14 de abril, de 2026 | 05:24

Deputado mineiro é citado em delação sobre esquema bilionário de fraudes no INSS

Colaboração premiada de empresário preso na Operação Sem Desconto atribui a Euclydes Pettersen atuação política em favor de entidades investigadas; parlamentar nega envolvimento

Divulgação
Assessoria de Euclydes Pettersen afirmou que as declarações de delator são ''narrativas infundadas veiculadas pela mídia''Assessoria de Euclydes Pettersen afirmou que as declarações de delator são ''narrativas infundadas veiculadas pela mídia''

O deputado federal mineiro Euclydes Pettersen (Republicanos) voltou ao centro das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após ser citado na delação premiada do empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos líderes do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

O acordo de colaboração está sob análise do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). No esquema, o deputado tinha o codinome de "Herói E".

Camisotti detalhou à Polícia Federal (PF) o suposto papel desempenhado por Pettersen na estrutura que, conforme apuração federal, lesou cerca de 600 mil beneficiários do INSS. A informação foi publicada pelo jornal O Fator e confirmadas por fontes ligadas à investigação.

Delação aponta atuação política em favor de entidade investigada

Nos depoimentos, Camisotti afirma que a principal ligação de Euclydes Pettersen no esquema era com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), presidida por Carlos Roberto Ferreira Lopes. Conforme a delação, o deputado teria atuado para abrir portas em órgãos públicos, articular apoio político e dar sustentação institucional à entidade investigada.

O empresário ainda teria apontado Pettersen como um dos “protetores” de associações envolvidas no esquema. Outro nome citado na colaboração, segundo a reportagem, é o do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Maurício Camisotti é o primeiro investigado a firmar acordo de colaboração no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Preso desde setembro de 2025, ele confessou participação nas fraudes e tenta obter prisão domiciliar em troca da colaboração.

PF atribui ao deputado papel estratégico no esquema

De acordo com a Polícia Federal, Euclydes Pettersen participou da promoção dos programas “Mais Pecuária Brasil” e “Mais Previdência”, apontados como instrumentos usados para captar dados pessoais de aposentados e pensionistas do INSS por meio da Conafer.

As investigações sustentam que essas informações eram posteriormente usadas para autorizações fraudulentas de descontos em benefícios previdenciários. O fluxo financeiro do esquema, conforme a PF, chegou a R$ 708 milhões, com parte dos recursos desviada para empresas de fachada e pagamento de propina.

Ainda segundo a corporação, Pettersen teria atuado como elo político da organização, facilitando articulações institucionais e dando cobertura à Conafer. A PF calcula que o parlamentar recebeu ao menos R$ 14,7 milhões, valores que teriam sido ocultados por intermédio de empresas registradas em Minas Gerais. Em planilhas apreendidas, ele apareceria identificado pelo apelido “Herói E”.

Já publicado:
▪️Deputado mineiro investigado em fraude do INSS teria recebido R$ 14,7 milhões em propina
▪️Deputado Euclydes Pettersen se licencia e suplente assume na Câmara
▪️Polícia Federal apreende jatinho de deputado mineiro investigado por desvios no INSS

Defesa rebate acusações e chama delação de “depoimento vazio”

Em nota, a assessoria de imprensa de Euclydes Pettersen afirmou que as declarações de Camisotti são “meras palavras de ouvir dizer” e se baseiam em “narrativas infundadas veiculadas pela mídia”.

A defesa sustenta que o delator “não apresenta qualquer prova ou caminho para sua obtenção” e classifica o conteúdo como “depoimento vazio, sem elementos de corroboração”.

A homologação da delação pelo STF ainda depende de análise do ministro André Mendonça. Somente após essa etapa o conteúdo poderá produzir efeitos processuais formais nas investigações.
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Comentários

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Zé Doido

15 de abril, 2026 | 00:52

“Ah esses cidadãos de bem..., não falha um.”

Gilson Nunes

14 de abril, 2026 | 21:42

“Como tem deputado cara de pau, esse não tem vergonha mesmo, envolvido até o pescoço nos roubos do INSS e banco master.
Não é de se estranhar vindo de um bolsonarista alinhado com Nicolas, Cleitinho,Zema, Simões e companhia”

Nelore

14 de abril, 2026 | 16:54

“Caríssima Mura, tens um pouco de razão, mas há de convir que esta sua turma do deus, pátria e família não é fácil.”

Gildázio Garcia Vitor

14 de abril, 2026 | 13:33

“Sr. Justiceiro, parabéns e obrigado pelo comentário! Mas não disse que não devemos votar em quem quer que seja e nem disse que o citado, ou quaisquer outros, não importando o sobrenome, prestava ou não, isso não faz parte das minhas preocupações em política.
Minha dúvida, em relação ao Deputado, é se ele é parente do Pettersen de lá. Só isso.”

Justiceiro

14 de abril, 2026 | 11:02

“Gildasio Garcia vitor !! Tem um monte de políticos com sobrenome Silva, dias, Gomes, santos e outros tantos que não presta então não vamos votar em nenhum que tem esses sobrenome”

Viewer

14 de abril, 2026 | 09:34

“Que todos culpados paguem pelos seus crimes, TODOS !”

Mura

14 de abril, 2026 | 08:47

“Isso não tem nada haver com Deus, Pátria e Família... esquerda ou direita. Tem haver com índole, formação, caráter. E em geral todos que entram na política só pensam no seu próprio bolso e como ficar rico em pouco tempo.”

Valter Silva

14 de abril, 2026 | 06:42

“Esse é da turma "deus, pátria e família". Não falha nunca. Enquanto isso você, como eu ficamos como bobos, discutindo direita e esquerda, enquanto a maioria deles nada no dinheiro alheio. E querem saber? Não tem saída para nenhum lado.”

Gildázio Garcia Vitor

14 de abril, 2026 | 06:07

“O Diário do Aço poderia fazer uma pesquisa sobre os parentes deste Nobre Deputado, pois tenho quase certeza, que alguém, com este sobrenome, foi Prefeito nomeado de Carangola, durante a Ditadura Militar (1964-1985), quando não podíamos votar para Presidente, Governadores, Prefeitos de capitais e de algumas cidades consideradas de Segurança Nacional, caso da cidade citada, só porque em um de seus Distritos, o de Fervedouro, hoje emancipado, tem uma fonte de água mineral.
E pensar que ainda tem muita gente boa que defende a volta da ditadura, inclusive Professores, até os de Ciências Humanas, e nem é culpa da EaD.”

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