28 de maio, de 2026 | 06:57

Governo de Coronel Fabriciano descarta nova negociação com servidores

Divulgação
A categoria mantém estado de greve após rejeitar a contraproposta apresentada pelo ExecutivoA categoria mantém estado de greve após rejeitar a contraproposta apresentada pelo Executivo

Por Matheus Valadares
A administração de Coronel Fabriciano informou, no fim da tarde desta quarta-feira (27), que a contraproposta apresentada aos servidores municipais e rejeitada na última segunda-feira (25), em assembleia, é definitiva e que, neste momento, não há possibilidade de retomada das negociações da campanha salarial.

Segundo a administração municipal, a decisão foi tomada diante “do esgotamento das fontes orçamentárias e financeiras do município”, cenário atribuído à queda de arrecadação em diferentes áreas.

Em nota, o governo municipal afirmou que, após a rejeição da primeira contraproposta, entendeu que a categoria optou pela manutenção das férias-prêmio.

A administração ressaltou que a decisão dos servidores foi considerada legítima dentro do processo de negociação sindical e afirmou que a posição foi respeitada pela prefeitura.

Conforme a nota, na segunda proposta encaminhada à categoria, o município manteve o ganho real de 1,45%, além do reajuste de 3,90% já concedido em janeiro deste ano. Também foi proposto reajuste de 6,66% no vale-alimentação.

Ainda de acordo com o Executivo, a nova proposta buscou adequar os índices à capacidade financeira atual do município, preservando o benefício das férias-prêmio reivindicado pelos servidores.

Servidores podem aprovar greve

Os servidores de Coronel Fabriciano já aprovaram o estado de greve, e na próxima segunda-feira (1/6), irão deliberar sobre fazer a paralisação dos serviços, em Assembleia Geral Extraordinária, a ser promovida a partir das 18h na Câmara Municipal.

Se essa decisão for tomada, os servidores de Coronel Fabriciano irão seguir os mesmos passos de servidores de Timóteo e Ipatinga, que após dias de greve, chegaram a um acordo junto às respectivas administrações, conforme acompanhou o Diário do Aço à época.

Governo fala em responsabilidade fiscal

A administração municipal afirmou ainda que reconhece a importância dos servidores públicos para o funcionamento da cidade, mas destacou a necessidade de manter o equilíbrio fiscal.

“A gestão também precisa agir com responsabilidade fiscal, dentro da realidade orçamentária do município, garantindo o equilíbrio das contas públicas e a continuidade das políticas públicas e dos serviços essenciais prestados à população”, informou a nota.

A categoria mantém estado de greve após rejeitar a contraproposta apresentada pelo Executivo.
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Comentários

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Cleyder

29 de maio, 2026 | 02:54

“A direita não negocia, não concede, não administra a coisa pública tudo pela ?FAMÍLIA? e pela pátria! Enfim, carnes de ouro e picanhas estão derramando nas churrascarias dos agentes políticos! Vai TRABALHAR!!!! E respeitar o princípio da negociação coletiva ou GREVEEEEE!!!”

Contador

28 de maio, 2026 | 11:26

“O município historicamente opera com despesas de pessoal em níveis controlados e confortáveis perante a LRF (com registros anteriores na faixa de 46,84% da RCL). Isso conferiu à cidade uma boa saúde financeira e a classificação Nota B na Capacidade de Pagamento (CAPAG) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). No início dos ciclos recentes, os reajustes dos servidores públicos municipais foram concedidos estritamente com base na recomposição do INPC (como o índice de 3,70%), gerando impactos na folha programados para ficar abaixo do Limite de Alerta (48,6%) e do Limite Prudencial (51,3%) determinados pela LRF para o Executivo.
Em resumo dá para o Governo atender aos servidores e ainda ficar dentro dos limites impostos pela LRF. Prefeito está querendo ludibriar os servidores. Servidores não aceitem, toda luta vale a pena e não apoiem esse sindicato que joga contra o servidor e a favor do Executivo Municipal.”

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