10 de março, de 2026 | 20:00

Réu é condenado a mais de 35 anos por matar primo e balear outras duas pessoas em Antônio Dias

Wander Castro / Diário do Aço
O crime praticado em 29 de junho de 2024 foi a julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Fabriciano nesta terça-feira e o réu foi considerado culpado O crime praticado em 29 de junho de 2024 foi a julgamento no Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Fabriciano nesta terça-feira e o réu foi considerado culpado

O Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Fabriciano julgou nesta terça-feira (10) Jaime dos Santos Oliveira, de 52 anos, acusado de um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio ocorridos no município de Antônio Dias. Ao fim da sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes, e a pena fixada pelo magistrado ultrapassou 35 anos de reclusão.

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Gustavo Vilaça de Carvalho, e o julgamento foi presidido pelo juiz Wagner Mendonça Bosque. O réu foi defendido pelos advogados Caio Barbosa Ulhôa e Ignácio Barros Júnior.

Conforme noticiado pelo Diário do Aço na época, o caso teve origem em um ataque a tiros ocorrido no dia 29 de junho de 2024, em Antônio Dias. Segundo as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o indivíduo efetuou disparos contra três pessoas que estavam em uma construção. David Willian Marques, de 23 anos, morreu após ser atingido na cabeça. O pai da vítima também foi baleado com vários tiros e ficou gravemente ferido, enquanto um terceiro homem, de 28 anos, foi atingido na perna.

Após o crime, o investigado fugiu em um carro e foi localizado posteriormente em João Monlevade, em uma ação conjunta das Polícia Civil de Minas Gerais e Polícia Militar de Minas Gerais. Ele foi conduzido para a Delegacia de Coronel Fabriciano, onde teve o flagrante ratificado e foi encaminhado ao sistema prisional.

De acordo com as apurações, o ataque teria sido motivado por conflitos anteriores envolvendo o acusado e familiares da vítima fatal.

Defesa apresenta teses ao júri

Após o julgamento, o advogado de defesa, Caio Barbosa Ulhôa, afirmou que o caso possuía circunstâncias complexas e que a defesa apresentou teses diferentes para cada fato analisado pelo júri.

Segundo ele, a estratégia defensiva reconheceu a autoria do disparo que resultou na morte da primeira vítima, mas buscou contextualizar os acontecimentos posteriores.

“O julgamento envolvia três crimes contra a vida: um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, todos com pelo menos duas qualificadoras. No caso do homicídio consumado havia três qualificadoras”, explicou.

Ainda conforme o advogado, após o primeiro disparo que resultou na morte do jovem, o pai da vítima teria reagido e atacado o réu com uma pá, o que fundamentou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa em relação aos disparos posteriores.

“Nossa tese foi de que, no momento em que ele foi atacado pelo pai da vítima com uma pá, teria agido em legítima defesa”, disse.

A defesa também sustentou que o disparo que atingiu a terceira vítima, um trabalhador da construção, teria ocorrido por erro na execução, pedindo que o caso fosse desclassificado para lesão corporal culposa.

As teses, no entanto, não foram acolhidas pelos jurados. “O magistrado fixou uma pena superior a 35 anos de reclusão. Amanhã, quando a sentença for publicada, poderemos analisar os detalhes”, concluiu o advogado, ao comentar sobre eventual recurso a ser pleiteado.
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