Ex-presidiário procurado por assassinar dono de pizzaria em Ipatinga é encontrado morto em Belo Horizonte

Leonardo Augusto cometeu autoextermínio usando corda feita com lençóis

01/02/2025 às 17:22
Reprodução
Leonardo Augusto de Souza, de 36 anos, foi encontrado morto e seu corpo reconhecido no IML de BH. Ele cumpriu pena por matar a patroa, dona do antigo supermercado Odelot em 2008 e, em 2024, matou o ex-sócio, dono de uma pizzaria, no Bom Jardim

Familiares sepultaram neste sábado (1), o corpo de Leonardo Augusto de Souza, de 36 anos. Ele era procurado pelo assassinato de Jonathan Willian Moisés, de 34 anos, ocorrido na madrugada de 15 de setembro de 2024, na avenida das Flores, no bairro Bom Jardim, em Ipatinga, conforme noticiado pelo Diário do Aço na época.

As circunstâncias de sua morte ainda são apuradas pela polícia. O que se sabe é que ele foi encontrado sem vida nesta semana, em Belo Horizonte, em adiantado estado de decomposição e sem documentos. A identidade foi descoberta por meio de exames periciais das digitais. Seu corpo foi reconhecido por familiares no Instituto Médico-Legal (IML) da capital e liberado para o sepultamento.

Como foi encontrado o corpo em Belo Horizonte

A polícia trata como autoextermínio o caso de Leonardo Augusto de Souza. O que se sabe oficialmente é que no dia 5 de janeiro, Leonardo usou documentos falsos e deu entrara em um hotel na rua São Paulo, no Centro de Belo Horizonte.

Na portaria identificou-se como Miguel Soares Ferreira. Entretanto, desde o dia 6 de janeiro o indivíduo não era visto por nenhum funcionário do hotel.

Ao dirigirem-se ao quarto 210, funcionários perceberam um forte odor. Um chaveiro foi chamado, uma vez que a portava estava trancada por dentro.

Ao abrir a porta, as pessoas depararam-se com o corpo do hóspede pendurado no banheiro, com uma corda feita com roupa de cama, enrolada no pescoço. A Polícia Militar foi acionada para o registro do caso e a perícia feita no quarto. Não foram encontrados indícios de violência na cena.

O número da identidade usada por Leonardo pertencia a uma mulher. Já, o CPF tinha sido registrado em janeiro de 2024, em nome de Miguel Soares Ferreira.

Não havia nenhum outro documento junto ao corpo ou no interior da suíte. Com isso, o cadáver foi removido ao Instituto Médico-Legal e somente 20 dias depois teve a identidade oficialmente reconhecida por familiares e liberado para sepultamento, o que ocorreu no sábado (1º).

Segundo homicídio em Ipatinga

Leonardo era um presidiário, que estava em liberdade condicional, em cumprimento de pena por ter matado, em fevereiro de 2008, a empresária Simone Rodrigues da Silva, de 34 anos, dona do antigo Supermercado Odelot, esposa do proprietário, Adalto Toledo de Lima.

Sentenciado com um comparsa a 20 anos de prisão, conforme noticiado na época, Leonardo estava na condicional, quando voltou a matar, o ex-sócio em uma pizzaria em Ipatinga, Jonathan Willian.

Leonardo e Jonathan foram sócios na pizzaria, mas em 2024 os dois desfizeram a sociedade. Ocorre que Leonardo tentava voltar para a sociedade e Jonathan Willian resistia à retomada da sociedade. E um dos motivos seria o fato do antigo sócio ter dependência química.

“No dia do fato, alguém afirmou para a polícia que havia ameaças entre os dois, por motivação passional, mas isso não procede. E ficou comprovado que não tinha qualquer relação passional, com a perícia feita no telefone celular do Jonathan”, explicou a viúva de Jonathan, Gislene Gomes.

A viúva acrescenta que era casada há 13 anos com Jonathan Willian, com quem teve dois filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 3 anos, que agora estão sem o pai.

Como foi o último crime de

Segundo informações de uma testemunha, que estava com a vítima no momento do crime, ambos fechavam o estabelecimento comercial quando o assassino, conduzindo um Toyota Corolla preto, se aproximou com uma arma em punho e efetuou os tiros que ceifaram a vida do comerciante.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe confirmou o óbito de Jonathan no local.

Pesam contra o acusado a fala de testemunhas do crime e imagens das câmeras de segurança. O autor dos disparos fugiu logo após o crime em direção à Estrada das Lavadeiras no Corolla. Um perito da Polícia Civil esteve na cena do crime e recolheu uma cápsula de calibre .40.

O assassino foi procurado, mas não foi localizado para a prisão em flagrante. O inquérito com o indiciamento de Leonardo chegou a ser encaminhado para o Ministério Público. Ele nunca chegou a ser preso pelo mais recente crime que cometeu e agora foi econtrado morto.
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