27 de junho, de 2026 | 13:00

Golpistas usam falsos boletos de operadoras de telefonia para tentar enganar consumidores

Reprodução DA
Mensagens enviadas por e-mail e WhatsApp simulam cobranças de empresas como Claro, Vivo e TIM e podem resultar em prejuízo financeiro e roubo de dados pessoaisMensagens enviadas por e-mail e WhatsApp simulam cobranças de empresas como Claro, Vivo e TIM e podem resultar em prejuízo financeiro e roubo de dados pessoais

A atuação dos estelionatários na internet tem se diversificado para atingir consumidores por meio de falsas cobranças. Depois de utilizarem boletos fraudulentos de serviços de streaming, como Netflix e HBO Max, criminosos passaram a enviar, por e-mail e WhatsApp, links com supostas faturas de operadoras de telefonia, entre elas Claro, Vivo e TIM.

Nesta semana, um cliente da Claro em Santana do Paraíso procurou a reportagem do Diário do Aço para relatar que escapou por pouco de pagar um boleto falso. Segundo ele, a mensagem chegou por e-mail com um alerta de que a fatura estava prestes a vencer e ainda oferecia desconto para a quitação antecipada.

"Vi a mensagem quando parei o carro para descansar durante uma viagem. Cheguei a clicar no link, mas depois me lembrei de que sempre pago a conta acessando a fatura pelo aplicativo da operadora. Foi então que percebi que se tratava de um boleto falso, embora muito semelhante ao original", contou.

Na mensagem encaminhada à vítima, os golpistas disponibilizavam um código QR para uma suposta negociação da fatura. Entretanto, nenhum dos links direcionava ao ambiente oficial da operadora, evidenciando a tentativa de fraude numa imitação grotesca. No caso da Claro, a conta oficial utilizada para envio das faturas digitais é [email protected].

Golpe também busca roubar dados pessoais

Além de induzir a vítima ao pagamento de um boleto fraudulento, esse tipo de golpe também tem como objetivo obter informações pessoais e bancárias dos consumidores. A prática é conhecida como phishing, termo utilizado para definir fraudes voltadas à captura de dados, que posteriormente podem ser usados em extorsões e outros crimes.

Os criminosos têm aperfeiçoado as mensagens, tornando-as cada vez mais semelhantes às comunicações oficiais das empresas, o que aumenta o risco de que consumidores desatentos efetuem pagamentos sem perceber a fraude.


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Como identificar um boleto falso

Os serviços de Defesa do Consumidor orientam que uma das formas mais simples de identificar um boleto fraudulento é verificar os primeiros números do código de barras. Quando o boleto é emitido por uma instituição financeira, os primeiros dígitos correspondem ao código do banco emissor, por exemplo, 341 para o Itaú e 237 para o Bradesco.

Já as contas de consumo, como as emitidas por operadoras de telefonia e concessionárias de serviços públicos, têm identificadores próprios. No caso da Claro, os boletos legítimos iniciam com o código 846, e não com códigos bancários. O mesmo princípio se aplica às faturas das outras operadoras, das concessionárias de energia elétrica e de outros prestadores de serviços, cada um com seu identificador específico.

Outro alerta é que consumidores que efetuam o pagamento de boletos falsos dificilmente conseguem recuperar o dinheiro transferido aos criminosos. A principal recomendação é desconfiar de mensagens com ofertas de descontos inesperados, evitar acessar boletos por links recebidos por e-mail ou aplicativos de mensagens e emitir a segunda via das faturas exclusivamente pelos aplicativos oficiais, sites das operadoras ou canais oficiais de atendimento.

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