Idoso que matou ladrão em Ipatinga é ouvido em delegacia, paga fiança por arma irregular e é liberado

19/01/2025 às 11:24
Wellington Fred
Homem deparou-se com ladrão no terraço da residência, alega que o invasor reagiu à abordagem e, para se defender, efetuou cinco tiros contra o indivíduo que caiu morto nos fundos do imóvel

Morador da rua Inconfidência Mineira, no bairro Cidade Nobre, F.G.F., de 72 anos, prestou depoimento no plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, explicou as circunstâncias em que matou um ladrão que invadiu sua residência, confirmou que não tinha registro da arma usada no fato, um revólver Rossi, de calibre 38, pagou fiança e foi liberado para responder em liberdade pelo homicídio, praticado sob alegação de legítima defesa.

Conforme já noticiado pelo Diário do Aço, por volta de 18h de sábado (18), Uenderson Dias de Oliveira, de 20 anos, natural de Timóteo, invadiu uma construção na rua Inconfidência Mineira, local onde tinha praticado um furto anteriormente, e depois saltou para o terraço da residência vizinha à obra.

Ficou constatado que Uenderson era uma pessoa em situação de rua.

O morador, idoso de 72 anos, percebeu o barulho, armou-se com um revólver e, ao chegar ao terraço deparou-se com o ladrão. Alega o idoso que o indivíduo partiu para cima dele, usando como arma um pé-de-cabra. Para defender-se o morador efetuou cinco tiros contra o invasor, que tentou correr e caiu morto, do alto do terraço, quebrando telhas da área de serviço nos fundos do imóvel que ele invadiu.

O que diz a defesa do idoso
A defesa de F.G.F. é feita pelo escritório do advogado José de Fátima Ailton. Em entrevista ao Diário do Aço, na manhã deste domingo (19), José de Fátima afirmou não ter dúvida que será provada a legítima defesa, conforme estabelece o Código Penal. E o delegado entendeu desta forma e não manteve seu cliente preso.
Reprodução
Arma que o idoso usou para defender-se e o pé-de-cabra que o invasor teria usado para ameaçar o idoso

Para o advogado as provas colhidas no local do fato corroboram para a tese de legítima defesa. Seu cliente, entretanto, teve que pagar fiança arbitrada em R$ 1.500 pela posse ilegal da arma de fogo.

O advogado acrescentou que o cliente está abalado pelo que aconteceu. “Quando ele subiu para o terraço e deparou-se com o indivíduo lá em cima, que se assustou e pegou o pé-de-cabra. F.G. mandou que parasse, mas não parou e ele efetuou os tiros. Ele tá muito abalado com isso tudo. Trata-se de uma pessoa de bem, um idoso de 72 anos, casado, aposentado da Usiminas, nunca se envolveu em qualquer tipo de criminalidade e acabou se vendo numa situação dessa aí. Mas já está em casa, já falei com ele hoje, procurei tranquilizá-lo”, detalhou o advogado.
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