05 de março, de 2026 | 18:25
Cigano que matou a mulher e fugiu com o filho de três anos é procurado pela polícia
Família que reside no Vale do Aço pede justiça para Ana Gabrielly; acusado tem mandado de prisão e mantém fuga levando o filho
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Romano Aparecido do Amaral, o Cigano, de 21 anos tem mandado de prisão expedido pela Justiça do Espírito Santo
Romano Aparecido do Amaral, o Cigano, de 21 anos tem mandado de prisão expedido pela Justiça do Espírito Santo Um pai e uma mãe com o coração partido pela perda da filha de 20 anos. Ele, aos 42 anos, tem dificuldades de dormir à noite. A imagem da filha não lhe sai da cabeça. A mãe também não se esquece do neto, que ela não sabe onde está. A criança tem problemas graves de saúde e requer atenção e tratamento com remédios controlados. O vídeo com a integra da entrevista pode ser assistido ao fim da notícia.
Esse é o drama vivido por Jadir do Amaral e a esposa, Vera Lúcia Camélia da Silva, um sofrimento que teve início há exatamente seis meses, quando, na manhã de domingo, 31 de agosto de 2025, Romano Aparecido do Amaral, o Cigano, de 21 anos, decidiu matar a esposa, Ana Gabrielly Rodrigues do Amaral, de apenas 20 anos.
A mulher estava com o filho no colo quando foi atingida por um tiro no tórax, que a levou à morte. Em seguida, Romano Cigano pegou o filho e fugiu em um VW CrossFox. Tudo foi registrado por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais no bairro 15 de Outubro, na cidade de Colatina, no noroeste do estado do Espírito Santo.
A polícia capixaba representou pela prisão preventiva do investigado como autor do crime e, desde o mês de setembro do ano passado, Romano Aparecido do Amaral é considerado foragido.
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Ana Gabrielly Rodrigues foi morta com um tiro disparado pelo marido, que em seguida fugiu levando o filho, de três anos
Ana Gabrielly Rodrigues foi morta com um tiro disparado pelo marido, que em seguida fugiu levando o filho, de três anos Com mandado de prisão expedido pela Justiça, ele será preso onde for encontrado pela polícia. A família da vítima, da etnia cigana, acusa a família do foragido, também cigana, de apoiá-lo na fuga. Ninguém sabe onde está e como está o filho do casal, de apenas três anos.
Ao rastrear a movimentação bancária do investigado, policiais civis de Colatina descobriram que a família fugiu para Minas Gerais e há registro da passagem do grupo por várias cidades, entre elas Caratinga, Ipatinga e Santa Bárbara, próxima a Barão de Cocais.
Alex Ferreira
Vera Lucia e Jadir do Amaral cobram justiça pela filha de 20 anos, assassinada e procuram o neto levado pelo assassino
Vera Lucia e Jadir do Amaral cobram justiça pela filha de 20 anos, assassinada e procuram o neto levado pelo assassino Pai da vítima cobra prisão do investigado
Ao falar sobre o caso, Jadir do Amaral tem os olhos cheios de lágrimas. As mãos tremem quando ele afirma: Quero o assassino da minha filha na cadeia. Se ele não a queria, que a devolvesse para mim, com o meu neto. Vocês não sabem o que é criar uma filha e ela ser assassinada desse jeito, aos 20 anos”.A família de Ana Gabrielly, que reside no distrito de São Sebastião do Bagre, em Belo Oriente, afirma que confia na Justiça para que o assassino seja preso e pague pelo que fez.
Ao receber a reportagem do Diário do Aço em sua residência, Jadir e Vera explicaram que Ana e o marido, Romano, residiam no distrito de Vale Verde, em Ipaba, mesma localidade onde reside uma irmã da vítima. O pai e as duas irmãs são de linhagem cigana pura, assim como o ex-marido de Ana Gabrielly.
Relacionamento conturbado estava no fim
A mãe de criação das meninas, Vera Lúcia, conta que Ana Gabrielly e o marido caminhavam para o fim do casamento, pois eram constantes os desentendimentos entre eles, desde quando a jovem ainda estava grávida e foi brutalmente agredida pelo marido.Passados três anos do nascimento do filho, Heitor, a relação do casal não se estabilizou, até que, em meados de 2025, a avó materna aproveitou um encontro da família em Bom Jesus do Bagre e levou o neto para Colatina, sem autorização da mãe. A criança, que tem epilepsia, passou a ter crises convulsivas, resultantes da ausência da mãe, que foi levada às pressas para Colatina, onde o menino estava.
Depois disso, houve outras idas e vindas do casal entre a residência deles e o local onde os avós paternos estavam, até que, no fim de agosto de 2025, Ana Gabrielly pediu aos pais que a levassem até Colatina para que pegasse definitivamente o filho. Os pais a levaram e ficaram dois dias em Colatina.
No dia de voltarem para o Vale do Aço, Ana decidiu permanecer em companhia do filho e do marido. Numa manhã de domingo, enquanto viajavam de volta para o Vale do Aço e passavam por Resplendor, no Vale do Rio Doce, Vera Lúcia e Jadir do Amaral receberam um telefonema de familiares em Colatina com a informação de que Ana Gabrielly estava morta e o filho dela tinha sido levado por Romano Cigano, que a havia matado e iniciado fuga. Embora esteja com mandado de prisão, o acusado do crime permanece solto e, para a família da vítima, a mãe, o pai e irmãos dele o estão ajudando na fuga.
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