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29 de abril, de 2026 | 12:39

Em mais um dia de greve, servidores protestam durante festa de aniversário de Ipatinga

Matheus Valadares
Moarlen defendeu o movimento grevista e frisou que a paralisação ocorre de forma legal perante a leiMoarlen defendeu o movimento grevista e frisou que a paralisação ocorre de forma legal perante a lei
Por Matheus Valadares

Servidores municipais de Ipatinga fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (29), no Parque Ipanema, durante o evento de distribuição de bolo em comemoração aos 62 anos de aniversário da cidade. Com faixas, apitos e gritos, os trabalhadores voltaram a cobrar da administração municipal um desfecho para a campanha salarial.

A categoria está em greve desde segunda-feira (27). Diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi), Moarlen Lange informou que uma nova contraproposta da administração foi apresentada na terça-feira (28), mas rejeitada pela maioria dos trabalhadores.

“Os servidores avaliaram a proposta e ela não atendia o interesse da categoria no momento. Hoje a gente está com servidores com férias defasadas, sem pagamento de férias, com a estrutura na saúde comprometida, faltando equipamentos, material e faltando profissional para atendimento na ponta. Hoje a gente já está com atendimento reduzido, hoje a gente está mantendo 70% do atendimento nos locais, nas unidades de urgência, emergência, nos serviços sociais, e a gente está fazendo uma greve passiva reivindicando esse direito, algumas promessas que foram feitas, alguns acordos que foram assumidos e não estão sendo cumpridos”, afirmou.

Limites definidos pela Justiça


Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou limites ao movimento grevista para garantir o atendimento à população, especialmente na área da saúde. A decisão estabelece a manutenção de 70% dos profissionais da saúde em atividade e 30% nos demais serviços essenciais. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária de R$ 5 mil ao sindicato.

Segundo o dirigente sindical, a categoria já cumpre as determinações judiciais. “A nossa greve iniciou totalmente legal, a gente fez todos os procedimentos necessários para o início da greve, a gente já vinha mantendo essa porcentagem que o juiz determinou, então a gente continua reafirmando a legalidade da greve e que a gente vai continuar até sermos atendidos”.

Prefeito critica movimento


Durante coletiva de imprensa após a entrega do bolo, o prefeito Gustavo Nunes (PL) criticou a paralisação e afirmou que o movimento tem motivação política.

“É um movimento político porque é ano eleitoral. O sindicato fala que nós não estamos conversando, que nós não estamos negociando, o que é uma mentira. Nós estamos conversando sim, na semana passada, na semana retrasada, durante todo o mês. Só que o que eles querem é um aumento de mais de 30% no vale da alimentação. Isso não tem condições. O reajuste salarial inflacionário já foi proposto. Só que o sindicato não aceita porque quer fazer a greve, porque é um movimento de ano eleitoral e também é um movimento de ano eleitoral para o próprio sindicato, onde a atual presidente vai estar disputando novamente a reeleição dela à frente do sindicato. É um movimento político e entramos com uma ação na Justiça porque nós entendemos que esse movimento é ilegal e nós temos que aguardar um posicionamento oficial e definitivo do TJMG”, declarou.

Sindicato rebate


Moarlen Lange contestou a avaliação do Executivo e negou motivação política na greve. “Ao longo dos anos foi construído que o sindicato teria um partido político, ou uma preferência política. Mas, na verdade, isso não acontece.

O sindicato tem que ser imparcial, até mesmo porque a nossa base é composta por vários lados políticos. As pessoas têm opiniões próprias e partidos políticos. Cada um tem o seu direcionamento político. Isso são falácias. Em Ipatinga, o servidor já vem ao longo de alguns anos carregando a cidade. Ocorre que agora o servidor não deu conta mais do peso e iniciou o movimento de greve”.

Outras reivindicações


Além da questão salarial, o sindicato aponta outras demandas, como atrasos no pagamento de férias, horas extras e pagamento parcial do incentivo financeiro aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Nos bastidores, fontes ouvidas pelo Diário do Aço informaram que a prefeitura quitou, na segunda-feira, valores referentes às férias de fevereiro e que há um cronograma de pagamentos em andamento.



Já publicado:


Servidores de Ipatinga aprovam greve com início previsto para segunda-feira
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Comentários

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Prefeitaço

29 de abril, 2026 | 13:20

“Ferias e recisão dos servidores atrasados, mas o do PrefeitAÇO estava em dia, tanto que estava curtindo na Italia, e agora quer falar que a greve tem motivação politica kkkkkkk
Deixa ele 3 meses sem salario pra ver se o discurso vai ser o mesmo”

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