coronel Fabriciano não aceita perder parte de sua história e de sua identidade.”

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